sábado, 31 de março de 2012

Sporting Belenenses (directo) Andebol 29-21 FINAL




Meia final da Taça de Portugal (Tavira)
Ao intervalo, o Sporting vai vencendo por 13-7

FINAL  Sporting  28 Belenenses 21

Ver o jogo no Internet Explorer

FapTv


Pedro Solha 10 golos
João Pinto 5 golos
Frankis Carol 5 golos

Amanhã, 17 horas, o Sporting irá medir forças com o Porto, que na outra meia-final venceu o Madeira SAD por 29-27, para decidir quem irá levar para casa a Taça de Portugal 2011/2012

Benfica vs Sporting- juniores (directo) 1-1 FINAL

Golooooo Sporting

56 min Gael Etock

0-1

Inacreditável autogolo, repartido entre Ié e (principalmente) Rafael Veloso

1-1

Algumas ligações para poderem seguir o jogo em directo.
Contudo, tentem ver sem som, porque os comentários são pouco aconselhados a pessoas sensíveis.

BenTv1 

BenTv2

BenTv3 

No outro jogo para o cimo da classificação,  Braga 1 Porto 2.

A  classificação ficou assim ordenada.

Benfica 17
Sporting 16
Porto15
Braga 15

Tudo em aberto, portanto


quinta-feira, 29 de março de 2012

Agridoce


Tenho que começar pelo fim, porque o que fica para a história e para o decurso da eliminatória é o resultado.
Mesmo que saibamos que os jogos duram 90 minutos, e que já por diversas vezes beneficiámos deste factor, o certo é que dói passar de uma situação bastante confortável para um resultado que comporta elevado risco.
Soube-nos a ginjas quando em Alkmaar fizemos a festa depois da hora e quase tão saboroso, também, quando eliminámos o Twente, também com Rui Patrício como protagonista.
A grande diferença é que ainda estamos no intervalo da eliminatória, ao contrário desses golos misericordiosos.
Tem que dar-se mérito a uma equipa desconhecida para muitos, mas que com intérpretes de elevada qualidade técnica comportava um duelo de dificuldade acrescida. O percurso destes ucranianos na Europa não é obra do acaso, mas a segunda parte do Sporting fez acreditar que a noite poderia ter sido perfeita.
Se a primeira parte foi bastante descolorida, em parte por demérito nosso, o certo é que a posse de bola e aparente superioridade do Metalist também não se traduzia em oportunidades de golo.
Um par de remates, de ambas partes, era fraco rendimento para equipas que precisavam de fazer algo para justificar o seu estatuto.
O Sporting que ganhava consecutivamente em casa, para as provas europeias, há seis jogos, defrontava uma equipa que não sabia o que era perder fora esta época, também na Europa.
A balança pendeu para o lado verde e branco, felizmente, mas agora terá que tentar inverter a tendência recente de perder, fora de portas, o que se afigura tarefa complicada.
A segunda parte trouxe um Sporting transfigurado, atitude que se notou logo nos primeiros segundos, quando as incursões e a agressividade incutida inclinaram o campo para a baliza adversária.
As situações de perigo começam a empolgar o fantástico e numeroso público presente em Alvalade (perto de 41 mil), mas também a própria equipa, que começou a acreditar no seu valor.
O golo de Izamilov, aos 51 minutos, era o corolário do assédio à baliza adversária, e a culminar uma jogada de canhotos.
Esse lance trouxe maior tranquilidade à equipa, que passou a trocar a bola com outra objectividade. As arrancadas de Matias iam pondo em sobressalto a defesa contrária, mas do lado ucraniano a explosividade de Taison só a muito custo e sacrifício era parada.
O segundo golo, num livre de Insua, levou-nos às portas do paraíso, e poderia obrigar a férrea defesa ucraniana a abrir um pouco mais, pois teria que ir em busca de um golo.
No entanto, a condição física dos nossos desequilibradores e o amarelo a Carriço, um gigante que hoje se plantou no nosso meio-campo, fizeram o jogo pender para o nosso campo  e perdermos a capacidade de gestão da posse de bola.
Apesar de Renato Neto ter estado globalmente bem, notou-se sobremaneira a forma menos intensa de abordar determinados lances, o que começou a causar alguns calafrios junto à nossa área.
As substituições poderiam ter causado um desequilíbrio maior na eliminatória, pois a velocidade de Jeffren e Carrillo, em detrimento de Izma e Capel, poderiam dinamitar a defesa contrária, mas tal infelizmente não veio a acontecer.
Foi numa das muitas incursões pelo meio, e na incapacidade para ocupar um determinado espaço, que ocorreu o remate frontal que proporcionou mais uma fantástica defesa de Patrício, que no entanto acabaria por cometer penalti, numa abordagem precipitada pois o controle de bola de Devic não foi o mais correcto.
Foi uma pena para o Sporting, para os seus devotos adeptos e também para Patrício, que deveria ficar na memória pela relevante exibição, mas pode ter ficado ligado ao futuro da eliminatória.
Após o golo, já após o minuto 90, o treinador do Metalist deu claras indicações que este era um resultado do seu agrado (obviamente) e inclusivamente operou uma substituição para queimar tempo.
O apito final fez-se ouvir , com esse sabor agridoce da vitória pela margem mínima.
Uma história completamente diferente será a da segunda mão. Não há jogos iguais, mas são várias as condicionantes para esse jogo, que esperemos nos conduza ao mais que provável duelo com o Bilbao.
Logo à partida, o estado do relvado não deverá ser o propício para equipas técnicas, mas convém recordar que a própria equipa do Metalist, fruto do seu sotaque sul-americano, fundamenta o seu jogo nessas capacidades.
O ambiente, obviamente, será adverso, mas o Sporting tem que estar preparado para suportar essa pressão.
Contudo, a ausência de Carriço vai ser a nossa maior dor de cabeça, mas a nossa "Aspirina" poderá ser a ausência da dupla de centrais que hoje jogaram em Alvalade.
Torsiglieri e Papa Gueye não poderão figurar no onze adversário, e esperemos que o Sporting saiba aproveitar esta ausência.
É que marcar golos em Karkhiv é quase obrigatório.




Como encontrar o caminho da baliza


Se exceptuarmos o saudoso jogo contra o Guimarães, a versão Sporting do reinado Sá Pinto tem sido marcada pela escassez de golos.
Já na "era Domingos"....assim era, mas como a excepção faz a regra, também contra o Gil Vicente fizeram questão de tirar a barriga de miséria.
No período que mediou a antiga e a nova era, raras eram as oportunidades de golo o que, por si só, já inibe a tarefa de meter a bola dentro da baliza.
Os tempos mais recentes já fazem vislumbrar uma equipa mais lúcida e com ideias próprias mas, como se costuma dizer, os caminhos da baliza é que são difíceis de encontrar.
Pelos vistos, os adeptos do Magdeburgo, equipa que anda a fermentar pelas divisões inferiores na Alemanha, adoptaram uma nova estratégia para ajudar os jogadores a encontrar esse mesmo caminho.
Cá está uma ideia a adoptar pelas nossas hostes, caso Wolkswinkel e C&ª teimem em jogar às escuras, no que toca a meter a bola entre os 3 pauzinhos.
Grandes setas fluorescentes, interactivas, que indicam constantemente o caminho a seguir.
Os adeptos tudo devem fazer para ajudar a equipa nos seus propósitos. 
Resta saber se o 12º jogador está a ter o efeito desejado!!
video




