Mesmo que esta iniciativa do caro amigo Ricardo Morais não contasse com a participação do Núcleo da Carapinheira, o evento mereceria sempre ser divulgado.
Até a edição de hoje do Record faz uma referência à homenagem, mas tenho que fazer um pequeno reparo. O jantar é organizado pelos sportinguistas do Distrito, e não só os de Coimbra, como a crónica refere.
De qualquer modo, desejamos que todos se associem ao evento, que conta já com largas dezenas de inscritos.
Foi hoje "sorteado" o calendário para as competições profissionais de futebol.
Apesar de alguns entendidos considerarem que há calendários mais difíceis que outros, a mim quer-me parecer que as equipas têm que jogar todas contra todas, em casa e fora.
Como diria um ilustre, o calendário não é fácil nem difícil...antes pelo contrário.
Claro está que há pormenores que podem condicionar determinados jogos, como antecederem um encontro com uma equipa que participe nas competições europeias, castigos de jogadores, entre outros, mas os nossos já provaram que quem pode complicar o calendário é a própria equipa.
O ano transacto, para não ir mais longe, só de olhar para equipas como Moreirense ou Rio Ave sentia um calafrio na espinha.
Como Sporting ainda continua a ser Sporting, sublinho os nossos eternos rivais, porque para a maioria continuam a ser as grandes referências, quando se pensa nas grandes decisões da prova.
Ontem foi dia
de despedida para a selecção de Sub20.
Uma triste e desenxabida
despedida, talvez um reflexo da equipa técnica que a (des)orientou.
Quem também
passou despercebido neste adeus à competição, desta vez à imagem dos seus
colegas, foi Bruma.
Se é certo
que, por um lado fiquei triste com o resultado, por outro fiquei aliviado com a
eliminação, pois na minha santa ingenuidade pensei que a extensão da ligação do
jogador ao Sporting ficasse mais facilitada.
Ler as
últimas declarações do advogado e atleta indiciam precisamente o contrário.
"Tenho uma interpretação diferente do contrato daquela que tem o
departamento jurídico do Sporting. Entendo que o Bruma não tem esse mesmo ano
de contrato e que pode ser livre a 31 de Julho.
Vamos sentar-nos e conversar.
O Sporting é
um clube do qual o jogador gosta e já investiu muito em Bruma. Portanto, tem
primazia."
Todos os
indicadores apontam para a extrema dificuldade de resolução deste caso.
Se Bruno de
Carvalho, desde o início, foi preparando os adeptos para um final infeliz, a
saída de cena do empresário Zahavi fez saltar muitos de satisfação.
No entanto, parece
que foi pior a emenda que o soneto, como diz o ditado.
É que nem
sequer foram as exibições de Bruma no mundial que fizeram alterar o discurso ao
advogado Bebiano Gomes.
Já no
início do diferendo entre o Sporting e Zahavi, o referido advogado referia que o
contrato que ligava Bruma ao empresário israelita continham irregularidades e,
como tal, poderia ser rescindido…e já nessa altura dizia:
"O meu entendimento é que o contrato com o Sporting termina a 30 de Junho porque foi assinado um contrato promessa que foi assinado na menoridade."
É verdade que as datas referidas pelo advogado sofreram um ligeiro aditamento mas, a mensagem passada continua a ser a mesma.
As próximas mensagens passadas por Bruma poderão também ser reveladoras, mas as primeiras palavras não auguram nada de bom.
A não ser que se acene com algo mais que o amor à camisola.
A bola, pelos vistos, irá ser chutada para o lado do Sporting.
Porque tantas
vezes desporto e política andam de braço dado, o presidente Bruno de Carvalho almoça
(ou será janta?) hoje com os deputados simpatizantes do Sporting, numa
iniciativa comum entre os grandes clubes portugueses.
Pelo que me
foi dado a entender, o repasto não terá lugar na Assembleia da República, ao
contrário de um outro líder que é recebido anualmente com honras de chefe de estado,
contrariamente ao que o bom senso aconselharia, mas já constatámos que neste
país de brandos costumes o crime compensa.
Não disponho
dos números relativos a esta legislatura, mas há dois anos atrás, no mandato de
José Sócrates, o Benfica não detinha aquela maioria que o seu inchaço faria
prever.
