quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

É tudo nosso!!

Com a candidatura de Luís Figo para a presidência da FIFA, o Sporting apresta-se para fechar o seu maquiavélico plano para dominar o futebol mundial nas próximas décadas.

É que se o Sporting já tem Ronaldo como melhor do mundo e embaixador da Academia, os tentáculos estendem-se um pouco por todo o lado.
Assim, temos Vítor Pereira a mexer os cordelinhos na arbitragem, mas de um modo tão subtil que ainda mal demos por isso. Apesar de tudo, os resultados devem estar a começar a dar frutos.

Temos Jorge Jesus no banco dos rivais a minar o ambiente, um antigo sócio leonino na presidência do clube encarnado, mas também Soares de Oliveira como administrador da SAD encarnada, a desgraçar as finanças alheias.

Agora só falta eleger Santana Lopes para Presidente da República e Futre para presidente do f.c.porto para o círculo ficar fechado.

Héldon no Córdoba

O plantel do Sporting continua a sua profunda remodelação de Inverno, entre equipas A e B.

Agora é a vez de Héldon seguir para o campeonato espanhol, depois das saídas já anunciadas de Maurício, Fokobo, Iuri Medeiros, F.Chaby, Enoh, Esgaio, Cissé, W.Manafá e Mama Baldé.
Quero acreditar que algumas destas saídas proporcionem o seu crescimento futebolístico de modo inversamente proporcional ao emagrecimento da folha salarial, e que alguns deles copiem o percurso de sucesso de João Mário. No entanto, sei que isso só será possível com aqueles que têm algum futebol nas pernas e alguns neurónios na cabeça. 
Os restantes não passarão na apertada malha que separa os bons dos menos bons.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Ai lampiong

O início da segunda volta do campeonato não nos trouxe o melhor futebol, mas não deixou de trazer boas notícias.
A vitória perante a Académica permitiu matar um pequeno borrego com pelagem preta, que nas últimas 6 épocas apenas tinha perdido por duas vezes em Alvalade, e nas últimas duas tinha regressado a Coimbra com um enorme sorriso no seu espaçoso autocarro.
Ao mesmo tempo, a equipa leonina viu porto, Braga e Guimarães perderem pontos e deste modo ganhar uma pequena almofada de conforto no que toca ao objectivo mínimo para a presente época, no que se refere ao campeonato.
Claro está que, mesmo que o apuramento directo para a Champions pareça ser o objectivo mais palpável e realístico que se possa sonhar no momento, os sportinguistas mais ambiciosos já começam a olhar um pouco mais para cima com um olhar guloso.
Não parecem haver factores extra-desportivos que possam refrear o ânimo.
Nem sequer o ambicioso discurso de JJ que, após perder apenas 5 pontos na primeira volta, está confiante que a segunda seja ainda melhor.
Ele tem razão, e tem todos os motivos para acreditar que a segunda volta vai ser um passeio triunfal.
Objectivamente, o campeonato português é uma prova com características únicas no Mundo.
Se dermos uma vista de olhos nos campeonatos dos países desenvolvidos, e com um futebol minimamente credível, observamos que os líderes passam por períodos de alguma dificuldade, mesmo com todo o poderio desportivo e social que os acompanha.
O Real Madrid desperdiçou 9 pontos na primeira volta, o Chelsea desperdiçou 14 pontos, o Lyon 18 pontos, até a Juventus já perdeu 11 pontos. Apenas o Bayern parece dominar de modo ditatorial, tendo desperdiçado até ao momento 6 singelos pontos no campeonato local.
Depois existem os campeonatos de segunda linha, mas também eles em países socialmente desenvolvidos. O Brugge já perdeu 21 pontos, o PSV 8 pontos, o Celtic 15…o Basileia 13.
Depois há aqueles campeonatos que não aparecem no mapa futebolístico mundial, e onde algumas equipas podem exercer o domínio que entenderem que ninguém se chateia com isso.
Na Liga de Guam, por exemplo, o Rovers apenas perdeu 3 pontos na primeira volta de um campeonato com 7 equipas.
Já no Vietnam o Hai Phong lidera o campeonato, e com cinco jornadas decorridas apenas cederam um empate, estando por isso com menos pontos perdidos que o Ai Lampiong.
O líder do campeonato português parece ter no líder vietnamita um clone, até porque ambos equipam com as mesmas cores.
Resta investigar um pouco mais para saber se os árbitros desse campeonato se chamam por mero acaso Jahn Capelang, Bruning Paixong, Cosmeng Machong, Nugo Miguelong ou Manulang Motang.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A jogar mal ou bem...vencer, vencer

