domingo, 5 de janeiro de 2014

Rapidinhas

O Sporting perdeu ontem com o porto (11-2) no Ladrão Caixa, em jogo a contar para a 10º jornada do campeonato de Hóquei em patins.
Tenho pena de não ter podido ver o jogo, porque é uma modalidade que muito aprecio, e porque gosto sempre de ver jogar o Sporting.
Após mais esta expressiva derrota (para ser simpático), voltei  a ler vozes que se levantam contra a existência deste projecto.
Acredito que essas vozes continuarão a aparecer, a cada resultado que "envergonhe" o nome do clube.
As mesmas vozes que se calarão, o resto do ano.
O que a secção faz, com tão pouco, é digno de registo, e o anormal foi ter empatado, uma semana antes, com o campeão europeu e mundial.
Contudo, não deixa de ser anormal que, depois das goleadas da época passada, a equipa volte a sair com o saco cheio, numa época com um plantel com mais qualidade e muito mais experiência.
Se pensar que as equipas do nosso campeonato (Barcelos, Paço de Arcos e Turquel) perderam no Ladrão por 2/3 golos, fica a ideia que não só o porto se transcende, por ainda ver nas riscas verdes-e-brancas uma camisola com história, como na nossa equipa existe um qualquer trauma, que nos apequena.
O nosso verdadeiro campeonato irá recomeçar,daqui por duas semanas.

Já no futsal a cantiga foi outra, mas podia ter também terminado com um triste fado.
Depois de dominar o jogo por completo, a equipa do Sporting viu-se a perder, a 32 segundos do fim, frente ao Leões de porto Salvo.
Seria impossível prever, até para o mais optimista, que a equipa empataria o jogo a 9 segundos do final...e que marcaria o golo da vitória no último segundo.
O lance que deu a vitória terá acontecido no limiar da legalidade, num lapso de tempo quase impossível de detectar.
Acredito que a concorrência irá agarrar-se a um pentelho para colocar em causa a justa vitória, mesmo que sejam incapazes de provar o contrário.
Mas, mesmo que a lei não tivesse sido cumprida, seria de todo justo que, por uma vez, o Sporting saísse beneficiado num país onde as leis são atiradas para canto, perante a passividade e complacência da maioria.
Confesso que até dá um certo gozo ver que, por vezes, o mundo parece girar ao contrário.




Ferragudo - Sporting (basquetebol) resultado na hora

Campeonato Nacional da II Divisão (Fem.)
I Fase -Zona Sul B

Intervalo 
Ferragudo 18 Sporting 50

FINAL
Ferragudo 18 Sporting 84




Defeitos...quem os não tem?

O dia acordou com a notícia da morte de Eusébio.
Ou de Inzébio, como "carinhosamente" o tratei, durante as mais recentes e infelizes intervenções do Pantera.
Tristemente infelizes, pois Eusébio foi uma referência nacional, inclusivamente à margem do futebol, e poderia tê-lo sido também fora do campo, ganhando o respeito de todos os rivais.
No entanto, decidiu enveredar por um caminho que até a sua condição de embaixador da selecção o desaconselharia, ao proferir declarações pouco abonatórias para os sportinguistas.
Na hora do adeus, a maioria dos homens perde os seus defeitos e com a sua memória restam as virtudes.
No entanto, como os que cá ficam mantêm os defeitos, muitos irão prolongar os diferendos que ajudaram a apimentar as diferenças entre clubes.
Muitos mais irão esquecer hoje as mais recentes polémicas, para se juntar ao luto da família benfiquista.

Apesar dos fait-divers que marcaram estes últimos arrufos clubísticos, diria que Eusébio foi uma criança com um doce, se comparado com quem realmente tenta fazer mal ao Sporting.
Esses é que não merecem uma palavra de compaixão.

Por isso, não me caem os galões por endereçar os sentidos pêsames.

Fica a homenagem ao segundo melhor jogador português de todos os tempos, e que também jogou de verde-e-branco.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Os canhotos sabem do que falam


A entrevista de Jefferson ao jornal Sporting galgou as margens e, felizmente, já chegou ao oceano informativo.
Dado que o jornal do clube tem um alcance reduzido, é bom que muitos dos nossos adeptos acedam a alguma dessa informação:

«O Sporting é um clube do qual a maioria dos árbitros não gosta. Quando entro em campo sei que, de qualquer forma, vão tentar tirar o que o Sporting sabe fazer, que é jogar bom futebol. Se nos anularem um golo, temos de marcar outro e se nos anularem esse temos de marcar mais ainda para sairmos vencedores. Cada jogo é encarado como uma batalha e temos de vencer».

«Estamos juntos, contra tudo e contra todos.»

O estado de espírito do jogador e, por arrastamento, de todo o plantel, é motivador e preocupante.
É motivador saber que a estrutura é consciente dos obstáculos que lhes são colocados no caminho, semana após semana, bem como é gratificante saber que o plantel está unido e com vontade de os ultrapassar.
No entanto, não deixa de ser preocupante pensarmos que, em determinada altura, poderão deixar de esbracejar…e deixar-se levar pela forte maré contra a qual lutam.
Sabemos, e tivemos a prova, que nem sempre é possível marcar o golo que nos dará a vitória, por muita vontade que demonstrem.

