sábado, 11 de fevereiro de 2012

Não vás, mas volta


O seleccionador peruano, Sergio Markarián, anunciou na 6ª feira a intenção de levar Alberto Rodríguez para o particular de dia 29, com a Tunísia,
Para lá da provável chamada de Carrillo, a convocatória de Rodriguez é completamente desprovida de sentido, tendo em conta que o peruano só efectuou um dos últimos 5 jogos. Ir para a Tunísia em mini-férias, num jogo amigável, denota alguma falta de bom senso do seu seleccionador, mas veremos a posição que o Sporting irá tomar.
Numa fase da época em que os jogos se sucedem, e todos eles de extrema importância, dado que o Sporting joga (quase) sempre para grandes objectivos, quase que cheira a provocação do seleccionador ou da federação peruana, com quem o Sporting e o seu treinador já se desentenderam pela questão Rodriguez.
Tendo em conta a debilidade física de "El Mudo", que quase se lesiona a subir e descer do autocarro, multiplicar este gesto em diversos meios de transporte parece um risco demasiado elevado...para "quem lhe paga o ordenado", como disse Domingos em Outubro de 2011.
 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Anderson Pouga


Jogar com o Marítimo após estes defrontarem o Benfica poderia trazer vantagens, não fossem pequenos detalhes.
Pouga, avançado maritimista, viu um injusto vermelho directo que o impossibilita de defrontar o Sporting, sendo que o camaronês tornou-se na referência ofensiva, desde a saída de Babá.
No entanto, pode residir na nossa equipa o melhor avançado adversário.
Polga, se Domingos assim o entender, fará dupla...com qualquer outro avançado, e semeará o pânico na equipa leonina e seus sofredores adeptos.
Não sei se o treinador leonino já terá decidido sobre o onze que subirá aos Barreiros, no final de tarde de Sábado. No entanto, dado que a melhor dupla adversária será inviável , só mesmo a ausência do brasileiro para evitar a temível dupla Pouga/Polga.
 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ao árbitro e ao borracho mete sempre o Pereira a mão por baixo


São já conhecidos os árbitros encomendados para a 18º jornada da Liga Zon.
Apesar da nossa incómoda posição na classificação, ainda há objectivos concretos e importantes por conquistar, pelo que convém o Sporting manter-se alerta e focado na competição.

Para o jogo Porto-U.Leiria foi destacado Rui Silva. Como dizem que certas pessoas voltam sempre ao local do crime, nada melhor que este economista para melhorar a contabilidade dos nortenhos. Recorde-se que, enquanto o Sporting se deparou com arbitragens ardilosas no início do campeonato, que ajudaram a compor o actual ramalhete, outros beneficiaram de ajudas extra para alcançar os seus propósitos. Senão, vejamos excerto da crónica do semanário Sol, relativo à arbitragem de Rui Silva no Dragão, à 2ª jornada.
"O FC Porto venceu esta noite o Gil Vicente por 3-1 no Estádio do Dragão num jogo polémico em que o árbitro Rui Silva apontou duas grandes penalidades nos primeiros dez minutos. Sapunaru perdeu a bola na direita e Otamendi foi obrigado a derrubar Hugo Vieira em plena grande área do FC Porto. O defesa argentino apenas viu o cartão amarelo quando deveria ter recebido ordem de expulsão já que o jogador visitante apenas tinha Helton pela frente" 

Por essa altura, e após os primeiros pontos espoliados em pleno Alvalade por Carlos Xistra e sus muchachos, andava o Sporting em Aveiro à procura de árbitro para dirigir o seu encontro.

O jogo Benfica-Nacional vai ser apitado por Jorge Sousa. Talvez ainda insatisfeitos pela crise despoletada na Madeira, após o jogo Marítimo-Benfica apitado pelo escriturário portuense, decidiram que nada melhor que alguém habituado ao sotaque madeirense para dirigir o encontro.

Após esse jogo, Pedro Martins disse:

"O senhor Jorge Sousa foi infeliz. Já me disseram que há fora-de-jogo no golo e há uma falta sobre o Peçanha."

