sábado, 19 de outubro de 2013

Sporting - Braga (futsal) directo

Este Sábado é marcado por intensa actividade leonina.
Se o futsal irá estar no centro das atenções, até porque o jogo com o Braga terá transmissão televisiva, não menos importante será a eliminatória europeia em andebol, o dérbi com o Benfica em juniores (futebol) ou, numa escala menos visível mas sempre alvo de destaque, o Ténis de Mesa e o Rugby.
Se a equipa junior vai vencendo ao intervalo lá para os lados do Seixal (0-1), vamos agora focar-nos no futsal, vendo o jogo na RTP2 ou na seguinte ligação:

Sporting - Braga (futsal) directo 16 horas

Final: SCP 3 Braga 1

Quem preferir ir vendo o Benfica-Sporting em juniores, pode segui-lo na seguinte ligação:

Benfica - Sporting (clicar) 

Final: SLB 3 SCP 3

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tromba gigante

É já no próximo Domingo que o Sporting recebe o modesto Alba, dos distritais de Aveiro, em jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal.
Esta prova é pródiga em surpresas mas, dada a diferença de qualidade, grandeza, história, orçamento, massa adepta...e um sem-fim de comparações, tudo o que não seja a vitória do Sporting poderia entrar para o capítulo de escândalos e, também, do anedotário do futebol nacional.
Longe parecem ir os tempos dos verdadeiros “tomba-gigantes”, pois esses grandes feitos são cada vez mais raros, mesmo que o futebol esteja cada vez mais nivelado.
Estes confrontos David/Golias faz-me sempre recordar a equipa do Cabeça Gorda, da A.F.Beja, e na época 1980/81 promovido à 3ª divisão nacional. Apesar de não ter eliminado um dos grandes do futebol nacional, passou duas eliminatórias à custa de equipas da 1ª divisão (Leixões e Penafiel, então treinado por António Oliveira).
Por essas alturas, se bem me recordo, as equipas pequenas…ou as minúsculas, só pensavam em perder por poucos.
Sair de Alvalade ou daquele outro estádio que fica lá perto, com menos de uma mão cheia, já era um feito.
Entretanto os tempos foram mudando, os conhecimentos e métodos de trabalho, também eles, se foram globalizando, e a verdade é que, actualmente, até as pequenas ou minúsculas equipas são capazes de olhar nos olhos, quase qualquer um.
A juntar a isto, o Sporting também atravessou um período tão negro que, sem fazer qualquer tipo de bluff, quase qualquer equipa se achava capaz de nos vencer.
Dado que as nuvens mais negras que pairaram sobre Alvalade parecem estar a desvanecer-se, e a permitir que se vislumbre um sol radioso, é com alguma admiração que reparo que os jogadores e equipa técnica do Alba parecem ainda não acreditar que essas nuvens se tenham dispersado.
Se o treinador diz que num dia bom do Alba e num dia mau do Sporting é possível vencer em Alvalade, também o capitão Zé Bastos alinha pelo mesmo diapasão.
Já os adeptos da simpática (até ver) equipa parecem ser mais pragmáticos, e a frase “Vamos lá mais para a festa, porque a gente sabe que vai perder. Quando um gato vai lutar contra um leão é um problema.” é sintomática e realista.
Claro está que as maiores ou menores dificuldades poderão começar ou acabar nos nossos jogadores. No entanto, acredito que Leonardo Jardim os saiba motivar para que possam não só brindar com uma boa exibição e resultado aos muitos adeptos que se espera venham a estar presentes, como que permita aos jogadores menos utilizados que possam ir ganhando rodagem para os muitos quilómetros que faltam percorrer até final da época.