Ataque...à bomba


O jogo de hoje, tal como a maioria, estará rodeado de curiosidades. Servem estas para adoçar os pormenores que, alguns especialistas, teimam em tornar demasiado monótonos e entediantes.
Assim, ficámos a saber que um grupo de 24 japoneses, vítimas de Fukushima, seguirá atentamente as incidências do encontro de logo à noite.
Os jovens, com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos, são órfãos ou perderam familiares nessa tragédia que assolou o Japão, de que resultou o gravíssimo acidente nuclear.
Pois, dá-se o acaso que vão assistir a um jogo onde participam ucranianos, que também se viram a braços com tragédia semelhante.
Chernobyl jaz na memória de muitos, mas não deixará de constar no rol das grandes catástrofes nucleares.
Neste cocktail explosivo de logo, resta esperar que Alvalade se transforme num grande reactor em ebulição, activado por uma contagiante exibição da sua equipa. Um "Cocktail Izamilov" poderia ser o detonante da reacção, mas não me importo que seja outro qualquer explosivo, desde que faça tremer as bancadas de Alvalade.
A nossa defesa tem que estar atenta ao corrosivo poder de leste, mas tem que fazer um ataque...à bomba!!
Espero que fique na memória colectiva de todos nós pelos melhores motivos, e que os de Karkiv sejam evacuados do nosso estádio sem motivos para sorrir.
Se levarem alguma imagem na retina, que seja das bombas dos tempos mortos!!

Presidente RIDÍCULO


Já estamos em contagem decrescente para a primeira das muitas finais que temos até final da época, mas só à hora deveremos saber com quem vamos contar para o jogo.
É que apesar de Capel e Izmailov terem sido convocados, não há garantias que façam parte dos 18 em quem recairá a responsabilidade de defender as nossas cores.
Da lista apresentada sairão 3 nomes, pelo que ao provável Tiago se juntarão mais dois, que bem podem ser os dois médios, se bem que eu preferiria que Ilori e Ribas (perdoem-me a sinceridade) fossem os eleitos.
Até à hora das grandes decisões vou lendo algumas notícias, e como há sempre uns meios de comunicação que andam atrasados, ou a reboque de outros, hoje voltam a ser mencionadas as declarações de Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, acerca da abortada transferência de Matias.
Já ontem abordei esse tema, mas vou voltar a fazer uma última incursão para recordar um episódio passado com esse dirigente, e com o nosso clube.
Nos negócios, como noutros assuntos de extrema importância e interesse, não deve haver rancor mas, sinceramente, sermos passados por parvos e dar a outra face, é uma atitude pouco inteligente.
No famigerado  negócio Kleber, que o Sporting tentou adquirir para colmatar a saída de Liedson, uma vez mais ficou a ver navios, em detrimento do do costume, mas as versões nunca foram condizentes.
O Atl. Mineiro era quem detinha os direitos desportivos do jogador, mas o Marítimo era parte interessada no negócio.
O Porto, com as suas manigâncias habituais, passou por cima dos interesses do Marítimo e tentou negociar directamente com os brasileiros.
O Sporting teve um comportamento ético para com as partes interessadas, mas de nada lhe valeu.
O sujeito que agora tentou adquirir Matias Fernandez é o mesmo que, há sensivelmente um ano, dizia o seguinte:

“A proposta é ridícula. O Sporting quer pagar no final de 2012, dividir em quatro pagamentos, um valor menor que o Porto já tinha oferecido, é uma piada. Eu não me interesso se o Kleber e o Maritimo estão de acordo. O jogador é do Atlético e eu não ligo a mínima para o que o Kleber e o Marítimo pensam. Principalmente o Marítimo, que atrapalhou muito o Atlético numa parceria, na qual eu quis ajudar o Maritimo. Eu dei tudo de graça para o Marítimo. Em troca, ainda atrapalhou uma venda de 2,4 milhões de euros para o Porto, no meio do ano. Foi a retribuição que eu tive. Era uma venda para o Porto, sim. Eu só faço comprometimento com a minha mulher, não com o Porto. A proposta do Sporting é ridícula. É uma proposta ridícula!”.
Acontece que os documentos provaram o contrário, ou seja, que a versão do Marítimo sempre foi a verdadeira, e o Sporting ofereceu mais que o Porto e com as mesmas modalidades de pagamento.
Como na altura já desconfiávamos, o jogador acabou por ir para Norte, seguindo o exemplo de Paulo Assunção, Adriano...e outros.
Preferirem uma proposta inferior leva a pensar se não há outras formas de pagamento, como por exemplo sardinha em tomate ou pêssego em calda.
Como esta história já tem barbas, o que aqui me interessa é que este sujeito, de seu nome Alexandre Kalil, recusou uma proposta e apelidou-a de ridícula.
Kleber, um ilustre desconhecido, valia muito mais de 2, 5 milhões por metade do seu passe.
Agora, julgamos saber que pretende levar Matias, que foi considerado em 2006 o melhor jogador sul-americano, por uma verba a rondar os 3 milhões de euros.
Mas, será que houve mesmo início de negócio? Será que ninguém disse que esses valores são ridículos? Bom, pode ter havido a tentativa de adquirir a percentagem de um  passe...social, ou de um passe vite, ou de um passe partout, mas ainda assim alguém do Sporting deveria ter vindo a público dizer que esta proposta é RIDÍCULA!!
Mais ridículo ainda é negociar com estes parasitas, que nem sequer têm vergonha de papaguear à comunicação social inverdades que atentam o bom nome do Sporting, bem como o secundarizam relativamente a terceiros.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Rai's partam a cartola


Queria muito que o Sporting estivesse a fazer bluff.
Na conferência de imprensa de hoje, Sá Pinto diz que o plantel está na máxima força (excluindo os lesionados...suponho).
As notícias da tarde trazem-nos Capel e Izmailov praticamente descartados para o jogo contra o Metalist, por problemas físicos.
A ser verdade, será uma péssima notícia para os nossos interesses. Para lá de estarmos a contas com lesionados crónicos ou com lesões de longo prazo, praticamente durante o que levamos de temporada, a possibilidade de perder as duas unidades mais desestabilizadoras e imprevisíveis, num dos jogos do ano, será catastrófico.
Já nos habituámos a que de vez em quando saiam coelhos da cartola, mas a nossa cada vez tem menos coelho e mais tecido!!
 
 

terça-feira, 27 de março de 2012

Mercado da Páscoa


O Record noticia hoje que  Matías Fernández esteve muito perto de rumar ao Atlético Mineiro. Esta possibilidade fez manchete nos desportivos durante algumas edições mas, não passou disso mesmo, de uma possibilidade ...ou de uma notícia de encher chouriço.
De acordo com a publicação, o presidente do clube, Alexandre Kalil, garante que a qualificação do Sporting para os quartos-de-final da Liga Europa foi o que impediu a transferência.
"Infelizmente a equipa dele qualificou-se para os quartos-de-final da Liga Europa e não conseguimos. O negócio estava muito bem encaminhado e tínhamos mesmo interesse nele", pode ler-se.
Uma transferência em Março??
Mas, as janelas de transferência na Europa não ocorrem entre 1 de Julho e 31 de Agosto e no mercado de Inverno entre 1 e 31 de Janeiro?
Isto sou eu a perguntar, por isso tem os pontos de interrogação!!
Eu sei que no Brasil essa janela está aberta até 8 de Abril, mas desconhecia que o Sporting o pudesse fazer mas, o que mais me interrogo é que estivesse interessado em fazê-lo, para mais pelos valores que se aventaram.
Às tantas trata-se do mercado da Páscoa, e assim ia embrulhado num ovo e enviado com um cartão de boas festas!