Por acaso não era fora-de-jogo, como lhe fizeram soar, mas o lance de onde surgiu o golo nunca devia ter acontecido, bem como a expulsão de Olberdam, aos 47 minutos de jogo. Perante uma arbitragem tão pouco consentânea com o estatuto de internacional, o treinador maritimista apelida-a de...infeliz. Deve estar a guardar os adjectivos para o Sporting, caso o jogo não lhe corra de feição, ou então devia estar com o período. O período de contenção verbal.


Ao Sporting, na roleta russa em que se transforma cada nomeação, calhou-nos o funcionário público Cosme Machado. Como o governo não vai conceder tolerância de ponto no Carnaval, o árbitro bracarense há muito que se disfarça de Pierluigi Collina, mas tudo não passa de uma brincadeira, porque quando toca a apitar vê-se logo que é uma réplica mal engendrada.   



Uma questão de...de...pressão


Depois da derrota no Estádio da Lucy, Pedro Martins, treinador do Marítimo, pouco ou nada disse em relação à arbitragem e à injusta expulsão do jogador Pouga.

"Tínhamos de ganhar, tive de fazer alterações para não estar mais condicionados para o próximo jogo. Expulsão? Não vou falar sobre o senhor Artur, as imagens falam por si, ando cansado disso, é quase sempre o mesmo interveniente, prefiro não o fazer."

Em véspera de jogo com o Sporting, Pedro Martins, treinador do Marítimo, começou a falar de arbitragem.

"Temos realizado bons jogos e não somos uma equipa que jogue com brutalidade. Até ao momento já tivemos sete expulsões, muitas delas exageradamente criteriosas por parte da arbitragem. Estamos no quinto lugar por mérito próprio. Estou a dizer isto para as pessoas terem cuidado, pois somos uma equipa que joga bom futebol. Não gostaria de ver mais expulsões que não fossem justas.Já ando nisto há muito tempo e há critérios e critérios. Sei que o mesmo árbitro tem critérios diferentes de jogo para jogo"

O treinador dos insulares ainda disse que "Com a vitória de ontem do Sporting de certeza que muita da pressão que existia desvaneceu-se. Acho que com a vitória de ontem, a pressão maior desapareceu, pois com a ida ao Jamor podem conquistar um troféu."
Como é tudo uma questão de pressão, nada melhor que começar a pressionar o árbitro a designar, para não entrar em depressão.

Por fim, e sobre a recepção de sábado ao Sporting, Pedro Martins atirou: 

"Não tenho medo do próximo árbitro"

 Mesmo que não seja de estranhar que todo e qualquer sujeito que use a braçadeira de treinador se indigne ou se revolte antes, durante e depois dos jogos com o Sporting, é sempre curioso verificar o folclore que rodeia os nossos jogos. Em oposição, os jogos desses mesmos agentes desportivos com os nossos rivais são inúmeras vezes encarados como uma fatalidade, apesar de ser nos embates com Porto e Benfica que mais fica a nu a diferença entre grandes e pequenos.
Resta saber quem será o homem do apito pois, ao contrário de Pedro Martins, eu tenho sempre medo do próximo árbitro.

 

