terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Futebol Clube do Marco

Hoje fiquei convencido que o Futebol Clube do Marco (de Marco de Canavezes) tivesse retomado a actividade no futebol profissional.
“Marco mostra a sua raça” foi o chamativo título que me remeteu para esse clube, mas um neurónio mais activo lá me chamou para a realidade.
O pasquim referia-se obviamente ao treinador leonino, mas se tivesse exaltado a raça de Tobias ou de Geraldes talvez me tivesse poupado um fusível fundido.

Um pouco mais à frente achei interessante e rigorosa a análise do antigo jogador António Fidalgo.
Na coluna “Gostei” destacou a organização das equipas, em especial a do Guimarães, e da entrega dos jogadores de ambas as equipas.
Diz que também gostou dos golos .
Na coluna “Não gostei” realça quatro jogadores da equipa leonina, pelo que deduzo que terá gostado de todos os jogadores da equipa que saiu derrotada do jogo.
Não gostou também da fraca produtividade da equipa vimaranense, precisamente em sentido oposto a mim. Se há coisa que aprecio é que os nossos adversários demonstrem sempre pouca pontaria.
Mas Fidalgo vai mais além e diz que o Guimarães dispôs para aí de 20 oportunidades.

Eu deveria acrescentar que Fidalgo peca por defeito. Vinte oportunidades só na primeira parte. Na segunda devem ter tido mais 30 ou 50.

Vamos lá ser mais rigorosos na análise!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Jogo a jogo

Guimarães 0 Sporting (B)2

Apesar da vitória, a Taça da Carica continua a ter o mesmo valor inicial.
Claro está que, tal como tinha referido na abordagem ao jogo, todos nós pretendemos que a equipa vença…SEMPRE.

Não sei se a vitória foi justa mas, quando nos acontece ter um grande caudal de jogo e a equipa adversária vence jogando apenas no nosso erro, os comentadores costumam dizer que merece vencer quem marca mais.
Deve ser este o caso.
Sendo pragmático, foi um jogo fraquito com bastante entrega e pouca qualidade, mas prefiro que se tenha vencido assim do que se tivéssemos perdido efectuando uma notável exibição.
A equipa B mostrou que lhe falta muito para jogar a outra rotação. Apesar de ter jogado contra uma boa equipa e bem orientada, a facilidade com que se perdeu a posse de bola, a má abordagem aos lances e a perda de quase todas as bolas divididas redundou num jogo quase de sentido único.
De qualquer modo, parece-me que se tiraram boas ilações sobre algumas das contratações e reforços de Inverno de BdC (como gostam de lhes chamar).
Pela positiva nitidamente Geraldes, talvez a grande surpresa, mesmo que tenha perdido uns quantos sprints com Hernâni. O nosso lateral pode ter demonstrado que não é um velocista, mas conseguiu compensar essas pequenas derrotas com bom sentido posicional e excelente intensidade nas acções defensivas. Para quem esteve parado tanto tempo, é obra.
Tobias foi outro dos que marcou pontos, mesmo que eu já esteja habituado a vê-lo alternar jogos como os de hoje com outros onde entrega o ouro ao bandido.
Quero destacar também Boeck. Não que tenha tido muito trabalho, mas depois de ter sido infeliz no último jogo voltou à sua regularidade quando é chamado a jogo.
Gauld também deixou pormenores muito interessantes. Acredito que inserido numa equipa com mais bola a sua acção poderá adoçar ainda mais o nosso apetite.
Wallyson foi outro que mostrou detalhes interessantes mas, precisa ainda de ganhar outro andamento.

Quem me desiludiu, mesmo não tendo feito um mau jogo, foi Rosell. Apesar de algumas recuperações foi sempre demasiado macio para a zona do terreno onde opera. Mostrou (digo eu) porque William, mesmo a meio gás, continua de pedra e cal na equipa.
Tanaka foi outro dos que não acrescentou nada, apesar do livre que podia ter matado o jogo uns minutos mais cedo.
Heldon marcou o primeiro golo e praticamente desapareceu do jogo, apenas aparecendo na manobra defensiva, mas fica na retina a sua celebração gritando a plenos pulmões “SPORTING SOMOS NÓS CAR@£%%0”

A grande desilusão foi (mas só para quem nunca o tinha visto jogar) obviamente Slavchev. Desde o primeiro minuto de jogo viu-se que estava algumas rotações abaixo de todos os outros 21 jogadores. Compreende-se porque tem dificuldade em jogar até na equipa B.
Quanto a Sarr, devo dizer que tenho tanta confiança nas abordagens aos lances como que me vai sair o euromilhões na próxima 5ª feira.
Cada vez que a bola cai na sua zona de acção um grande calafrio percorre-me a espinha.