Sporting - Wacker Thun

Tal como já tinha sido possível adiantar na eliminatória anterior, e também quando tive conhecimento dos apurados para esta ronda, considerei à priori o Wacker Thun a equipa a evitar.
Claro está que se o Sporting pretende vencer esta competição teria quase obrigatoriamente que os defrontar, fosse nas meias-finais ou na final, mas acredito que os comandados por Pokrajac tenham uma palavra a dizer.
Esta equipa que nos tocou em sorte teve, até este momento, um percurso quase perfeito na competição.
Nos 1/32 avos de final eliminou a equipa madecónia do Skopje, com vitória fora por 19-27, confirmando o apuramento em casa com novo triunfo por 25-20.
No primeiro jogo destacaram-se o ponta esquerda Linder, com 10 golos, o lateral esquerdo croata Franic e o ponta direito Dahler, ambos com 5. No segundo jogo foram também Linder e Franic os mais eficazes, com 6 golos. Aliás, estes jogadores lideram as estatísticas individuais da equipa também na competição interna. Franic tem 141 golos (média de 5,22 por jogo), Linder 125 (média 5/jogo) e Dahler 108 (3,22/jogo).
Nos 1/16 avos, contra os sérvios do Kolubara, o empate caseiro a 32 poderia demonstrar alguma fragilidade desta equipa. Desta vez sobressaíram os suiços Buri e Getzmann com 6 golos, tendo acabado o jogo Linder, o checo Szymanski e o sérvio Isailovic com 4. A normalidade foi reposta em terreno sérvio, com vitória por 30-36, sendo que Franic voltou a liderar os marcadores com 8 golos e Linder com 7. 
Na ronda que antecedeu esta meia-final, voltaram a ter dificuldades em casa, vencendo os italianos do Bozen por 33-32, com Linder a marcar 11 golos, secundado por Franic com 6. Nova vitória, e por números mais esclarecedores foi a conseguida pelo Wacker em Itália. O resultado final de 25-31 mostram mais uma vez uma equipa acima dos 30 golos, e claro está com Linder e Franic em evidência. Dez e seis golos, respectivamente, ajudaram a catapultar a equipa para as meias-finais, onde iremos medir forças.
Os jogos serão a 21/22 de Abril, em nossa casa, e 28/29 em terreno suíço.
Já agora, mais umas informações acerca destes dois jogadores que se destacam no plantel.
O suíço Linder, como já disse, é um ponta esquerda de 23 anos, com 1.78, 78 kg, e já leva marcados 48 golos nesta competição. Deverá ser um Pedro Solha à moda suíça.

O croata Franic, lateral esquerdo de 36 anos, tem 1.93, 98 kg e marcou até ao momento 33 golos nesta edição da Challenge. 
Resta referir que o Wacker é o actual 3º classificado do campeonato suíço, em igualdade pontual com o 2º, o Winterthur, mas longe do líder, equipa de outras andanças, o Shaffhausen, equipa da Liga dos Campeões e que soçobrou perante o Atlético de Madrid na última eliminatória.
Agora, é esperar que o Sporting consiga estar à altura da sua história e pergaminhos para, uma vez mais, poder estar presente na final de uma competição europeia.

Sorteio Andebol

Foram neste momento sorteados os emparelhamentos para as meias-finais da Taça Challenge, em Andebol.
As bolas acabaram de ser abertas, e convenhamos que não  foi o sorteio mais favorável para as nossas cores.
Se havia um relativamente acessível Maccabi e um mais complicado Diomidis, acabou por sair-nos o mais cotado dos semifinalistas, os suiços do Wacker Thun, que ainda não perderam nesta competição.
Para complicar (ou não) um pouco mais a eliminatória, o primeiro jogo disputar-se-à em nossa casa.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Segredo bem guardado


As publicações desportivas têm que arranjar um eficaz jogo de cintura para tentar cativar os seus leitores, diariamente.
É sobejamente conhecida a predilecção de alguns por determinados clubes, em detrimento de outros, sendo que não há nenhum jornal ou televisão que nutra simpatia especial pelo Sporting.
Não bastava não termos, nem se vislumbrar um canal de televisão próprio, ainda temos que andar em guerras e disputas por notícias que visam enfraquecer-nos, enquanto outros fazem geralmente capa com o que interessa aos seus adeptos, bem como outras notícias que não interessam nem às famílias dos visados.
Este tratamento diferenciado sempre me causou estranheza, pois se para além de "informar", estes meios de comunicação também pretendem ser viáveis financeiramente, o facto de tentarem inferiorizar um clube com largos milhões de adeptos não parece uma estratégia inteligente.
Com a contribuição de minha parte, quem acompanha este blogue sabe-o, não contam.
Mesmo que, globalmente, sejam parciais e pouco éticos, não têm aparentemente nenhuma guerra declarada ao Sporting, nem há frentes de batalha activas, excepto quando o Sporting se põe a jeito.
Assim, também há que adoçar a boca do fiel adepto sportinguista, todos aqueles que ainda compram os jornais desportivos, numa hábil manobra de aparente idêntico tratamento. Por isso, temos acesso também. quando Cardozo não fez nada de especial nesse dia, ou aproveitando o facto de Hulk  ter ido ao dentista, a saber das banalidades dos jogadores leoninos.
O tal jogo de cintura que falei no início tem que ser bastante imaginativo, e os adeptos agradecem por poder ocupar o seu dia, ficando a saber de pormenores dos seus ídolos, por pouca importância que possam ter.
Já nos habituámos, há anos, a ter telejornais que debitam 20 ou 25 minutos de notícias que podem ter interesse, e os restantes 40 ou 50!!! minutos são a extensão do jornal O Crime, o Correio da Manhã ou O Jornal do Incrível. Longe vão os tempos dos telejornais de 30 minutos, pois a luta pelo share e audiências a isso obriga.
Os jornais desportivos também têm 3 ou 4 páginas de interesse, e o resto é papel para embrulhar copos (para não fazer alusão a hábitos de higiene quando falha o papel higiénico ou o papel de embrulho).
Como de quando em vez também gosto de saber o que não interessa, hoje pude ler, online, claro está, que Matias Fernandez precisa de mimo.
Ainda pensei no popular tarifário de rede móvel, mas uma leitura mais atenta deu para desvendar que o chileno é muito sensível e precisa de ser acarinhado pela equipa técnica.
Diz também o referido jornal que..."Matías Fernández é um jogador que tem especial necessidade de se sentir acompanhado e apoiado pela equipa técnica, tal como já confidenciaram a O JOGO treinadores que orientaram El Crá no Chile. O médio acusa os maus momentos e carece de especial acompanhamento psicológico. Conhecedor do perfil do internacional chileno e sempre preocupado em injectar moral no conjunto,Ricardo Sá Pinto conseguiu transmitir a confiança que El Crá tanto gosta de sentir. Tal factor não será estranho à maior regularidade e influência demonstradas pelo atleta nos últimos tempos".
Ao ler esta passagem fiquei preocupado, por saber que Matias pode ter ataques de ansiedade ou qualquer outro efeito secundário, caso não tenha o acompanhamento adequado.
Todos nós reparámos na subida de rendimento do chileno, mas pensava estar relacionado com o posicionamento que agora ocupa no campo, na subida de rendimento global da equipa, e em índices físicos  ligeiramente superiores.
Afinal, parece que o segredo está no acompanhamento psicológico.
No entanto, já Domingos devia ter algum tipo de atenção pois, em circunstâncias normais, quando Bojinov empurrou Matias para marcar a grande penalidade da desgraça, o chileno deveria ter feito uma birra, ou deveria ter chorado compulsivamente, agarrado à bola.
Como nada disto aconteceu, acredito piamente que já lhe tinham lido o último livro de Eduardo Sá umas 15 vezes.
E uns beijinhos e umas palmadinhas nas costas, também !!