Fazer saltar a tampa à Caixinha


Apesar da vitória desta noite a contar para as meias-finais da Taça de Portugal, lamento informar mas ainda não ganhámos nada.
Habituados que estamos a passar da euforia para a depressão em questão de minutos, quero desde já evitar (pelo menos da minha parte) sorrisos desmesurados e vitórias antecipadas. Já demonstrámos ser capazes do melhor e do pior, e ninguém sabe que Sporting estará convocado para a final de 20 de Maio.
Claro está que estar presente no Jamor é sempre um objectivo a atingir, e é melhor marcar presença e esperar pelos acontecimentos do que ficar a torcer por fora, mas convém não lançar foguetes antes da festa.
Tal como não tenho esmiuçado o pobre jogo do Sporting nos últimos encontros, hoje também não entrarei em grandes pormenores, pois não quero ser injusto, mesmo que hoje houvesse muito mais para analisar. 
Ainda assim, devo dizer que apesar das reiteradas ausências de vulto que teimam em acontecer ( hoje não contámos com Schaars, Jeffren, Rodriguez e Onyewu, para lá de Izmailov que nem saiu do banco) houve uma melhoria relativa comparativamente a jogos recentes. Não quero ser minimalista nem castrador da qualidade de outros intervenientes, mas parece-me que a mais-valia, o clique que a equipa necessitava, o pêndulo que sempre referi e que não tem substituto à altura, dá pelo nome de Rinaudo. Apesar de ser visível que a velocidade e capacidade física estão a níveis notoriamente mais baixos que no início de época, é impressionante como um jogador pode ter tamanha influência numa equipa. Rinaudo teve maior preponderância, quase em ritmo de treino, que os seus substitutos na máxima capacidade. O argentino sabe sempre estar no sítio certo, sabe cortar as linhas de passe...até parece que tem um íman para atrair a bola...ou tem uma bola de cristal para saber onde ela vai cair. Nem seria necessário referir o golo, pois Rinaudo não é nem será um goleador, mas até nessa situação soube estar em zona de remate, dando uma grande amplitude à sua zona de influência. 
Apesar de alguns sobressaltos por que passámos, fruto de alguns erros individuais, esta vitória poderá ser um estímulo para ultrapassar a malfadada crise de resultados e exibições, e tentar um final de época que dignifique o clube.
Mesmo que a vitória vá camuflar algumas lacunas e exibições menos conseguidas, hoje voltou a saltar à evidência o manifesto mau momento de Polga, que em diversos períodos parecia querer inverter a nossa superioridade. Veremos se a estreia auspiciosa de Xandão será suficiente para Domingos tentar uma dupla do brasileiro com Onyewu ou se tentará a reabilitação do capitão leonino. Uma dupla de centrais altos e lentos é algo contra-natura mas, nos dias de hoje, Polga será tão ou mais lento que Xandão e a vertente mental não deixará a Domingos grandes dúvidas.
Mesmo que se possam fazer grandes considerações relativas à qualidade de jogo apresentada, o certo é que conseguimos o grande objectivo para esta partida, e convém recordar que este campo nos é tradicionalmente desfavorável, sendo que a última vitória na Choupana datava da época 2006/07. 
Para finalizar, quero destacar a carnavalesca conferência de imprensa do treinador nacionalista. 
Saltou a tampa da Caixinha...mas afinal não houve surpresa. Surpreendente seria virem reconhecer a justiça da vitória adversária, mais surpreendente seria quando esse adversário se chama Sporting. É que, em circunstâncias de verdadeiros assaltos à mão armada, os treinadores e dirigentes adversários optam por posturas bem mais discretas e submissas. Hoje, da Caixinha saltaram frases como "engolimos sapos vivos", "Existem outras forças que não controlamos nem ambicionamos controlar", "a Académica já estava no Jamor e o Sporting que se apurou, se calhar não hoje, mas já nos primeiros 90 minutos", dando a entender que a vitória foi encomendada.
Era bom que à Caixinha chegassem as imagens do jogo, para não passar por situações embaraçosas. Pode ser que da Caixinha ainda saia um mea-culpa, referindo que o amarelo a Xandão foi injusto (por simulação do avançado nacionalista) que há dois fora-de-jogo mal tirados ao Sporting, com um golo invalidado, que o segundo amarelo a Rondon é justíssimo, a punir um primeiro agarrão continuado e reiterando numa falta sobre Rinaudo, e que o lance sobre Insua talvez seja menos penalti que o que ficou por marcar sobre Matias na Taça da Liga, mas ainda assim é grande penalidade.
Ficarei à espera da próxima conferência de imprensa, para saber se a Caixinha fechou a tampa temporariamente ou se irá reconhecer os méritos do campeão...encomendado!!