Apesar de
proclamarem 6 milhões de adeptos, em 2010 só 68 deputados eram apoiantes do
Benfica, contra 59 do Sporting e 41 do Porto.
De um modo
também lógico, e que ajuda a explicar a idiotice dos 6 milhões, em 4º lugar
apareciam os deputados sem clube, que se cifravam em 16.
Depois,
Académica (10) Boavista e Belenenses (5) Guimarães e Setúbal (3) e mais 13
clubes seguiam por ordem decrescente mas, curiosamente, nenhum dos 230
deputados tinha o apregoado 3º grande (Braga) como clube do coração.
Meras
curiosidades, mas não deixam de ser sintomáticas.
Como disse
anteriormente desconheço a actual tendência, mas no que diz respeito ao Governo
a história continua.
Se o laranja
foi a cor partidária escolhida para guiar os destinos do país, esta não teve
nada a ver com a camisola alternativa do Sporting, pois os benfiquistas continuaram
com as rédeas do país.
O benfiquista Sócrates
deu lugar ao também adepto encarnado Passos Coelho.
Com o
desgoverno do país, não seria difícil encontrar este paralelismo.
Nos últimos
tempos ficámos também a saber que o coração de Vítor Gaspar palpitava por igual
clube, e o homem ficou tão transtornado com o final de época que deu conta da
azia numa intervenção pública.
O que vale é
que houve uma chicotada psicológica e o responsável pelas finanças acabou por
abandonar o clube, ele que até se tinha queixado da meteorologia para justificar os
insucessos.
É mesmo coisa
à portuguesa.
No topo da hierarquia
não podia faltar um sportinguista.
Paulo Portas,
bem ao estilo sportinguista, também parece querer criar alguma instabilidade
interna, mas antes de sair parece-me que ainda quis lançar uma farpa ao rival.
Ao saber que
se aproximava do país Evo Morales, o atento Portas impediu que o avião fizesse
uma escala técnica ou, sequer, que sobrevoasse o nosso espaço aéreo.
Deve ter
pensado que se tratava de mais um reforço para o Benfica vindo, naturalmente, da
América do Sul.
O irmão de Maurício parece ter confirmado, há pouco, que a transferência do central para Alvalade está consumada.
Tal como previra ontem, as últimas notícias (do Record) que punham em causa o negócio, foram uma espécie de rufar de tambores (só para criar impacto) enquanto o artista está na corda bamba.
Esperemos que todo este impasse se justifique, e que o jogador faça por merecer a confiança depositada pelo clube.
Também há pouco a selecção de Sub20 disse adeus ao mundial que se está a realizar na Turquia.
Apesar de não ficar satisfeito pelo resultado, dado que é a minha segunda equipa...depois do Sporting, pode não ter sido mau para os interesses leoninos.
Primeiro, porque deste modo poderá arrefecer o apetite de vários clubes por Bruma, ao mesmo tempo que muitos poderão reflectir e cheguem à conclusão que o extremo é um jogador ainda em formação, e com um longo trajecto por percorrer nessa faceta, face à fraca exibição no jogo de hoje.
Segundo, porque todos os outros jogadores do Sporting poderão fazer as malas e estar mais cedo às ordens de Leonardo Jardim.
À margem dos nossos interesses, a selecção demonstrou que era superior ao Gana, mas tem lacunas tremendas.
As maiores são a lacuna no cargo de treinador...e outra na intensidade que coloca em campo.
Entretanto, enquanto aguardamos pelas confirmações dos "pontas-de-lança", é curioso ir lendo algumas opiniões relativas aos mais recentes alvos, e que tanta tinta têm gasto algumas publicações.
Diz um especialista do Record:
Independetemente de ter mais ou menos fãs, o certo é que ao depararmo-nos com um determinado jogador, ficamos muito mais aliviados ao lermos opiniões com alto rigor científico, sustentadas num profissionalismo sem mácula.
A possibilidade de Salim Cissé rumar ao Sporting não será consensual, mas com as palavras sábias do jornalista de serviço, já todos sabemos com o que podemos contar.
Ao dar uma espreitadela no Youtube, reparamos que a esmagadora maioria dos golos do jogador em causa, ao serviço dos italianos do Arezzo, surgem em jogadas de transição/contra-ataque, mas se o especialista afirma que ele é um homem de área, só temos que acreditar.