Sorteio Andebol


São já conhecidos os possíveis adversários do Sporting para as meias-finais da Taça Challenge, em Andebol.
Os suiços da Wacker Thun, os gregos do A.C. Diomidis Argous e os israelitas do Maccabi "Tyrec" Tel Aviv são, junto com os nossos andebolistas, quem vai pugnar pela conquista da competição.
Não posso deixar de registar alguma surpresa pela qualificação de gregos e israelitas. Não que conheça o seu valor, mas porque eliminaram equipas que, no papel, e por força da tradição dos seus países, seriam superiores.
O Diomidis é uma equipa praticamente sem historial nas competições europeias, pois só por duas vezes competiu a nível europeu. Em 2005/06 passou a fase de grupos, com 3 equipas muito acessíveis, mas cairia logo no primeiro confronto a eliminar, graças às duas derrotas com os romenos do Steaua Bucareste. Na época 2009/10 só fez dois jogos na Taça EHF, e também perdeu por duas vezes com os italianos do Gammadue, pelo que a presente época constitui, de longe, a maior proeza para esta equipa grega.
O passado é completamente indiferente para os nossos interesses, pois o percurso deste ano comprova que a equipa tem outros argumentos para se bater a este nível. O plantel tem 3 jogadores sérvios, dos quais se destaca Davor Taskovic, o melhor marcador da equipa, bem como um albanês e um cipriota. Até ao momento, os gregos eliminaram os polacos do Stal Mielec, os ucranianos do Portovik e os suiços do Kriens-Luzern.
Recordo que a última vez que defrontámos uma equipa grega não ficámos com boas recordações. O ano passado, quando defendíamos o troféu conquistado no ano anterior, fomos eliminados pelo A.E.K., na transformação de livres de 7 metros, depois de uma vitória e uma derrota por 27-23.
Já os israelitas do Maccabi Tel Aviv não têm historial nas competições da EHF e chegam a esta fase da competição com um desempenho igualmente positivo, mas onde eliminaram adversários menos cotados que os eliminados pelo Diomidis. Se uma equipa turca e uma grega eram equipas de baixa cotação, já os eslovenos do Maribor partiam, a meu ver, como favoritos nos 1/4 de final da competição, mas o Maccabi conseguiu inverter a derrota pela margem mínima, conseguida no campo adversário.
O suiços do Wacker Thun são, em meu entender, o adversário a evitar nas meias-finais, mesmo que sejam uma equipa com a qual o Sporting possa bater-se, se competirmos ao nosso melhor nível.
Vencedores desta mesma competição na época 2004/05, ao bater na final o ABC, a prova deste ano tem sido pautada pela supremacia que tem ostentado nas eliminatórias. Depois de ter eliminado os macedónios do Skopje com duas vitórias, foi nos 1/8 de final que empataram o único jogo na quase perfeita carreira na Challenge. O empate com os sérvios do Kolubara não impediu que avançassem para os 1/4 de final, onde registariam mais duas vitórias frente aos italianos do Bozen.
Um atleta checo, um sérvio e um croata ajudam a compor um plantel onde também se destaca o ponta esquerda Luca Linder.
Terça-feira ficaremos a saber o que nos calhou em sorte mas, convenhamos, também os adversários estarão a fazer contas com a nossa equipa, com um palmarés já digno de registo, desde a saborosa conquista de 2010.


domingo, 25 de março de 2012

Sozinho em casa


O DN de hoje noticia que Bruno Paixão saiu de casa, por ordem da polícia. 
Irra, o homem não sai é da capa dos jornais....for god sake.
Depois da semana que sucedeu ao jogo do Sporting, em Barcelos, Paixão quase fez esquecer a crise, a troika ou os juros da dívida soberana.
Segundo anuncia essa publicação,o árbitro foi ameaçado, com descrição exacta das rotinas da filha de sete anos, após revelação dos dados pessoais na Net. 
Convenhamos que discordo deste tipo de actuação, porque a criança não tem culpa nenhuma. Aliás, sabe-se que os filhos não podem escolher os pais que lhes tocam em sorte.
Dado que BP deve estar, felizmente, de consciência tranquila, devia enviar a família para porto seguro e manter-se sozinho, em casa, como no célebre filme, à espera dos delinquentes.
Haveria de arranjar maneira de conseguir inclinar o campo para seu lado, e levar de vencida essa dura batalha.
Claro está que estas ameaças só coincidiram com o pós-jogo do Sporting por mera casualidade, pois sabe-se que os adeptos da esmagadora maioria dos clubes apitados por BP acham-se com motivos para "amaldiçoar" o árbitro.
A coincidência desta causa-efeito deu-se nessa semana, data em que foram publicados os dados dos 25 árbitros  e, os furiosos adeptos com mágoas antigas e recentes, fizeram questão de confirmar se os dados tornados públicos eram verdadeiros.
BP já veio desmentir a veracidade de parte da notícia, mas confirma ter sido alvo de ameaças.
Se a moda pega, as autoridades ainda terão que montar um campo de refugiados, seja com o prestável auxílio da Cruz Vermelha ou de ONG's, pois devem ser numerosas as famílias dos 25 árbitros em risco potencial.
Não será de estranhar se tiverem que pedir asilo político, ou desportivo, à embaixada da Etiópia ou do Sri Lanka, para garantir a sua segurança.
Com um pouco de sorte, ainda convidam alguns para arbitrarem nestes países!! 
 
