sexta-feira, 16 de março de 2012

Diz Insua: "Chauu city, el que sigue!!!"


Depois de passadas as fortes emoções desta noite europeia, já estou mais refeito para elaborar uma pequena crónica.
Este tempo de relaxamento foi dedicado a  esmiuçar a imprensa europeia e sul-americana, procurando as naturais alusões e destaques à nossa vitória.
Logo à partida, devo referir a unanimidade encontrada por todos na justiça da nossa passagem aos 1/4 de final da Liga Europa, ao mesmo tempo que todos consideram que houve dois momentos que podiam ter decantado a eliminatória para o lado inglês, e não se referiam ao lance de Joe Hart, no último suspiro da partida.
Dado que os olhos de um adepto por vezes pregam partidas, auxiliei-me de jornais online de Espanha, Brasil, Peru, só para citar alguns, para confirmar que existiu mesmo penalti sobre Matias, na primeira parte, e o salto para a piscina que rendeu o empate ao City devia, isso sim, ter sido punido como simulação e amarelo ao astro argentino.
Contudo, é de referir que a entrada de Renato Neto, num local e momentos bastante delicados era perfeitamente escusada mas, a história ditou que mau grado esse deslize, a noite acabaria com um final feliz.
No entanto, o primeiro destaque vai para uma primeira parte a roçar a perfeição, que reduziu o City quase à banalidade, e onde quase não se encontram adjectivos para a descrever. Os tempos de jogo, a posse de bola, a atitude personalizada e pro-activa, quando se esperaria um Manchester a querer marcar cedo por forma a encostar-nos às cordas, foram não só inesperados como quase decisivos para o sucesso na eliminatória. Convém não esquecer o reconhecido poderio ofensivo dos citizens, que despachou o Porto com uma segunda parte demolidora, onde fez 3 golos em poucos minutos. Perante estes dados, quanto mais tempo adiássemos o primeiro golo inglês mais perto estaríamos do sucesso, mas os erros arbitrais ajudaram a equilibrar os acontecimentos, quando nem Sporting nem City o mereceriam.
Neste período, é tarefa árdua realçar algum atleta, pois todos estiveram a um altíssimo nível.
Na segunda parte, como seria de esperar, o Sporting concedeu mais bola ao adversário, mas também se começou a notar um acentuado decréscimo nos índices físicos, pelo que foram lógicas as substituições de Capel e Matias, por Jeffren e Renato Neto.O espanhol já não fechava o seu flanco a preceito, e o chileno já mal conseguia acompanhar as incursões dos médios adversários. O primeiro golo inglês surgiu numa das muitas movimentações pelo centro, e na notória superioridade nessa zona do terreno. Pouco depois da saída do também esgotado Ricky por Carrillo, surgiria o referido lance que nos retirou lucidez e fez o City acreditar.
Convenhamos, nós...adeptos e, por inerência, os nossos jogadores, nascemos para sofrer. Logo, uma eliminatória sem estarmos com a respiração presa e com os cabelos a ficar brancos, no espaço de minutos, não seria normal. Assim, o árbitro mas também alguns jogadores quiseram dar alguma emoção à parte final do encontro, para ficar no imaginário dos seus sofredores adeptos.
Para terminar, devo dizer que me teria dado uma alegria redobrada se tivéssemos conseguido vencer o jogo, como é óbvio. Ninguém gosta de perder, mas o próprio evoluir do resultado evoca sentimentos díspares.
Se eventualmente estivéssemos a perder 3-0 e marcássemos dois golos, seria um orgasmo incontido. Estar a vencer por 2-0 e sofrermos 3, mesmo sendo o mesmo resultado, deixa um sabor de boca algo amargo.
Além disso, teria sido óptimo para as contas do nosso clube no ranking europeu, sem esquecer os milhões de pessoas que desejavam ardentemente por uma derrota nossa. Não foi nem de perto nem de longe pelos números que prognosticavam...pois alguns dos palpites que pude assistir roçavam o ridículo mas, teria sido ouro sobre...verde, uma vitória em terras de Sua Majestade.

Para rematar, cá vai o tweet de Insua, pouco depois de terminado o jogo.
"Felicidad enorme la que siento! Gran partido! Gran esfuerzo de todos!! Parabens muchachos, parabens Sporting! Chauu city, el que sigue!!!"