Finalmente.
Já tardava um mau jogo e uma boa vitória.
Os nossos rivais têm vencido sempre que jogam mal e porcamente. A maior parte das vezes com uma qualquer ajuda divina.
O Sporting foi sempre penalizado cada vez que não apresentou o futebol que tem habituado aos seus adeptos, e ainda teve que suportar guerras internas e críticas de todos os quadrantes.
A equipa jogou mal, é verdade, mas uma vez mais voltou a ser muito superior ao adversário, que foi a Alvalade demonstrar um futebol deprimente.
Os de Coimbra foram nitidamente jogar para o pontinho, com um anti-jogo a que infelizmente já muitos clubes nos habituaram, e com um desenho táctico a lembrar uma equipa dos distritais.
Dizem que não é fácil jogar contra equipas muito fechadas, com duas linhas defensivas encavalitadas uma na outra, mas a realidade é que o Sporting também contribuiu para este cenário, graças a uma fraca dinâmica e ao facto de alguns dos jogadores que mais se têm destacado terem uma produção abaixo do esperado.
A verdade é que os dois primeiros minutos de jogo prometiam algo diferente, mas rapidamente a equipa que vestia de negro acertou marcações e a que vestia de verde considerou que seria uma questão de tempo até entrar o primeiro.
Apenas um remate de cabeça de Montero aqueceu o resto da primeira parte, muito pouco para a diferença entre as duas equipas.
A segunda parte decorreu no mesmo ritmo, com a Académica a permitir que o Sporting tivesse perto de 75% de posse de bola, mas com escassas ocasiões de golo.
Apenas quando Marco Silva alargou a frente de ataque é que começou a colocar-se em causa o equilíbrio defensivo dos academistas.
Para o lugar dos inócuos Carrillo e Adrien foram lançados Mané e Tanaka, (e a verdade é que a teia adversária se começou a desfazer) mas se tivessem sido substituídos Jefferson, Adrien, Nani ou Montero também seriam trocas acertadas, porque nenhum deles esteve a nível aceitável.
O único que remou contra a maré e se exibiu em contraciclo foi William, hoje o grande motor da equipa. Também João Mário teve um jogo aceitável, coroado com um golo que vale três saborosos e valiosos pontos.
Diz a folha de jogo que Patrício também esteve em campo, mas não me apercebi.
Os centrais praticamente só trocaram passes entre si, mas Tobias teve mais trabalho que Paulo Oliveira, e nem sempre acertado.
Mas o que talvez me tenha irritado mais durante o jogo foi a repetida incapacidade para controlar os ritmos do jogo, nomeadamente quando passámos para a frente no marcador. Já contra o Rio Ave tínhamos denotado pouca matreirice ao abordar os últimos minutos de jogo com uma vantagem pela margem mínima. Desde atletas a ser substituídos a alta velocidade, remates despropositados, lançamentos laterais apressados…tudo em dissonância com as boas práticas do anti-jogo, que qualquer equipa e jogador tão bem sabem fazer.
Não me falem em idades, porque qualquer jovem sabe com que linhas se cosem estes momentos de jogo, e quando vemos Montero, com 27 anos, a sprintar para ser substituído com a equipa em vantagem no marcador, fica explicado que a questão não se prende com o Bilhete de identidade.
Hoje podíamos ter passado por apuros se a equipa adversária não fosse tão pacífica quanto a que se apresentou em Alvalade.
Aquele centro de Cédric sem ninguém na área, aquelas perdas de bola quase sem pressão adversária, aquela falta de Miguel Lopes numa superioridade junto à linha lateral são matérias a rever, até porque a reincidência em erros de infantil já começam a preocupar.

Para finalizar, o Sporting de Marco Silva tem mais pontos que o de Leonardo Jardim à 18ª jornada. Se foi amplamente noticiado que a versão 2014/15 tinha menos 8 pontos que há um ano atrás, à passagem da 13ª jornada, passado este ciclo de vitórias seria interessante a mesma comunicação social actualizar estes dados, e referir que aos 39 pontos da presente época a equipa de Jardim contabilizava 38.
Já parecem alguns adeptos leoninos que só aparecem quando a equipa não vence.


La Burbuja


No vertiginoso mercado de transferências de Inverno ainda não apareceram os nomes do costume.
Patrício e William devem estar a ser guardados pelos jornais para os últimos dias do prazo, de modo a enervar o mais pacato adepto leonino.
O nome de Nani, e o seu resgate pelo United, também está estranhamente em banho-maria, pelo que resta o apetecível Carrillo para nos ir tirando o sono.
Há dias surgiu a notícia na imprensa portuguesa que uma equipa do futebol inglês estaria disposta a pagar 10 milhões de euros pelo extremo leonino.
Todos os media portugueses indicavam o jornal A Bolha como fonte da notícia.
Este, por sua vez, indicava que a fonte tinha origem no Perú.
No Perú a notícia tinha como fonte o jornal A Bolha.
Os adeptos peruanos, pouco confiantes na sua imprensa, mostravam-se mais confiantes na veracidade por ela ter origem em Portugal.
Hoje o nome de Carrillo volta a ser lançado, e parece ser que o Newcastle está disposto a pagar 10 milhões pelo ainda jogador do Sporting.
A imprensa portuguesa sustenta esta notícia na imprensa peruana, mas A Bolha diz que a direcção do Sporting apenas aceita negociar os direitos de Carrillo a partir de proposta de 15 milhões de euros.
A imprensa inglesa também dá crédito à notícia, apontando o site zerozero como fonte.
O site zerozero diz que a fonte é a imprensa peruana que, por certo, terá no jornal A Bolha a sua fonte.
A imprensa brasileira também dá o negócio bem encaminhado, apontando a imprensa peruana como fonte da notícia, que adianta no entanto que o Sporting só pretende negociar a partir dos 15 milhões, pelo que a notícia peruana terá como fonte o jornal A Bolha.

Aposto que um dos jornais peruanos se chama La Burbuja…ou seja, A Bolha.