quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A saga do ponta-de-lança

Sem pretender andar com a carroça à frente dos bois, quer-me parecer que a  saga do ponta-de-lança não tem fim à vista.
Tudo parece ter começado quando Li€d$on decidiu ir à sua vida e, apanhados desprevenidos ou, pura e simplesmente, por incompetência, os responsáveis pela gestão do plantel dessa época delegaram nos pés e na cabeça de Postiga a resposabilidade de marcar golos... e na paciência dos adeptos a falta deles.
Surgiu a época seguinte e, com ela, um contentor de jogadores.
A esperança regressou e acalmou os espíritos mais inquietos, dado que parecia haver ovos suficientes para a nossa omeleta.
No entanto, a chegada de Wolfswinkel foi compensada com a saída do Postigooooh e do Djalol e, deste modo, o holandês também  ficou orfão na frente de ataque.
Veio também o búlgaro Bojinov que, para lá de não marcar, ainda atrapalhava, como no lance da penalidade que correu mundo. 
Arrancou a bola das mãos de Matias para nos deixar com meio pé fora da Taça da Liga.
Também o jovem Rubio andava por lá mas, para lá de ter idade de júnior, também tinha qualidade de júnior. Por isso, foi sem admiração que passou a fazer, este ano, a sua natural formação para a alta competição numa equipa e campeonato com outras exigências.
Chegado o mercado de transferência de Inverno, lá foi a equipa de prospecção leonina tentar endireitar o que já estava torto desde a saída de Li€d$on.
Resultado?
Trouxe na bagagem um uruguaio, de nome Ribas, que decerto não figurará em qualquer compilação sobre os grandes jogadores que vestiram a nossa camisola.
Se for numa compilação de altos jogadores, talvez possa aparecer.
Ribas chegou...e foi, sem um único golo.
Nova época mas a mesma visão estratégica para o nosso ataque.
Apareceu Viola à última hora mas, pelas estatísticas que era possível ter acesso na altura, não seria o argentino a fazer a diferença na hora de meter a bola na baliza.
Os adeptos ainda ficaram à espera de mais novidades até ao fecho do mercado de transferências, mas terão ficado mais descansados quando Sá Pinto veio dizer que este era o plantel que queria.
Ok, se ele diz, nós acreditamos.
O que é certo é que, 28 jogos e 3 treinadores depois, a equipa soma 30 golos em jogos oficiais. Os 5 golos contra o Horsens ainda camuflam um pouco melhor o deserto em que se transformou o nosso ataque.
Em fase de desespero, ainda foram buscar Betinho à equipa B. Nem sei porquê, se este era o plantel ideal para afrontar a época.
Agora, como é costume, já soam as badaladas para encerrar mais um mercado de Inverno e o Sporting, como já vai sendo tradição, esfalfou-se para arranjar soluções acessíveis.
Falou-se nos últimos dias de Paulo Henrique que, como se sabe, viu abortada a transferência já com todos os detalhes acertados.
Como o Sporting não dorme em serviço, tinha Niculae de sobreaviso. 
O romeno, que fez com Jardel e João Pinto um famoso tridente ofensivo em época de título, está a ter uma nova vida enquanto futebolista.
Se as lesões no Sporting condicionaram a sua ascenção e valorização, o certo é a maioria das épocas que se seguiram foram inconsequentes.
Andou de mochila às costas pela Bélgica, Alemanha, Escócia e Grécia, mas foi no regresso ao seu país que, com 30 anos, encontrou o caminho do golo.
20 golos em 32 jogos na época passada e 12 golos em 23 jogos na presente época são uma marca assinalável, se pensarmos que, de leão ao peito, marcou 16 em 4 épocas.
Marius Constantin Niculae já foi confirmado no site do Sporting mas, surge hoje a notícia que põe em risco a sua utilização.
De acordo com algumas publicações, o avançado romeno já actuou este ano por dois clubes, o que impediria alinhar por um terceiro, de acordo com a regulamentação da FIFA.
A confirmar-se esta notícia, mais do que nos sujeitarmos a ver Wolfswinkel orfão até final da época, é sim a confirmação da enorme incompetência que grassa em Alvalade.

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