Mas não foi só nas quatro linhas que recaía a atenção dos adeptos e, principalmente, dos media.
As imagens ofereceram-nos grandes planos do sósia de BdC nos mais diversos ângulos, e o actor vestiu a pele de presidente radiante.
Presumo que seja o seu duplo, dado que foi amplamente noticiado que o presidente do Sporting não tinha viajado com a equipa para Guimarães.
Já o treinador pareceu mostrar, no final, que não está para grandes exteriorizações.
Pelo que sei Marco Silva viajou com a equipa, daí presumir que, neste caso não tenha sido necessário recorrer a um sósia.

Olhando agora para o futuro, e dado que BdC só nos assegurou que Marco Silva iria para o banco em Guimarães, ficarei à espera para saber se o treinador se irá sentar no banco no próximo jogo.
Se assim for, este ano voltaremos ao lema da época passada:

“jogo a jogo”.



Nem que seja à carica


O Sporting B joga hoje em Guimarães o encontro referente à 1ª jornada do Grupo C da Taça da Carica.
Dado que não foi divulgada a lista de convocados resta ir fazendo exercícios de cálculo relativamente ao onze que Marco Silva (ou será João de Deus?) irá apresentar no Afonso Henriques.

Em função da previsível diferença de valores entre o 4º classificado da I Liga e o 10º classificado da II Liga, a tarefa afigura-se complicada.
A presença de Gauld, Podence, Geraldes, Tobias, Slavchev e até Tanaka irá ditar que, pela primeira vez, a equipa leonina não entrará como favorita.

Contudo, a história do futebol é pródiga em surpresas.
Bastaria recuar um dia para demonstrar que equipas de escalões inferiores (U.Madeira e Sp.Covilhã) superiorizaram-se a outras de maior valia (Braga e Gil Vicente).

Apesar de saber que BdC e a estrutura leonina (ou apenas BdC) relegaram esta prova para o estatuto de jogo amigável, eu quero ver o Sporting vencer qualquer que seja a competição.
Nem que seja de berlinde ou de carica.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Agenda escondida com o rabo de fora

Têm dado muito que falar as declarações de José Eduardo relativamente à "alegada" clivagem entre BdC e Marco Silva.
No polémico artigo de opinião, o ex-jogador leonino ocupa os primeiros quatro parágrafos a enaltecer o seu sportinguismo e só depois se debruça sobre a obscura agenda do treinador do Sporting.
No entanto, depois de ler cuidadosamente todo o texto, fico sem saber se a crónica também obedeceu a alguma agenda ou se foi meramente o seu sportinguismo a eclodir.
No sentido oposto, o não-sportinguista Abel (ex-treinador da equipa B) salvaguardou-se no bom senso e na ética e optou por não atirar mais lenha para esta enorme pira, quando instado a comentar o momento que se vive em Alvalade.

“O Sporting é uma casa que me diz muito, onde tenho muitos amigos e não seria ético alongar-me neste assunto".

Apesar de algumas das acusações de José Eduardo serem pouco fundamentadas, baseando-se em “informações de diversas personalidades, umas mais respeitáveis que outras…”, outras são mais concretas e objectivas.
Refere-se (e refiro-me) a algumas opções de gestão e utilização de determinados jogadores do plantel, que José Eduardo considera estranhas e lesivas para os interesses do Sporting.

Confesso que gosto de teorias conspirativas. Ainda há dias fui tentado a lançar uma relativamente ao triângulo Washington-Hollywood-Pyongyang, e ao lançamento do filme “A entrevista”, que considero ter obtido a melhor publicidade possível, e será com toda a certeza um rotundo êxito de bilheteira.

