domingo, 25 de março de 2012

Sozinho em casa


O DN de hoje noticia que Bruno Paixão saiu de casa, por ordem da polícia. 
Irra, o homem não sai é da capa dos jornais....for god sake.
Depois da semana que sucedeu ao jogo do Sporting, em Barcelos, Paixão quase fez esquecer a crise, a troika ou os juros da dívida soberana.
Segundo anuncia essa publicação,o árbitro foi ameaçado, com descrição exacta das rotinas da filha de sete anos, após revelação dos dados pessoais na Net. 
Convenhamos que discordo deste tipo de actuação, porque a criança não tem culpa nenhuma. Aliás, sabe-se que os filhos não podem escolher os pais que lhes tocam em sorte.
Dado que BP deve estar, felizmente, de consciência tranquila, devia enviar a família para porto seguro e manter-se sozinho, em casa, como no célebre filme, à espera dos delinquentes.
Haveria de arranjar maneira de conseguir inclinar o campo para seu lado, e levar de vencida essa dura batalha.
Claro está que estas ameaças só coincidiram com o pós-jogo do Sporting por mera casualidade, pois sabe-se que os adeptos da esmagadora maioria dos clubes apitados por BP acham-se com motivos para "amaldiçoar" o árbitro.
A coincidência desta causa-efeito deu-se nessa semana, data em que foram publicados os dados dos 25 árbitros  e, os furiosos adeptos com mágoas antigas e recentes, fizeram questão de confirmar se os dados tornados públicos eram verdadeiros.
BP já veio desmentir a veracidade de parte da notícia, mas confirma ter sido alvo de ameaças.
Se a moda pega, as autoridades ainda terão que montar um campo de refugiados, seja com o prestável auxílio da Cruz Vermelha ou de ONG's, pois devem ser numerosas as famílias dos 25 árbitros em risco potencial.
Não será de estranhar se tiverem que pedir asilo político, ou desportivo, à embaixada da Etiópia ou do Sri Lanka, para garantir a sua segurança.
Com um pouco de sorte, ainda convidam alguns para arbitrarem nestes países!!