 

sábado, 24 de março de 2012

Capelli e Dalila


"Nós somos o Sporting e jogamos em casa"
Esta frase "de combate" do nosso treinador, na antevisão do jogo desta noite, contra o Feirense, confirmou-se. Realmente, o Sporting jogou em casa, e a equipa apresentou-se com o equipamento tradicional.
De resto, muito pouco, para quem esperaria uma exibição como a que nos presentearam, quando o Guimarães visitou Alvalade. Aliás, o registo de hoje já é quase uma imagem de marca, venham cá os milionários de Manchester ou os últimos classificados do campeonato português.
Pessoalmente, não estava à espera nem de muito, nem de pouco, simplesmente pretendia uma vitória, como é sempre o meu desejo, mas no caso concreto era importante não intranquilizar a equipa e motivar os adeptos para o jogo da próxima 5ª feira. Não acredito que estes últimos tenham saído do estádio com motivos para grandes recordações, mas salvou-se o resultado.
Apesar das palavras de Sá Pinto, no final do jogo, onde volta a referir o cansaço acumulado pela carga de jogos, num curto espaço de tempo, acredito que algo mais poderia ter sido feito, principalmente para não ter que jogar os últimos minutos com o coração nas mãos, e o credo na boca.
Aliás, crendo que o cansaço é o principal óbice a uma actuação mais lustrosa, então iríamos ter na recepção ao Metalist uma equipa ainda mais cansada mas...não acredito nisso.
Para a obtenção deste resultado, valeu também esta equipa da Feira, que veio demonstrar porque ocupa a posição mais ingrata, e porque também se destaca como a equipa menos concretizadora. O Sporting, voltou a demonstrar uma relativa solidez defensiva, mas também saltou à evidência que, com caudal ofensivo tão escasso e eficácia tão reduzida, dificilmente poderíamos aspirar a outros lugares.
Sou da opinião que temos sido absurdamente prejudicados no capítulo arbitral, que deveríamos estar muito mais próximo das decisões do campeonato, mas parece-me pouco credível que uma equipa com 37 golos ao fim de 24 jornadas (11 deles em 2 jogos), pudesse ser um sério candidato.
Não vou entrar em análise detalhada dos momentos do jogo, simplesmente realçar que, mesmo sem deslumbrar, algumas triangulações e movimentos ofensivos fizeram os adeptos despertar do seu leve sono, mas a má decisão na hora da finalização ou na tomada da melhor opção adiaram a tranquilidade, dentro e fora do campo.
A segunda parte trouxe um Feirense mais descomplexado, mas mesmo que Quim Machado advogue que mereciam o empate, não me recordo de uma oportunidade de golo flagrante, para lá de aproximações mais frequentes à nossa baliza e cruzamentos que causaram alguma apreensão.
Quanto a destaques individuais, diria que a dupla de centrais esteve na globaliade acertada, que João Pereira talvez tenha sido o nosso mais acutilante elemento de ataque e que Capel, ao contrário de Sansão, o corte de cabelo parece ter-lhe dado uma renovada força.
Por esta ordem de ideias, todos a cortar o cabelo, para 5ª feira!!

Juniores


Mandam as regras jornalísticas que se confirmem ou cruzem as fontes, antes de publicar uma notícia. No entanto, apesar disso não ser possível, dado que o site do Sporting continua igual a ele próprio e não acompanha a modernidade nem dá a devida importância a quem tenta a ele aceder, devo dizer que, consta, o Sporting, que perdia ao intervalo em Guimarães, a contar para fase final do campeonato nacional de juniores, por 3-1...acabou por dar a volta e vencer por 3-4.
Esta notícia, repito, carece de confirmação.
No entanto, este resultado pode relançar a equipa, dado que na próxima semana defronta o líder Benfica, no campo adversário.
Espero que este resultado se confirme, e que a segunda parte seja um bom pronúncio, para uma equipa que tem demonstrado uma preocupante irregularidade exibicional.
Com a vitória do Braga por 3-1, frente ao Setúbal,e do empate do Benfica na Madeira, frente ao Nacional, a classificação continua comandada pelos encarnados, com 16 pontos, mais um que Sporting e bracarenses.

Entretanto, o resultado de Guimarães sempre se confirma, bem como a excelente recuperação encetada na 2ª parte.
Parabéns equipa.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Centrais...e outros que tais


Não sou nenhum expert em tácticas, nem presumo ser. Posso por vezes não compreender certas opções, mas publicamente não faço análises desse calibre, sendo que já me sinto capaz de comentar ou dissecar prestações individuais ou colectivas, assentes em vários pressupostos. 
A pseudo-notícia da incredulidade de Eliseu Trindade,pai de Elias, ao vê-lo a actuar a central na 2ª parte do jogo contra o Gil também me estranhou mas já estou habituado, após tantos anos a ver futebol e a ler notícias onde os pais, os avós, os empresários, os analistas desportivos, os analistas clínicos, ou os pandas gigantes vêm prestar declarações, muitas vezes desprovidas de sentido.
O normal acabou por acontecer, quando Elias veio dizer que jogaria, até a guarda-redes. Qual foi o jogador que nunca disse isso, sem contar com os guarda-redes?
Curiosamente, mesmo que tenha lido alguns comentários discordantes da estratégia com que Sá Pinto abordou a 2ª parte desse jogo, penso que foi a mais correcta e, inclusivamente, já tinha manifestado, em privado, que esta poderia ser uma alternativa a utilizar, em determinados momentos.
Esse, era um dos momentos. A equipa a perder, o adversário quase sem sair do seu meio-campo, um único ponta de lança para marcar, de estatura baixa e, deste modo, ganharíamos superioridade numérica no meio-campo. Durante um determinado período, o jogo parecia estar controlado, e até os comentadores já prognosticavam o golo do Sporting, mas este desenho táctico só durou 20 minutos, até à expulsão de Schaars.
Curiosamente, pude assistir esta época a dois jogos dos juniores onde Sá Pinto adoptou o mesmo modelo. Na recepção ao Benfica, na primeira fase do campeonato, perdíamos por 0-1 quando, após o intervalo, abdicou do central Ilori e "recuou" o trinco Agostinho Cá, com a dupla função de fechar aquela zona mas, essencialmente (penso eu) de dotar o meio-campo de mais um elemento, pois Cá só a espaços era visto na zona central, dado o pouco caudal ofensivo adversário. Contra o Inter de Milão, para a NextGen Series, mais uma vez a fórmula posta em prática. Golo italiano aos 56 minutos e aos 60 sai Ilori para Cá assumir, novamente, o eixo da defesa.
Como ficou provado nesse jogo, como no de Barcelos, nem sempre a ousadia de Sá Pinto resulta, mas não nos podemos queixar de ter um treinador que, como muitos, espera que caia do céu alguma dádiva.
Das críticas, essas, não se há-de livrar a menos que, como no jogo em que a reviravolta aconteceu, a vitória acabe por cair, talvez para alguns também caída do céu.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Shakespeare, grande ponta-de-lança


