segunda-feira, 6 de julho de 2015

#poucavergonha


Não vi na totalidade a entrevista a Jorge Jesus ontem, na SIC Notícias, mas ainda vi a 2ª parte depois de ir lendo algumas das frases mais marcantes da longa entrevista.
Não vou esmiuçar o conteúdo porque daria pano para mangas, mas no geral diria que, no tocante ao Sporting, foram declarações solidárias com a política do clube.
Esta postura é, de certo modo, contrária a algum do discurso do nosso último treinador (ao qual reconheço imensa qualidade), que em determinados momentos demonstrou pouca solidariedade com o pensamento da estrutura reinante.
Pode haver quem considere falta de personalidade, mas foi assim JJ nos lampiões…é assim Lopetegui no fóculporto e, provavelmente, irá ser assim Marco Silva no seu regresso a Portugal.
Será bom que seja sempre assim no Sporting, de parte de qualquer um dos seus funcionários.

Na 2ª parte da entrevista, achei inteligente a jogada de António Simões na tentativa de ratificação do título conquistado pelos lampiões, para que não restassem dúvidas. O antigo jogador interpelou JJ na questão do colinho e das arbitragens, sabendo que o actual treinador dos leões nunca iria colocar suspeições num título por si conquistado.
No entanto, e mesmo que toda e qualquer conquista menos digna não possa ser apagada da história, essa mesma história irá recordá-lo para sempre como o título do colinho.
Os lampiões, aliás, fizeram questão de perpetuar este epíteto, ao promoverem uma fantástica jogada de marketing denominada ‪#‎colinho‬.
Fantástica porque foi a suprema pouca-vergonha, como consideraria se o fóculporto tivesse lançado uma campanha ‪#‎putedo‬, na sequência das desconfianças que foram surgindo durante o seu longo reinado.

Mas ontem um canal concorrente também proporcionou uma entrevista que marca de modo indelével o presente e futuro da arbitragem e, por inerência, do futebol português.
O despromovido e indignado Marco Ferreira veio revelar pressões a que estão sujeitos…não por este ou aquele clube…mas pelos responsáveis da própria arbitragem.
E se o mais natural é ficar-se indignado por terem sido reveladas as pressões de Vítor Pereira na véspera do Rio Ave-lampiões, provavelmente para condicionar o árbitro tendo em vista o fóculporto-lampiões, a mim esse pormenor passa-me ao lado.
A mim indigna-me é que esta pressão (ou qualquer outra) teria ficado no segredo dos deuses caso Marco Ferreira não tivesse sido despromovido.
A mim indigna-me é ouvir falar em nomeações cirúrgicas enquanto a classe arbitral e a lampionagem estrebucham de revolta pelo regresso do sorteio.


domingo, 5 de julho de 2015

Os dois lados da razão

O Sporting informou a CMVM sobre a rescisão de contrato, por mútuo acordo, com Marco Silva.
Tive que ler o comunicado 8 vezes para ter a certeza que lera bem.
Mútuo acordo.
Sim, mútuo acordo.

Nas últimas semanas este parecia um cenário impossível para algumas mentes mais retorcidas.
A primeira tentativa de acordo fez alguns rejubilar de gozo, pois consideraram que o Sporting perdia toda a razão por ter alegado justa causa. Afinal, um dossier de 400 páginas nunca poderia redundar num qualquer acordo.
Depois consideraram (mais) uma derrota do Sporting o facto de Marco Silva (ou os seus representantes legais) terem recusado algumas das exigências.
Também eu julguei algumas das cláusulas de difícil consenso, mas pareceu-me normal a tentativa de atirar o barro à parede, para ver se colava. É assim em quase todo o lado.
Sei, isso sim, que a razão raramente está apenas de um dos lados.
Desconheço ainda os termos do acordo, e até onde terá havido cedências para que ambas as partes ficassem satisfeitas, mas agrada-me que não tenha sido necessário esticar demasiado a corda.
Seria nefasto para os dois lados da razão.
No entanto, uns verão neste acordo a derrota final de BdC e seus pares neste processo, apesar de ter lido e ouvido até há pouco tempo atrás que o Sporting poderia ter que pagar os anos restantes de contrato e, ainda, uma indemnização por danos patrimoniais.
Já os que quiserem ir em sentido contrário poderão dizer que, afinal, Marco Silva também poderia ter rabos-de-palha, ao aceitar um acordo onde não são contemplados todos os seus direitos.

Ouvia há dias de um jornalista dizer, em tom jocoso, que o Sporting teria que aumentar o departamento jurídico, pois o clube iria ficar atolado em processos.
Afinal, este demorou menos que um piscar de olhos.
Talvez seja melhor adiar essa ampliação.

Oxi



Ler as reacções ao sorteio dos árbitros ainda me causa mais preocupação que as poucas-vergonhas a que se tem assistido na arbitragem (de novo) nos últimos anos.
Os lampiões e toda a classe arbitral (menos Marco Ferreira) têm mostrado toda a sua indignação, assim a modos do que se passa na Grécia.
O Sim (Nai) que a classe dá às nomeações é semelhante ao das entidades financeiras que não querem perder o controlo que exercem nos destinos dos seus subordinados.
O Não (Oxi) que foi dado pela maioria dos clubes ao estado vigente da arbitragem é revelador do desejo de mudança de um paradigma que tem manietado os mais frágeis e que é foco constante de desconfiança.
As palavras mais recentes de Vítor Merkel Pereira deixam-me de sobreaviso para o que ainda pode vir aí.

