domingo, 11 de março de 2012

Regresso ao passado em Alvalade


Depois de uma série de resultados positivos, se exceptuarmos a derrota em Setúbal, mas onde a escassez de golos era preocupante, eis que o Sporting volta  a encantar, e a golear.
Se nos últimos 7 jogos tínhamos marcado 6 golos,  nesta jornada a equipa não só faz as pazes com os golos como nos afasta quase em definitivo do fantasma do 6º lugar.
Num jogo a roçar o brilhantismo, nalgumas facetas do jogo, saltam à evidência alguns pormenores que fazem toda a diferença e que podem sustentar alguma esperança neste grupo.
Logo à partida, de referir alguns regressos. O regresso de Wolfswinkel aos golos, de bola corrida, largos meses depois. O regresso de Jeffren aos relvados e, melhor ainda, aos golos. O regresso do "Cocktail Izmailov", desta vez de penalti. Também Matias marcou um penalti...em movimento, fuzilando um Nilson que evitou mais um par de golos feitos. O regresso dos olés a Alvalade, da alegria esfuziante, da crença quase ilimitada. O regresso de André Martins a um meio campo que, por vezes, sente falta de criativos e de quem pense o jogo ofensivo. O regresso de Evaldo, quase sem oscilações no nível exibicional defensivo.
De realçar também que este foi o 5º jogo consecutivo sem sofrer golos, em Alvalade. Desde a fatídica derrota com o Gil Vicente para a Taça da Liga, a 4 de Fevereiro, que não voltámos a ter a amarga sensação de ver a bola entrar na nossa baliza. Este é um parâmetro de enorme importância, que esperemos que em breve se estenda aos jogos fora de casa, de modo a tornar a equipa cada vez mais equilibrada no seu desempenho.
Tal como no jogo de 5ª feira, é quase injusto estar a fazer grandes destaques, mesmo que tenha ficado com algumas exibições na retina, e com a satisfação adicional de uma ou outra em particular, pelo seu significado emocional.
No entanto, vou isso sim vincar a equipa, como um todo, porque com exibições como as de hoje todos têm a ganhar e saem duplamente valorizados. 
Agora, toca a disfrutar desta barrigada de golos por mais umas horas e, terminada a digestão, começar a apontar baterias para o jogo mais importante, até ao próximo.
Teremos no país uns milhões com o coração na mão, e uns quantos mais a rezar para que o pior nos aconteça.  
Espero bem que esta equipa ressuscitada nos renove a fé.