Já aqui referi várias vezes que deixei, há muito, de comprar o lixo jornalístico que abunda nas bancas. O Sporting é uma paixão, igual a tantas outras, e é cada vez mais frequente depararmo-nos com notícias, crónicas ou artigos de opinião onde o nosso clube é vilipendiado, maltratado publicamente ou tratado de modo tendencioso, pelo que me abstenho de contribuir monetariamente para a causa por que estes pugnam.
Quando no café me cai no colo um Correio da Manhã não lhe deito fogo, mas folheio-o quase sempre de modo apressado, fintando os crimes, os classificados e as páginas cor-de-rosa, pelo que resta a meteorologia e as palavras cruzadas. Às páginas de desporto, dado conhecer o ADN desta publicação, também só passo os olhos, mas com o único intuito de descobrir alguma notícia das modalidades amadoras, das quais sou seguidor atento.
Ontem, quando mais um destes espécimes deu à costa na minha mesa de café, saltou-me imediatamente à vista o título de um artigo, na sua última página:"Síndroma de Calimero".
Se a analogia ao simpático galináceo não fizesse parte das habituais tácticas usadas por terceiros para justificar os roubos a que o Sporting é sujeito, não estranharia. No entanto, como é um termo há tanto tempo usado pela generalidade de não-sportinguistas , logo desconfiei do seu conteúdo. 
Sem estranheza, pude ler:
"A personagem do Calimero, o pintainho chorão infeliz com o mundo, tem muitos émulos em Portugal. Nas empresas, na política, nas escolas, até na vida privada, a culpa das falhas é sempre dos outros. A responsabilidade é um conceito estranho neste País. Um exemplo do síndroma é a reacção do Sporting face à derrota em Barcelos.
Houve erros claros de arbitragem, mas a equipa do Gil Vicente foi superior. Se não aprender a corrigir os erros, o Sporting não ganhará nada, para tristeza dos adeptos. Se lerem os clássicos, os responsáveis leoninos podem aprender alguma coisa com Júlio César, de Shakespeare, que lembra: "A culpa, caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós próprios."

Armando Esteves Pereira, director-adjunto


Mesmo que este blogue tenha o mesmo valor para este Sr. Armando como o Correio da Manhã tem para mim, gostaria de dizer ao director-adjunto que já é bom que admita que houve erros claros de arbitragem. Até me estranha que consiga chegar a essa conclusão. Já não me estranha que não admita que erros graves de arbitragem, na maior parte das vezes, estejam directamente ligados à dicotomia vitória/derrota.
Também gostaria de ter a acutilância visual que lhe permitiu descobrir que o Gil Vicente foi superior. Já Shakespeare dizia: "As pequenas mentiras fazem o grande mentiroso". Que o Sporting não tenha sido dominador durante o primeiro terço do jogo é uma certeza, mas daí até achar que os gilistas foram superiores, vai uma grande distância. As estatísticas assim o demonstram, bem como um olhar despudorado ao encontro.
Também diz o adjunto que,  se o Sporting não corrigir os erros não ganha nada. Como acontece até com os mais inaptos, pode ter ponta de verdade nesta afirmação, mas convenha-me acrescentar que, mesmo corrigindo os erros, pode não ganhar nada, desde que os erros crassos continuem a prejudicar-nos, como até aqui.
Aliás, poderia voltar a citar Shakespeare, dizendo: "O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém".
O jornalismo está em crise profunda, a par da arbitragem e, porque não, citando o próprio adjunto, as empresas, a política, as escolas, e até a vida privada.
Aproveitando o saber deste escritor, nada como adaptar a algum jornalismo, como a quase toda a política, outra frase de Shakespeare, com muita propriedade: " É uma infelicidade da época, que os doidos guiem os cegos".

 
Como já devem estar fartos de  Shakespeare, vou citar o padre-escritor António Vieira:
"A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas."

quarta-feira, 21 de março de 2012

Camuflagem

Regra geral, neste espaço só comentamos ou analisamos assuntos relacionados com o Sporting. Por vezes a vontade para nos alongarmos por outras realidades é enorme, mas temos conseguido afastar-nos dessa tentação.
Numa semana que tem corrido do pior modo, tanto pelo resultado da equipa principal, como pelas réplicas desse pequeno terremoto, saltou para as primeiras páginas a arbitragem desse jogo e a posição oficial dos nossos responsáveis à pouca vergonha que teima em ganhar contornos de escândalo.
Esta semana ficou marcada também pelas declarações de Domingos (já tardava em comentar a actualidade leonina), pelo documento de José Eduardo, por outro de Bruno de Carvalho...enfim, o normal no universo sportinguista, quando a equipa não ganha (sim, eu sei que alguns já tinham agendadas as iniciativas antes do jogo).
No entanto, como não me apetece choramingar com tanta tristeza, e como o tema arbitragem ainda fervilha por todas as publicações, não fiquei indiferente com as notícias da divulgação  na internet dos dados dos 25 árbitros mas, principalmente, não pude deixar de esboçar um sorriso pelos conselhos dirigidos aos juízes das competições profissionais.
Assim, e passo a citar "O presidente da APAF garantiu que os 25 árbitros já foram aconselhados a alterarem, tanto quanto possível, os dados pessoais agora divulgados, entre os quais números de telefone, moradas, nome de familiares, números de contribuinte e números de contas bancárias."
Se consigo compreender que alterem uma profusão de dados que se querem privados, o facto de proporem que alterarem os nomes dos familiares é que me provoca alguma confusão.
Será que basta alterarem os nomes do pai, mãe e avós...ou também terão que alterar os nomes dos filhos?Até que geração deverá esta medida ser adoptada?
Aliás, eu acho que, em primeiro lugar, deveriam ser os próprios árbitros a mudar de nome. E a usar bigode!!
Não é que, passados 5 minutos de uma arbitragem "à Paixão" não desconfiássemos quem estava ali a calcorrear o relvado, mas já seria bom não vermos o seu sorriso sarcástico, por detrás de um bigode farfalhudo. José Pratas, por exemplo, sempre se deu bem com o seu bigode, e até chegou a ter de fugir à frente de uma legião de fãs, do F.C. Porto.
Vamos ver o alcance destas propostas da APAF mas vai, com certeza, haver uma procura desenfreada aos Centros de Identificação deste peculiar país.



terça-feira, 20 de março de 2012

Never ending story


Já ninguém nos restitui os pontos perdidos, tudo continuará como até aqui ou ...pior. A classe irá unir-se em torno de Paixão e infernizar ainda mais, se possível, a vida do Sporting.
Eu não posso fazer nada, mas posso isso sim recordar aos sportinguistas mais esquecidos ou aos visitantes deste blogue que são adeptos doutros clubes, que o que aconteceu ontem não foi um acaso.Deixem-se das balelas do choradinho, porque o que aqui se passa tem contornos graves. 
Medidas urgentes são necessárias mas, desconheço o que possa ser feito, pelas vias legais e na forma altruísta com que o Sporting rege os seus princípios.
Por portas travessas sei, isso sim...que muita coisa se endireitaria.
Ao revermos este vídeo, estamos a ver uma história já com muitos anos, e que só terminará... quando eles quiserem.
video