Todos nós sabemos, mesmo que os adeptos rivais continuem a cacarejar de gozo, que somos o alvo mais fácil de abater, porque durante anos permitimos que se vincasse a bipolarização do futebol português, nos seus órgãos decisórios.
Aqueles árbitros que não gostam de nós não estão lá por acaso, pois muitos deles já demonstraram a sua competência em ajuizar mal…e porcamente.

A maioria daquela gente tem clube e, pior que isso, é incapaz de soltar-se dessas amarras.
Não gostam do Sporting, como eu não gosto deles.
Como disse Bruno de Carvalho, e volto a citar:

BdC: O futebol tem de acabar com a hipocrisia do "sou deste clube mas sou imparcial". Eu sou dedicado, honesto, mas se apitasse o adversário acabava só com o guarda-redes e para ver sofrer golos.

Mas, dado que esta linha de raciocínio pode ser associada a uma estratégia do clube, ou ao choradinho que muitos acusam de fazer parte do nosso discurso, volto também a recordar uma entrevista de Rui Jorge, curiosamente também um lateral-esquerdo, e canhoto, como os atrás referidos.
Jogou com as camisolas do porto (com a qual se identifica) e do Sporting (que tão bem defendeu).
Fala quem sabe, e que sofreu na pele de Leão.

Numa das primeiras entrevistas que deu pelo Sporting, afirmou que no Sporting não podia fazer o que fazia no Porto. Eram mesmo significativas as diferenças de tratamento por parte das equipas de arbitragem?
Pelos vistos, pelos vistos. Já disse isto várias vezes. Eu não mudei muito a minha maneira de encarar os jogos, de encarar as partidas, de encarar o próprio adversário e se forem ver o meu registo em termos de Porto e o meu registo em termos de Sporting notas uma grande diferença. É evidente que não posso justificar todas as situações porque para nós, os jogadores, é muitas vezes praticamente impossível provar que eles estão errados e não o conseguimos fazer. Havia alguma coisa, que não eu, que não estava a agir da mesma forma. A partir de determinada altura há uma quebra significativa.

Para bom entendedor, meia palavra basta.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O algodão não engana

A incoerência alheia tem alterado a minha prioridade na hora de visitar os sites dos jornais desportivos.
Se há uns tempos o Roscoff era o meu primeiro poiso quando procurava por novidades do desporto nacional, agora só lá vou quando me apetece dar umas gargalhadas valentes.
O jornal lá do norte também não tem um site e conteúdo nada apelativos, pelo que tenho feito do site d' ABorla o sítio onde procuro notícias, mesmo sabendo que, também esse, é o orgão oficial de um dos nossos rivais.
No entanto, parecem ter ganho uma súbita inteligência ao não criarem uma guerra desenfreada com o nosso clube, em contraciclo com o Roscoff.
Por isso, ao recordar-me...uma vez mais, que o Sporting só tem o seu jornal como aliado, dá-me vontade de rir ao ler as declarações de um dirigente que preside um clube do norte que equipa de azul e branco.

«Há 31 anos que presido o clube e não me lembro de nenhum em que não fossemos o alvo a abater, sobretudo de certa imprensa lisboeta.»

O referido presidente diz que essa imprensa cria todos os anos o mesmo clima, as mesmas insinuações, as mesmas mentiras, os mesmos insultos por alguns ...através de alguns órgãos da televisão.
Estou completamente de acordo com esse dirigente que preside um clube do norte que equipa de azul e branco, mas adiantaria que a restante imprensa, com uma relação umbilical com o seu clube, faz o trabalho oposto.

Esta guerra lisboa-porto tem o Sporting como parente pobre, sem ninguém que o defenda ou que se torne seu aliado, no árduo clima de guerrilha.
Sim, porque o jornal oficial do clube não entra nestas contas.
Fala-se de imprensa nacional, com um raio de acção bastante alargado.

DN, JN, Porto Canal, RTP ou O Jogo são importantes aliados da máquina portista, que se confrontam com a tal imprensa de lisboa, que anda de braço dado com o benfica.
Talvez para contrabalançar as mentiras, as insinuações e o clima, essa imprensa aliada também não tem descanso, e ontem foi dia de promover a contratação Quaresma.
Ninguém melhor que Mourinho para fazer capa e a apologia da perfeição.

"O porto não comete erros".

Esta frase faz muito sentido, principalmente se recordarmos alguns dos nomes que têm passado pelo clube azul e branco, nos últimos 3/4 anos.
Bracalli, Stepanov, Nelson Benítez, Emídio Rafael, Sereno, Mariano González, Tomás Costa, Prediger, Valeri, Belluschi, Souza, Castro, R.Micael, Walter, Ukra, Janko, Djalma, Orlando Sá ou Dellattore são alguns dos muitos erros de casting, que só não se tornaram verdadeiras dores de cabeça porque conseguem, mesmo não saindo da penumbra, inscrever o seu nome na galeria dos campeões.
Também precisávamos de uma imprensa que branqueasse os Bojinovs, Angulos, Jeffréns & Friends.

O porto não comete erros, nem se engana.
É como o algodão.
Se o passarem pelas partes imundas, sairá encardido.