sexta-feira, 5 de abril de 2013

Profissionalismo vs sportinguismo

Ainda é cedo para tirar grandes conclusões da nova ordem no Sporting, mas parece líquido que será difícil fazer pior que as direcções anteriores.
Por isso quero acreditar na direcção recém empossada, mesmo que não me agrade a totalidade da lista apresentada.
É assim com alguns integrantes da lista B, como foi com listas anteriores, compostas por algumas pessoas que me levantam algumas dúvidas.
Poderá vir a ser assim no futuro.
Independentemente dessas dúvidas, estou a 100% com este presidente.
Espero e desejo que consiga, como o próprio disse, devolver o clube aos sportinguistas mas, mais que isso, que o Sporting volte a encontrar o lugar perdido e a grandeza adormecida.
Um dos trunfos apresentados por Bruno de Carvalho para as eleições foi, tal como há dois anos, Augusto Inácio.
Não sou obrigado a concordar com a sua inclusão só por fazer parte da lista, tal como ficou provado que Eduardo Barroso não era uma boa escolha, mesmo fazendo parte da lista do actual presidente nas eleições de há dois anos.
Tal como não me agradava Van Basten.
Não invalida que não esteja grato pelo título que Inácio nos ajudou a conquistar mas na minha opinião, o deve e haver das suas atitudes é nitidamente deficitário.
Não me consigo esquecer, entre outras, das críticas públicas constantes ao Sporting, enquanto a sua (outra) casa é sempre defendida e salvaguardada.
Não me consigo esquecer dos seus comentários televisivos na final da Taça de Portugal de 2008 (Sporting 2 Porto 0), onde disfarçou muito mal o seu incómodo por uma penalidade não assinalada a favor do Porto.

Sei do seu público sportinguismo mas, sinceramente, tenho mais certezas do meu.
Inácio veio agora dizer (com toda a legitimidade), a propósito do próximo Sporting - Moreirense em que vem a Alvalade como adversário que, «Se tiver de festejar vou fazê-lo. »
Inácio é profissional, disso não duvido, e ficará feliz pelos golos do clube que lhe paga o ordenado, mesmo que esses golos possam conferir muito mais dificuldade ao seu trabalho, caso o Sporting falhe as competições europeias da próxima época.
Não me esqueço a forma como também Luís Figo comemorou um golo contra o Sporting, quando defendia as cores do Inter de Milão.
Nesse caso, foram muitos os que não lhe conseguiram perdoar.
Não sei quais as diferenças no profissionalismo de um e outro, mas em relação a sportinguismo, continuo a ter mais certezas do meu.
Bruno de Carvalho disse nesta campanha que, ao contrário de Couceiro, nunca trabalhará noutro clube.
O mesmo já não se aplica a alguns membros da lista, verdadeiros profissionais do futebol.

Tal como o presidente estou à vontade para falar porque, também eu, desejarei sempre a vitória do Sporting.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

À espera do alargamento

Na versão online do Record pode hoje ler-se (de modo limitado) o seguinte.
"Sem Wolfswinkel leões estariam iguais ao último
Com o hat-trick alcançado em Braga, Wolfswinkel foi o grande obreiro da vitória do Sporting, conquistando dessa forma 3 importantes pontos para os leões na luta pela Europa. De resto, esta não foi a primeira vez que o avançado holandês foi decisivo em jogos da Liga, valendo já um total de 13 pontos."
Desconheço o teor do resto da notícia mas, com este aperitivo, fiquei com a certeza que não quereria provar o resto do repasto.
Mas quem é o iluminado que vai fazer uma classificação retirando um jogador?
Pior, retira um jogador de uma só equipa.
Bem, como não li a notícia toda, fiquei sem saber se o autor do artigo também retirou Jackson Martinez, Cardozo, Ghillas ou Éderzito para outro tipo de constatações...mas fica a certeza que o Sporting pode agradecer ao holandês por não estar em piores lençóis.
Quem sabe, poderiam fazer também uma classificação onde  fossem retiradas as grandes penalidades...as expulsões, e provavelmente a tabela levaria uma grande volta.
Já agora, espero por uma classificação actualizada, caso Jardel não fosse contabilizado para as contas do nosso último título.
Provavelmente a manutenção teria sido uma miragem.
E porque não tentar uma classificação sem os golos do Mantorras no último minuto. Acho que seria surpreendente o resultado da experiência.


Pechinchas

Um pouco à imagem de uma montanha russa, as apreciações a Wolfswinkel lá vão subindo e descendo, semana após semana, conforme as exibições do holandês.
Aliás. partirá sem nunca ter sido consensual.
Depois da cotação do jogador ter descido a pique, decorrente de uma época miserável da equipa, de algumas exibições menos conseguidas e alguns penaltis falhados, o que é certo é que mesmo com alguns fogachos intermitentes, o ponto alto da última 2ª feira faz os adeptos sportinguistas virar de novo agulhas para o nosso ponta de lança.