segunda-feira, 19 de março de 2012

Só em Portugal


E pronto. Voltámos para Portugal, país de bons costumes, de óptimas praias e clima ameno. 
Só em Portugal é que os sucessivos ataques, com medidas anti-sociais a que as classes baixa e média estão sujeitos, são encarados com resignação.
Só em Portugal é que os crimes de colarinho branco passam impunes.
Só em Portugal é que a corrupção no desporto, com provas flagrantes registadas em gravações, cai em saco roto.
Só em Portugal é que os processos em tribunal ganham caruncho, até prescreverem.
Não é só em Portugal que se passa esta pouca-vergonha a que voltámos hoje a assistir, mas ser sempre com o mesmo já mete nojo.
Só em Portugal é que toda a gente acha que um determinado árbitro é incompetente (para não entrar no campo dos ataques à sua honorabilidade) mas...como em todos os exemplos anteriores, encolhe-se os ombros e mostramos ao mundo que somos o povo mais conformado que existe.
Até a comunicação social é unânime em considerar este sujeito inapto para a função mas, invariavelmente, chegam à conclusão que...foi mais uma arbitragem "à Paixão"!!. 
Só neste país é que os incompetentes são pagos principescamente, e ainda prejudicam e gozam com quem lhes paga parte do chorudo part-time.
Não tenho vontade de comentar o jogo porque, logo à partida, não se pode analisar algo que foi condicionado em largos períodos do seu tempo útil.
A verdade desportiva deste campeonato, ao que ao Sporting diz respeito, foi aldrabada desde o primeiro jogo. Não há Liga da Verdade que reponha pontos ou que nos diga o rumo que tomaria um jogo deste calibre.
Os jogos duram 90 minutos, e também não vou estar a alimentar falsidades, dizendo que durante 15, 20 ou 30 minutos não jogámos ao nosso nível. Os jogos duram 90 e é no somatório desse tempo que temos de ser melhores. Fomos melhores durante grande parte do jogo, mesmo com 10, e não fomos os 90 porque há 11+3  do outro lado que fazem pela vida. 
Tinha feito duas pequenas crónicas de antevisão a este jogo, e só tenho pena que ninguém tivesse respondido ao desafio que lancei, para saber com quantos jogadores acabávamos. Bruno Paixão esteve quase ao seu nível, mas penso que ainda conseguiu elevar os parâmetros da sua sui-generis forma de inclinar um campo.
É lamentável que, uma vez mais, o futebol passe para 2º plano mas, pior ainda, que este fulano continue, sine die, a pavonear-se pelos campos com  um sorriso sarcástico, a provocar e a gozar com o nosso clube.

Auto da Festa ou da Barca do Inferno?


Apesar da enorme jornada de Manchester, acredito que na maioria dos espíritos leoninos paira uma grande dúvida sobre que Sporting se apresentará logo à noite, em Barcelos.
Mesmo que a promessa dos responsáveis seja de que a atitude e querer se manterão, já há muito nos habituámos a situações semelhantes, a passar de bestiais a bestas ou do 80 ao 8 em pouco tempo, a dar primeiras partes de avanço ou a andar ao ritmo do futebol português.
Se não fosse normal esta bipolaridade, então não seria necessário os próprios responsáveis virem proclamar que o Sporting se apresentará com a mesma atitude de 5ª feira.
Estas dúvidas ou suspeitas só serão desfeitas no decurso do jogo, isto se Bruno Paixão não se armar em protagonista, como tanto gosta, de modo a que todas as questões técnico-tácticas passem para segundo plano.
Dúvidas também podem pairar sobre que Gil Vicente fará frente ao Sporting. Já me daria por satisfeito se fosse um Gil com um desempenho entre o que nos venceu para a Taça da Liga e o outro a quem lhes aviámos 6 para o campeonato. Contudo, salvo raras excepções, tal como o Sporting de duas caras, também os nossos adversários geralmente têm uma questão psiquiátrica pendente. Quando nos defrontam tentam sempre fazer o jogo da época, ao passo que se resumem à sua grandeza quando jogam com os do seu campeonato ou com os outros grandes, dentro e fora do campo.
Desde a decisiva vitória em Alvalade para a Taça Lucílio, os gilistas só voltaram a vencer mais uma vez, e nos últimos 4 jogos só lograram um empate, tendo perdido os outros 3 jogos. Estes números não nos devem fazer esperar facilidades, pois para lá da natural motivação que, como disse, todos adquirem quando nos defrontam, a nossa tradição no estádio barcelense deixa muito a desejar.
As estatísticas existem, é certo, mas só servem para florear a história. Aliás, até podem/podemos usá-la para contornar ou mascarar outras certezas. A certeza, contudo, é que não é famosa a nossa performance por aquelas bandas, como atestam as 6 vitórias em 15 jogos.
6 vitórias, 5 empates e 4 derrotas é o fraco pecúlio de uma equipa grande perante um adversário de poucos créditos. Só para justificar o que digo, se compararmos estes números às nossas visitas a Guimarães ( 39 V, 20 E 16 D ) sendo este um adversário de outro gabarito, dá para perceber que de Barcelos não correm bons ares para as nossas cores.
Como disse, as estatísticas também podem servir outros interesses, como hoje atesta a primeira parte do Record: "Treinador foi o pai da última vitória em Barcelos, há 7 anos, ao marcar 2 golos". Efectivamente, uma verdade insofismável. 
Poderiam também dizer que, daí para cá, só jogámos na época seguinte (2005-06), com o resultado final a quedar-se por um empate a 2, após o que os gilistas foram relegados para outros campeonatos.
O blogue do Núcleo também foi investigar, e descobriu que o Sporting já não vence em Évora, para o campeonato, desde 1965. Sá Pinto ainda não era nascido, pelo que não sabemos quem foi o pai dessa vitória.

domingo, 18 de março de 2012

МАРАТ ИЗМАЙЛОВ


São vários os factores que levaram à recente transfiguração do futebol leonino. Se muitos apontam Sá Pinto como o grande obreiro desta operação de cosmética, não nos devemos esquecer dos que, em campo,são os impulsionadores das ideias e estratégias do treinador.
Um dos jogadores mais acarinhados mas também com mais qualidade do nosso plantel tem nos seus pés um talento quase sem comparação no nosso futebol, mas é ao mesmo tempo pouco dado a aparições públicas, pelo que uma entrevista de Izmailov é sempre para ler com agrado.
Hoje, o Jornal O Jogo faz, na sua versão online, um resumo da entrevista dada pelo nosso 10 ao jornal russo "Soviet Sport". 
Na versão completa podemos por exemplo ler e compreender as diferenças no estilo de jogo, porque se passou do passe longo para o controle da posse de bola e passes curtos, ou sobre as expectativas para a época.
A entrevista foi concedida antes da eliminatória com o City, mas continua bastante actual.
Se nos munirmos da ferramenta de tradução do Google, podemos ler na íntegra esta entrevista, mas dado que à tradução online ainda temos que juntar alguma dose de paciência e bom-senso para perceber certas passagens, deixo aqui o resumo feito pelo O Jogo.

É Izmailov quem o garante: há uma nova filosofia com a chegada de Sá Pinto. É fundamental dar tudo no relvado, com enorme sentido coletivo e acabar de consciência tranquila, de preferência com a obtenção dos resultados desejados. "A confiança é mútua, dentro e fora do campo, e libertadora", enfatiza o Czar, explicando em que medida as coisas mudaram. A atitude trouxe vitórias (para além da "derrota" no Estádio Etihad os leões só caíram - de pé - em Setúbal) e os jogadores começaram a dar os primeiros sinais de que as mudanças impostas iam na direção certa: primeiro Marcelo disse que todos passaram "a correr", depois foi Capel a afirmar que estavam "com Sá Pinto até à morte" e agora foi a vez de Izmailov, em entrevista ao "Soviet Sport", regozijar-se pela forma como são tratados internamente e os efeitos positivos daí resultantes.
Recordando que "as lesões são passado", Izma diz que responde à confiança que Sá Pinto lhe transmite com "produtividade". "Vamos para os jogos com sede de luta e de vitória. Encaramos todos os adversários com a mesma responsabilidade", garante, descrevendo ainda como o estilo de controlo do balneário mais liberal e mais próximo levou a maior rigor e disciplina dentro de campo: "Não há um controlo tão rigoroso. Antes, quanto à disciplina fora de campo, havia muitas regras e limitações. Às vezes coisas pequenas, como telefonemas, brincadeiras, hora de apagar as luzes... Agora temos mais liberdade. A confiança é libertadora, até porque somos uma equipa de adultos que sabe como se preparar para o trabalho. No campo não pode haver indulgência. Aí somos exigentes. A disciplina é clara! Tenho as minhas funções pelas quais tenho de responder. Confio no Sporting..." O russo exemplificou o estilo e a relação com Sá Pinto revelando que este "reagiu de forma calma e afável" em vez de o "repreender e mandar para o quarto" quando o apanhou à meia-noite, antes do jogo com o Rio Ave, a tomar um café. E resultou, pois marcou o golo da vitória! 

