segunda-feira, 19 de março de 2012

Só em Portugal


E pronto. Voltámos para Portugal, país de bons costumes, de óptimas praias e clima ameno. 
Só em Portugal é que os sucessivos ataques, com medidas anti-sociais a que as classes baixa e média estão sujeitos, são encarados com resignação.
Só em Portugal é que os crimes de colarinho branco passam impunes.
Só em Portugal é que a corrupção no desporto, com provas flagrantes registadas em gravações, cai em saco roto.
Só em Portugal é que os processos em tribunal ganham caruncho, até prescreverem.
Não é só em Portugal que se passa esta pouca-vergonha a que voltámos hoje a assistir, mas ser sempre com o mesmo já mete nojo.
Só em Portugal é que toda a gente acha que um determinado árbitro é incompetente (para não entrar no campo dos ataques à sua honorabilidade) mas...como em todos os exemplos anteriores, encolhe-se os ombros e mostramos ao mundo que somos o povo mais conformado que existe.
Até a comunicação social é unânime em considerar este sujeito inapto para a função mas, invariavelmente, chegam à conclusão que...foi mais uma arbitragem "à Paixão"!!. 
Só neste país é que os incompetentes são pagos principescamente, e ainda prejudicam e gozam com quem lhes paga parte do chorudo part-time.
Não tenho vontade de comentar o jogo porque, logo à partida, não se pode analisar algo que foi condicionado em largos períodos do seu tempo útil.
A verdade desportiva deste campeonato, ao que ao Sporting diz respeito, foi aldrabada desde o primeiro jogo. Não há Liga da Verdade que reponha pontos ou que nos diga o rumo que tomaria um jogo deste calibre.
Os jogos duram 90 minutos, e também não vou estar a alimentar falsidades, dizendo que durante 15, 20 ou 30 minutos não jogámos ao nosso nível. Os jogos duram 90 e é no somatório desse tempo que temos de ser melhores. Fomos melhores durante grande parte do jogo, mesmo com 10, e não fomos os 90 porque há 11+3  do outro lado que fazem pela vida. 
Tinha feito duas pequenas crónicas de antevisão a este jogo, e só tenho pena que ninguém tivesse respondido ao desafio que lancei, para saber com quantos jogadores acabávamos. Bruno Paixão esteve quase ao seu nível, mas penso que ainda conseguiu elevar os parâmetros da sua sui-generis forma de inclinar um campo.
É lamentável que, uma vez mais, o futebol passe para 2º plano mas, pior ainda, que este fulano continue, sine die, a pavonear-se pelos campos com  um sorriso sarcástico, a provocar e a gozar com o nosso clube.