Se compararmos o Lobo a alguns dos (poucos) concorrentes pelo lugar desde a saída de Liedson, penso que não há dúvidas.
Na época passada, Bojinov, Ribas ou Rubio não chegaram a ensombrar a sua titularidade e só nas muitas fases de desespero (quando a equipa se encontrava a perder) é que entrava algum para aumentar o número de pernas na área adversária.
Claro está que Ricky só chegou a titular depois da saída surpresa de Postiga, pois ninguém acreditaria que o ponta de lança da selecção nacional pudesse ser vendido a alguém no seu perfeito juízo.
Os suspiros de alívio foram quase imediatos, e além disso Ricky saiu do banco directamente para os golos.
O Lobo esteve órfão na frente de ataque mas as pequenas sombras que apareceram para dar descanso ou apoiar o homem eram, isso sim, nódoas.
Os holofotes recaíram sobre ele porque não havia mais ninguém.
Deveria ter direito, como todos os outros, a ter períodos de menor fulgor, só que Ricky teve e tem de jogar sempre.
O certo é que alguns ocasos temporários sempre lhe valeram as críticas da praxe, mas isso é algo por que todos os avançados (e não só) passarão por alguma fase da sua carreira, no Sporting ou no vizinho do lado.
Quem tem a tarefa de marcar (ou defender) estará sempre mais sujeito à crítica feroz.


Já sabíamos (quem se interessou por isso) que Ricky, na sua anterior equipa, era acusado de ser muito irregular. Ora marcava golos de enfiada, ora desaparecia durante um largo período.
Houve quem lhe augurasse um grande futuro, houve quem dissesse que os golos no campeonato holandês "não valiam", pois há pouca competitividade.
Todos esperávamos, no entanto, que a maturidade lhe fosse conferindo mais regularidade mas, ninguém esperaria um Sporting tão fraco como o deste ano.
Para esta realidade, Wolfswinkel foi vítima, mas também réu.
Além disso, à natural quebra de rendimento num qualquer período, pode também acrescentar-se a tal falta de competitividade por aquele lugar.
É dele, ele sabe-o, e isso acaba por reflectir-se em determinados momentos.

Apesar da contagem decrescente para a sua saída estar ligada, uma coisa penso ser líquida.
Goste-se ou não de Wolfswinkel, a venda a retalho promovida por Godinho Lopes foi pouca ética, foi desportivamente imprudente e, a mim, pareceu-me mais um daqueles negócios à Sporting.
Bem,  não foi só a mim.
Robin Sainty, presidente da associação de adeptos do Norwich vem dizer que "Podiam ter pedido mais. Assim foi uma pechincha".
Oh homem, isso já nós sabemos, e não é de agora. Tudo no Sporting é uma pechincha.

Eu sei que não vale a pena chorar sobre o leite derramado mas, se não pararem de realçar o ridículo, poderemos ainda vir a chorar mais uns tempos, principalmente se lermos ou virmos nas notícias mais uns golitos do holandês ou se, eventualmente, os ingleses ainda vierem a fazer um bom negócio.
Pela nossa parte, é tempo de se começar a formar outro avançado...e esperemos que traga companhia.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

3 tiros na passarada

Braga 2 Sporting 3
Parece próprio do dia das mentiras mas, felizmente, foi uma palpável e agradável verdade.
O Sporting, contra tudo e contra todos, venceu um jogo que parecia condenado a perder.
Depois da pouca vergonha de Rio Maior, onde o Sporting B foi gozado publicamente, a história voltou a repetir-se, tal como se repete há anos.
Perante as críticas de Bruno de Carvalho ao bando de pássaros que paira sobre o Sporting, a resposta foi imediata e eficaz.
É que a pouca vergonha não tem limites e a impunidade é um bem precioso.
Passando o Sporting pelo período mais negro da sua história, fruto da própria incompetência mas graças também às preciosas garras invisíveis que venho desde sempre denunciando, uma vitória como esta, que deveria ser (e foi anos a fio) uma obrigação do Sporting, tornou-se hoje numa emblemática e saborosa chapada de luva branca, precisamente pelos contornos de que se vestiu.
Os três tiros certeiros de Wolfswinkel derrubaram um Braga em bicos de pés mas também foi capaz de atordoar um trio de abutres prontos para atacar o moribundo leão.
Claro está que esta vitória não apaga nada do que aconteceu desde o início da época, e nem sequer nos fez subir um lugar na classificação mas, pelo menos, reacende a esperança de ainda chegarmos a um lugar europeu que é geneticamente nosso.
A luta pelo 5º lugar será árdua e complicada, pois ainda teremos saídas à Luz (onde a passarada voltará a atacar em força) ou a Paços de Ferreira mas, até lá, não há que esbanjar mais pontos com adversários ao nosso alcance.
Entretanto, no rescaldo do jogo, devo dizer que, em muito tempo, gostei de ver a atitude dos "nossos" paineleiros nos programas desportivos.
Eduardo Barroso foi incisivo e coerente nas críticas produzidas e o mais acomodado Dias Ferreira abandonou o programa, no meio de uma intensa gritaria.
Parece que a chegada de Bruno de Carvalho teve o condão de acordar algumas almas adormecidas.




Sporting 3 Arsenal 1 (resumo)

Infelizmente a melhor equipa teve de se contentar com um (honroso) 3º lugar.
Não sei quando voltaremos a ter uma geração desta idade com tanta qualidade, por isso fica alguma mágoa por termos visto fugir a taça.
O jogo de consolação provou que, afinal, também era possível vencer no batatal de Como.
Ainda assim, merecem os nossos parabéns.