Já a teoria de José Eduardo acho-a um pouco rebuscada.
Questionar a tardia utilização de Paulo Oliveira só faria sentido se tal tivesse acontecido no final da época desportiva. Eu vi os jogos de pré-época e P.O. deu péssimos indícios no estágio na Holanda. O jovem central entrou para ajudar a segurar a magra vitória no jogo de estreia do campeonato, em Agosto, mas a verdade é que, tal como o resto da equipa, não foi feliz. Depois só voltaria a jogar na primeira derrota oficial da época, em Setembro, frente ao Chelsea, e se o seu desempenho tem sido globalmente positivo, também faz parte do sector ao qual é atribuída grande quota-parte nos inêxitos da equipa.
Quanto à recuperação de William Carvalho, penso que o enigma ainda está por desvendar. Só o tempo irá dizer se o William que deixou todos de cara à banda foi um bonito ciclo sem retorno. Quem não se recorda dos primeiros tempos explosivos de Grimi, ou Insúa…que não tiveram sequência? Ou a veia goleadora de Montero? Espero, no entanto, que o William que a todos encantou possa reaparecer.
“E porque não jogou Esgaio em Espinho?...”, pergunta José Eduardo.
Penso que terá feito alguma confusão, e que a pergunta seria…”porque não jogou no Bessa?”, esse sim o jogo que antecedeu Londres.
Eu posso tentar responder.
É que se Esgaio se lesionasse o Sporting não teria lateral direito de raiz em Londres, e Marco Silva teria que responder a questões do género “porque diabos jogou Esgaio em Espinho…ou no Bessa?”.
Depois prossegue para Adrien, e desconfia que a falta de descanso tenha algum propósito sombrio.
No entanto, mesmo com o cansaço acumulado, Adrien já demonstrou publicamente algum desconforto no momento de ser substituído, o que dá a entender que também ele pretende continuar a dar o seu contributo à equipa. Além disso, atrevo-me a responder com algumas perguntas.
“Tem Lopetegui alguma agenda escondida ao promover uma rotatividade que roubou alguns pontos ao clube?”
“Teve JJ alguma agenda escondida ao perder todos os títulos em disputa por não ter promovido a rotatividade do plantel na época 2012/13?”

Em todos os casos, parece-me que os treinadores em causa tentam obter o melhor para o clube que defendem, sem que isso signifique que estejam certos. Daí até desconfiar dos seus propósitos, parece-me ir uma grande distância.

Quanto à promoção de jovens da equipa B, também me parece fácil arranjar explicação.
O pobre trajecto desportivo dessa equipa até há um mês atrás desaconselhariam o mais optimista a socorrer-se de jovens que nem na II Liga conseguiam exibições convincentes. O Sporting B esteve seis jogos sem vencer e sem marcar qualquer golo. Enquanto isso, a equipa A só em dois jogos venceu com alguma margem de conforto, não sem antes ter passado por dificuldades. A vitória com o Setúbal por 3-0 ou a goleada ao Espinho só aconteceram na última meia hora. De qualquer forma, nesse jogo da Taça de Portugal foi dada oportunidade a Tanaka (também ele com alguma agenda esquisita) a Esgaio e a Podence. Se Marco Silva tivesse mais que 3 substituições, acredito que pudesse ter dado menos matéria para escrever.
Ainda assim, diria que nos jogos que pude ver Tobias tem cometido erros em catadupa, e que Chaby jogou 8 minutos na equipa B nos últimos 3 meses.

Confesso que não conheço nem sequer a minha agenda, mas parece-me que apostar nas principais figuras na Taça de Portugal ainda faz com que sonhemos com uma presença no Jamor, e penso que essa fará parte do projecto do Sporting para a época em curso.
Esse tem sido o melhor modo de defender os interesses do clube.
Não sei se segundas linhas teriam sido capazes de vencer o aguerrido Vizela.



Não percebeste a pergunta?

Simulão Sabrosa dá hoje uma entrevista a um pasquim e nela aborda vários temas, dos quais não poderia faltar a actualidade leonina.
É, de facto, um depoimento importante, tal como o de Vítor Baía e outros que se têm disponibilizado a comentar a tempestade de Alvalade.
Mas a Simulão também lhe foi colocada uma questão pertinente, relativa ao seu parco palmarés.
Simulão respondeu mas o jornaleiro de serviço não ficou satisfeito com a resposta.


À segunda pergunta Simulão lá percebeu o que tinha que dizer.
A resposta serviu até para enfeitar a caixa de texto com letras garrafais.

O clubismo travestido de jornalismo é isto.