Izmailov chegou a ser citado como mais um jogador de cristal, dada a reincidência de lesões, mas o russo não fica magoado com quem faz a comparação, até porque, recorda, "não faz sentido negar" que perdeu praticamente metade dos jogos em Portugal por lesão. "Não magoa", dispara, explicando a sua postura perante as críticas e os azares: "Não fui o primeiro nem serei o último a ter de lidar com muitas lesões. Gosto de olhar sempre em frente, e de fazê-lo com otimismo." A indisponibilidade para jogar gerou problemas a Izmailov, nomeadamente quando em outubro de 2010 atacou fortemente a estrutura dos leões no mesmo jornal russo desta entrevista, o "Soviet Sport". "Desde essa altura toda a estrutura do clube mudou. Os mal-entendidos fazem parte do passado. Hoje está tudo bem", conclui. 

Para Izmailov o sucesso pessoal só faz sentido com o coletivo, de forma a poder ter "emoções positivas" no final dos jogos. Daí que diga que lhe é indiferente "marcar ou dar a marcar desde que a equipa ganhe". Contou como de forma espontânea lhe saiu mais um "cocktail Izmailov" contra o Rio Ave ("A bola ficou-me mesmo a jeito"), e justifica o facto de estar mais concretizador (cinco golos): "Muitas vezes caio em zonas centrais, na posição de apoio ao ataque. Logo, fico em boas posições para rematar e marcar. Antes era mais defensivo." 

Izmailov não deixa de ter em mente o regresso à seleção. "Três vagas livres? Claro que gostava de ir ao Europeu. Em alguns meses tudo pode mudar. Quem produz no seu clube pode ter uma chance", comentou o sportinguista, que considera "um paradoxo" o facto de agora não ser chamado. Um entendimento que vai de encontro ao do ex-selecionador Yuri Semin, que defende que "tem condições para jogar no Euro 2012". "É ótimo jogador com talento, não entendo porque não foi chamado", acrescentou o técnico que o lançou no Lokomotiv.
 

sábado, 17 de março de 2012

O seu a seu dono


Foi tal a euforia que nos invadiu, após a jornada gloriosa de Manchester, que apesar de tanto ter sido dito... muito ficou por dizer.
As luzes dessa épica noite incidiram sobre alguns dos que estiveram directamente ligados aos momentos chave. Foram eles Matias e Wolfswinkel, pelos golos alcançados ou Izmailov e Patrício, pelas suas performances decisivas em momentos chave.
Nas crónicas que se sucederam ao jogo, foi unânime o elogio ao comportamento da equipa, no seu todo, tanto por parte da comunicação social como da generalidade da blogosfera e fóruns leoninos.
A crítica contundente  e arrasadora que brindou parte da época de Domingos, ou mesmo no início do legado de Sá Pinto, era extensível a quase toda a equipa. Patrício continuava a não agradar a muitos, os laterais não tinham qualidade para envergar a nossa camisola mas os centrais sempre foram os mais visados.
No meio campo Rinaudo sempre foi consensual, mas Matias tem uma legião de fãs e outra de detractores. Izmailov, de astro da companhia passou a peso morto, e não faltava quem se lamentasse por não ter sido transaccionado quando ainda tinha o joelho operacional. Elias foi por muitos apelidado de bluff e colocado no rol dos piores negócios de sempre, a par de Pongolle.  Schaars passou do betão do meio campo a plasticina mole, Carrillo irritava os mais sensíveis e Capel perdera todo o gás e aura com que chegara. Jeffren foi um erro de casting e Ricky já só marcava de penalti...ou nem isso.
As nossas crónicas nunca foram muito mordazes, mas uma ou outra vez tivemos que ceder à dor que ia na alma e criticar abertamente o desempenho de toda a estrutura ligada ao futebol. A decadência do futebol praticado e de algumas opções tomadas saltavam à evidência e não havia como mascarar essas debilidades.
Tal como a maioria, também nós temos aqueles jogadores por quem nutrimos uma especial afeição ou admiração. Em sentido inverso isso também acontece, neste blogue, noutros, nos adeptos do Sporting ou doutro qualquer clube.
No topo dos mal-amados pela generalidade dos nossos adeptos aparecem os nomes de Pereirinha, Polga, Evaldo, André Santos ou Carriço.
Curioso é que nesta eliminatória de tão boa memória, três destes "renegados" tenham dado um contributo de enorme importância.
Já tive oportunidade de criticar algumas actuações de Polga, que chegou a exibir-se a  níveis inacreditáveis, mas também o elogiei quando elevou o seu futebol à qualidade que nos habituou, quando veio para o Sporting.
Contudo, há um jogador que merece um elogio sentido e ainda não tive a oportunidade de o fazer.
Numa crónica relativa a Pereirinha, com data de 8 de Novembro de 2011 e intitulada, "A que horas passa o 25?", já tinha tido a oportunidade de referir as esperanças adiadas, a angústia por ver um jogador da formação com o chavão de eterna esperança, e onde salientava não lhe augurar grande futuro...de leão ao peito.
Já tinha feito alusão, em privado, aos bons indicadores de Pereirinha nos minutos que Sá Pinto lhe brindara, em jogos recentes. 
No entanto, este jogo de Manchester irá figurar como um dos melhores jogos no meu imaginário, quando quiser recordar alguns seus desempenhos de excepção.
Perante figuras de proa do futebol mundial, o Pereirinha tímido, com falta de sangue na guelra, com aquele sorriso quase infantil e com futebol insípido e pouco empreendedor que acostumou os sportinguistas deu lugar a um verdadeiro leão, como nunca esperei ver.
A sua postura personalizada e transfigurada irá agora sofrer um duro revés, dada a forçosa paragem a que estará sujeito.
É uma pena quebrar esta sua ascensão, pois estava a ganhar um lugar nas primeira opções a saltar do banco.
Contudo, como devemos tirar sempre algo de positivo de alguns contratempos, ficará para a posteridade a fotografia do nosso lateral de ocasião, com uma postura combativa e ainda com as marcas dessa dura batalha.
As veias saídas, o punho fechado, o seu ar de guerreiro substituíram o ar angelical e imberbe do que habituou os sportinguistas. Lamento o seu infortúnio ao mesmo tempo que desejo o rápido restabelecimento, mas também desejo que o seu regresso seja imbuído do mesmo espírito que faça acreditar que...desta vez é que é.