«O sorteio é uma aberração, um retrocesso, um regresso ao passado, a um mau passado. Não garante as etapas de progressão dos jovens árbitros. Há que respeitar as etapas de desenvolvimento da carreira de um árbitro que o sorteio não garante.
É inqualificável que se ponha em causa a honra dos membros do Conselho de Arbitragem, que não teme nem deve nada a ninguém, nenhum dos seus membros. Por muito deficientes que sejam as nomeações, são feitas pela cabeça de quem nomeia, não são feitas em conversas de cafés, com papelinhos de dirigentes de clubes, são feitas de forma autónoma.
Há aqui muitas questões de oportunismo, de ambição de poder. Há uma vontade de controlar a arbitragem, por muita pena que as pessoas tenham este Conselho de Arbitragem é independente».

Estas declarações são aberrantes, inqualificáveis e que demonstram ambição de poder…parafraseando o líder da arbitragem.
Analisando o seu percurso no Conselho de Arbitragem, com as constantes provocações ao Sporting e com um enorme prejuízo económico em face de graves erros de arbitragem, quase que me apetecia sugerir que, para ser votado em futura AG do clube, também houvesse uma proposta para expulsão deste sinistro sócio.
É que não consigo deixar de sentir vergonha quando oiço o seu nome associado ao clube em termos sentimentais, dado que nem uma razoável independência é possível constatar nos seus discursos ou procedimentos.


sábado, 4 de julho de 2015

Decisão relâmpago

Numa decisão relâmpago, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol condenou o benfica a indemnizar o Sporting em 4.530 euros, como consequência dos factos ocorridos no terceiro jogo da final do campeonato nacional de futsal de 2011/12.
Parabéns ao órgão federativo por consegui resolver este caso em apenas 3 anos, numa altura em que a investigação ao caso Camarate, que data de 1980, ainda vai a meio.
Já os outros pontos (que se prendiam com a conduta violenta de alguns jogadores e treinador, mas também de vandalismo por parte de elementos da comitiva encarnada) terão sido arquivados porque as imagens não têm boa qualidade e porque o dirigente da federação que levou uma bolada de César Paulo ainda não saiu do coma.
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Godinho Lopes voltou esta 6ª feira a recordar:
«Se não tivesse havido esta tentativa de golpe de Estado no Sporting, provavelmente Jorge Jesus já seria treinador do Sporting na época 2012/13, provavelmente o Benfica não tinha ganho estes dois campeonatos. E provavelmente Jesus teria vindo por um terço do valor que veio hoje».
Eu também sou bom em hipóteses:
«Se os navios-hotel na EXPO 98 tivessem afundado com algumas personagens a bordo, o passivo do Sporting provavelmente seria muito menor».
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Na 5ª feira referi que alguns media descobriram, subitamente, que o motivador brasileiro que acompanha Jesus para o Sporting ganhou, de um dia para o outro, atributos pouco abonatórios para a sua função (junto da selecção brasileira que dispitou a Copa América).
Hoje, 6ª feira, a imprensa destapou o nome de Teo Gutiérrez como alvo da estrutura para reforçar o ataque leonino.
Quase em simultâneo, vieram recordar “O dia em que Teo Gutiérrez vestiu a pele de boxeur” e “O dia em que Valderrama mandou Teo Gutiérrez estar calado”.
Se já somos uma das equipas mais indisciplinadas, agora caminhamos para sermos uma das equipas mais indisciplinadas que aparenta demonstrar interesse num jogador com um problema de disciplina.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

22 anos e duas pernas

É possível que a imprensa de hoje dê largo destaque ao 109º aniversário do Sporting...mas como só acedo às capas dos jornais ficarei sem saber se fazem alguma referência no interior das respectivas publicações.
Em dia de anos de uma referência desportiva do país, A Bolha ocupa a sua capa com Vieira e com o símbolo lampiónico....assim à laia de provocação. A própria derrota dos sub21 passou para 2º plano, e o Sporting vê o seu nome associado a Wolfswinkel...ou vice-versa.
No rosto de O Jogo também não há referência ao aniversário, mas aqui a crueldade da decisão por grandes penalidades na final do Europeu já ganha grande destaque.
Uma pequena caixa avança o interesse do Sporting no extremo Benítez.
Também o Rascoff relega a selecção para um canto e o aniversário para o esquecimento, mas amplia à máxima escala o interesse do Sporting no tal Benítez.
Alguém por aqui conhece este jogador?
Sei que é um extremo de 22 anos que pode actuar pelos dois corredores, mas preferencialmente pela esquerda. Joga no Lanús e tem duas pernas.
No Lanús?
Cada vez que oiço o nome dessa equipa recordo-me de Julian Kmet.
Esse extremo de 22 anos que foi contratado pelo Sporting e jogava preferencialmente pela esquerda e que também tinha duas pernas, mas ficou mais conhecido pela sua lentidão sobre-humana.
Talvez por isso tenha apenas feito dois jogos oficiais pelo Sporting, um na época 98/99 e outro na seguinte, mesmo tendo chegado com o rótulo de internacional sub21 pela Argentina.
O resto da sua carreira demonstrou que os anos perdidos em Alvalade não foram um acaso.
Fico à espera que alguém me venha contradizer relativamente a este trauma com o Lanús, como clube formador de extremos ambicoxos.

Noutras paragens, Hugo Vieira (o tal que não quis vir para o Sporting para...não ir para os lampiões, o seu clube do coração) vem hoje dizer que o Estrela Vermelha é do nível do clube da gaivota.
Se tivesse passado pelo Sporting diria, provavelmente, que o Estrela Vermelha é incomparavalmente maior.
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Oh Coentrão, põe aí o Estrela Vermelha na tua lista.
É um clube para o teu nível.