Quem também quer que o Alba vença em Alvalade é João Alves, o ex-jogador  e treinador da formação do Benfica, que foi presidente do pequeno clube em meados dos anos 80.
Se tudo correr normalmente, em lugar de um tomba-gigantes poderá haver um com a tromba gigante!!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Mirra e incenso

O meu caro e eclético amigo Henrique Salgado costuma enviar-me, bem como a todos os que se preocupam com determinados números, as actualizações das competições oficiais onde o Sporting mais se faz notar, conforme estas vão tendo o seu epílogo.
Recebo, durante o ano, mapas de cada uma das modalidades e, num espectro mais alargado, mapas comparativos de todas as modalidades.
Apesar de muitos adeptos leoninos gostarem de desfraldar e agitar a bandeira do ecletismo, para reafirmar a vocação e grandeza do clube, a verdade é que alguns só o fazem em dia de vitórias, enquanto outros só agitam a bandeira do futebol.
Se estes últimos só estarão preocupados por estarmos entalados no 2º maior jejum da história do futebol leonino, os primeiros podem começar a ficar preocupados pela crescente perda de influência das modalidades do Sporting.
Os mapas do amigo Henrique não enganam.
Olhando só para os últimos cinco anos, o Sporting conseguiu 4 títulos na época 2009/10, e 6 títulos por ano daí para cá.
Já o Porto conquistou 10 títulos nas épocas 2009/10/11/12, e arrecadou 8 troféus na época 2012/13.
O Benfica, fruto de investimento e trabalho de base no atletismo, mas também com resultados de relevo no hóquei ou no basket, cresceu dos 7 troféus em 2009/10, para 9 no ano seguinte, e 12 nas duas últimas épocas.
Felizmente ainda vamos tendo o futsal, que vai equilibrando a contabilidade, mas até onde não existem rivais, como no Ténis de Mesa, vamos aos poucos perdendo a hegemonia.

Precisamente hoje, dia em que recebi uma dessas actualizações, é notícia a parceria estratégica do Sporting com uma empresa angolana que disponibilizará um autocarro topo de gama para a equipa de  futebol e promoverá a troca de relvado, por um outro topo de gama.
Ao ler que os Reis Magos vão enviar estas prendas, fiquei com pena que não possam arranjar também um pavilhão, mesmo em segunda mão, que bem embrulhado em papel de jornal chegasse intacto e pronto a usar. 
Vão enviar a mirra e o incenso, mas ficou a faltar o ouro.

Eu sei que um pavilhão não tem o valor de um autocarro, e andará mais perto de um pacote Elias/Pongole, mas não consigo deixar de imaginar quanto tempo mais as modalidades andarão com a casa às costas.
Apesar das nossas amadoras, à imagem do futebol, também lutarem contra orçamentos dos rivais incomparavelmente superiores, não tenho dúvidas que as condições de trabalho, e o aconchego da nossa casa, poderia ser um trampolim para voltarmos a ser competitivos.
Felizmente temos muitos anos e títulos de avanço, para ainda podermos dizer que somos a maior potência desportiva nacional.
No entanto, porque o tempo não pára, este título que tanto nos orgulha não durará eternamente, se não tentarmos inverter a tendência de definhamento.
Há 35 anos atrás, podiamos pensar que o 2º lugar que o futebol ocupava na hierarquia nacional seria intransponível.
O Porto tinha 5 títulos em 1977, o Sporting 14.
Daí para cá, o Porto passou para 27, e o Sporting está com 18.
No andebol, também já fomos ultrapassados, perdendo uma vantagem que parecia suficiente para ir gerindo.
Enquanto formos adiando uma das muitas prioridades, a água continuará, de modo tranquilo, a passar debaixo da ponte.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sporting - ISMAI (andebol em directo)

Depois da vitória europeia no fim-de-semana, o andebol leonino volta ao pavilhão.
O Sporting já averbou duas derrotas na primeira volta do campeonato, passadas que são 7 jornadas.
Se a do Ladrão Caixa era expectável, a de Braga era possível mas indesejável.
Daqui até ao final da primeira volta, "exigem-se" 4 vitórias, perante adversários menos cotados.
É possível ir para a fase final, em condições de lutar pelo título, se na 2ª volta o Sporting vencer todos os jogos em casa e, na pior das hipóteses, voltar a perder pontos em casa de um dos eternos candidatos.
Mas, tal como no futebol, as contas devem ir sendo feitas jogo a jogo, mas também exigindo máximo empenho, qualquer que seja o adversário.
O jogo terá início às 19.30, e poderá ser acompanhado na seguinte ligação:

Coesão ou corrosão

Um dos sectores da equipa de futebol que não tem passado despercebido é o ataque.
É inevitável falar da veia goleadora da equipa, mas pode causar-nos calafrios pensar que a equipa é Monterodependente.
No entanto, é com agrado que podemos verificar que os médios, e mesmo os defesas, já fizeram o gosto ao pé ou à cabeça, pois é fundamental que, para o "inimigo", o perigo possa vir de qualquer lado.
Menos mediática mas igualmente relevante tem sido a prestação defensiva.
Se os 19 golos marcados deixam o Sporting isolado, em matéria de eficácia ofensiva, os 4 sofridos põem-nos, a par do Porto, como a melhor defesa.
Costuma-se dizer que os ataques ganham jogos e as defesas campeonatos, daí que este parâmetro deva sempre merecer a máxima atenção.
Se os portistas costumam ocupar esta posição pela qualidade intrínseca de alguns dos seus jogadores e pela qualidade de algumas arbitragens, já o Sporting costuma mostrar a sua debilidade na rectaguarda, sustentada também nalgumas arbitragens que ainda corroem mais o frágil edifício defensivo.
Se nas últimas épocas tem sido vulgar sofrermos golos em excesso de bola parada (como mero exemplo) não é menos vulgar sermos carcomidos por personagens como Carlos Sulfúrico Xistra, Duarte Nítrico Gomes,  Bruno Fluorantimónico Paixão ou João Fosfórico Capela.
Aliás, quase seria capaz de apostar que, no próximo jogo no Dragão, iremos ter Jorge Fluorídrico Sousa com o apito.
A questão prende-se, portanto, entre coesão e corrosão defensiva.

A verdade é que a construção do plantel levantou muitas dúvidas acerca da qualidade individual de alguns atletas, e como essas menos-valias se conjugariam, enquanto bloco defensivo.
Cédric e Rojo transitavam de uma época extremamente negativa, e com um rótulo da testa que dizia: "Fora de prazo - devolver".
Maurício vinha da segunda divisão brasileira, e foi recebido com um cacarejar histérico dos rivais.
Jefferson vinha de um clube recém-promovido e, pelo preço, novamente se fez ouvir o estridente cacarejo, porque aquela malta só compra caro e bom, como se pode constatar pelos laterais-esquerdos que têm poluído o futebol português.
Depois ainda surgiam os adolescentes Dier e Semedo ou o desconhecido Piris.
Com este naipe de jogadores, parecia garantido que o pior estaria para acontecer.
A verdade é que, até ao momento, a soma destas nulidades resultou numa linha quase intransponível mesmo que, aqui e ali, tenha tremido...como todas as outras. 
Quem se tem assumido como patrão da defesa tem sido Maurício, o tal que suscitou ironia e desdém, de rivais e jornalistas.
Sim, porque ainda me recordo de condenações prematuras a esse jogador, baseadas no seu clube de origem.
No entanto, apesar das jornadas decorridas, penso ser ainda cedo para tecer grandes considerações e para o colocar em qualquer patamar.
É que tivemos casos de ídolos permaturos, que resultaram em ódios de estimação.
Lembro-me, por exemplo, dos bons primeiros 6 meses de Grimi, de leão ao peito, a contrastar com os intermináveis meses seguintes, em que maldissémos a nossa sorte.
No entanto, em comparação com Marian Had, Grimi ficará para a eternidade.
E o que dizer de Polga, o campeão do Mundo...do pontapé para o infinito.
Também teve duas épocas fantásticas, mas o pior foi o que se seguiu.
No entanto, quem viu jogar com a nossa camisola  Gladstone, Nuno A. Coelho ou Boulahrouz, ficará grato por ter tido Polga todos esses anos.

Mas, a quem devemos agradecer o facto de, até ao momento, Maurício ser o patrão da nossa defesa?
Não, não é a Bruno de Carvalho, Inácio ou Jardim.
Devemos agradecer a Roberto Dias, que foi notícia em Julho por ter recusado o Sporting para ir para o Paços de Ferreira.
Esse é o grande responsável pelo actual bom momento defensivo do Sporting.
Tenho pena que, passados 15 dias, o Paços tenha dispensado o jogador.
A sorte é que as malas ainda estavam por desmanchar, e acabou por apanhar um voo para a Roménia, onde ainda nem sequer calçou as chuteiras.
Da minha parte, obrigado por nos teres rejeitado, amigo Roberto.
Ficarei grato para sempre ou, em versão cautelosa, enquanto Maurício mantiver o brilho da sua aura.