terça-feira, 6 de março de 2012

Sporting vs Manche$ter


O jornal O Jogo faz hoje uma interessante comparação entre o poderio económico do Sporting e do Manchester City.
A edição online do diário desportivo diz o seguinte.

"As diferenças entre Manchester City e o Sporting são evidentes, mas podem ser quantificadas, de forma a ilustrar o grau de dificuldade que aguarda o Sporting nesta primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa. Os ingleses pagaram - e pagam - muito para poderem contar com alguns dos nomes mais sonantes do futebol mundial, mas vivem numa dimensão que, financeiramente, nada tem a ver com a realidade do Sporting e do mercado português. Para que se perceba a diferença, os custos com o pessoal - leia-se, salários de jogadores -, são quase quatro vezes superiores no adversário dos verdes e brancos - M€ 170, face aos M€ 29,7 dos leões, de acordo com os relatórios relativos à época de 2010/11 e, segundo avaliações independentes, o valor acumulado dos jogadores de cada plantel acentua a diferença. O de Roberto Mancini vale mais do triplo daquele que Ricardo Sá Pinto irá orientar: M€ 467, contra os M€ 136 que representam a avaliação dos ativos de Alvalade.
Aliás, bastam apenas os valores relativos das três maiores estrelas dos milionários britânicos para quase cobrir a avaliação de todo o plantel do Sporting: juntos, Kun Aguero (M€ 47), David Silva (M€ 46) e Yaya Touré (M€ 35) valem 128 milhões de euros.
Claro que a diferença também se estende à capacidade de gerar receitas - 170 milhões em proveitos operacionais do City em 2010/11, face aos 29,7 milhões do Sporting em idêntico período -, ou à taxa de ocupação dos lugares do estádio em jogos do campeonato: 99 por cento para os ingleses e 63,4 por cento para a formação lusa. Só a dimensão de cada recinto reduz a diferença nas assistências médias na principal competição doméstica: 33 007 adeptos, em média, em Alvalade, em 2011/12, enquanto o rival de turno alberga 47 042 no seu estádio, que tem uma lotação máxima de 47 426 em jogos domésticos."

Ao olharmos para estes dados comparativos, a sensação de pequenez, ou de grandeza relativa, adensa-se. Já lá vão os tempos em que os adeptos sentiam no Sporting capacidade para ombrear com qualquer adversário. No entanto, é sabido que os orçamentos não ganham campeonatos, nem tão pouco troféus, a menos que instituam a taça ao melhor orçamento.
O Braga, ultimamente, tem-se infiltrado na luta pelos primeiros lugares, e é conhecida a diferença abismal para os seus concorrentes directos. Mas, se quisermos fazer a analogia relativamente a uma eliminatória, ou a um só jogo, basta pensar na Académica, que eliminou o inalcansável Porto ou, porque não, pensar no orçamento de 2M€ do Setúbal que envergonhou os referidos milhões do Sporting.
Sabemos que algumas das figuras do City não deixam o estatuto em casa, e por isso comandam o campeonato inglês, bem como praticam um futebol de primeira água mas, quem sabe, na próxima 5ª feira os ares do Sado não tenham refrescado a memória aos nossos jogadores e também tenham uma atitude guerreira. Se o árbitro espanhol nomeado para o jogo, Carlos Velasco Carballo, tiver o critério largo da Gralha de Setúbal, então...who knows??!!
A parada de estrelas que desfilará por Alvalade aguça o apetite, mas não será suficiente para, sequer, compor a casa. É que numa rápida incursão pela venda de bilhetes, o panorama é desolador. Neste momento, pensar em meia casa já só está ao alcance dos mais optimistas. Pode ser que, entretanto, o sentimento de frustração e desânimo decorrente de uma época decepcionante, e do mais recente desaire de Setúbal, se diluam no tempo e que seja possível conferir a Alvalade o colorido e ambiente que este jogo merece.