quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O chumaço não engana


Segundo noticia o JN, dois dos adeptos do Sporting detidos no decorrer do dérbi de Sábado, foram julgados esta quarta-feira de manhã, e a sentença é conhecida nos dias 12 e 13. Deverão fazer trabalho comunitário e poderão ficar interditos de entrar em recintos desportivos.
Ivo Costa, estudante de 18 anos, foi o primeiro  a ser ouvido, pela posse de um petardo que estava escondido na sapatilha do pé direito.Este pormenor deve ser importante, pelo que se pode deduzir que se a sapatilha fosse a do pé esquerdo talvez a pena fosse diferente.
Este membro da Juve Leo irá contar com o regime especial aplicado a jovens e irá resultar em realização de trabalho comunitário e a eventual interdição de acesso a recintos desportivos.
Outro dos adeptos leoninos detido no decorrer do escaldante Benfica Sporting, um estudante guineense membro da claque  Directivo Ultras XXI, incorre numa pena de dois a oito anos de prisão pois entrou com um petardo no interior das calças. 
Vindo de um guineense, não é de admirar, pois é sobejamente conhecido o facto de ostentarem artefactos no interior das calças. Este facto vem glorificar, ainda mais, este mito urbano.
No entanto, pelo facto de ter confessado integralmente os actos e de ter mostrado arrependimento, Deolásio Nogueira deverá ser condenado a pena suspensa e ficar interdito de aceder a recintos desportivos.
No entanto, supondo que este castigo venha a ser confirmado, parece-me que no próximo jogo já poderão aceder a Alvalade, a exemplo de um célebre adepto sujeito a semelhante pena (1 ano de interdição) e que, passado dias, já era captado pelas televisões com o seu traje habitual.
Estes, ao menos, deverão estar à civil e passarão mais despercebidos...se o petardo não os denunciar.

Ricardo, coração de dragão


Hoje, não poderá deixar de ser destaque na blogosfera leonina, o facto de Ricardinho fazer capa do Record, como possível reforço para o Futsal do Sporting.
É sabida e notória a lacuna que o plantel apresenta desde a saída de Divanei. Esta possibilidade, que até ver não passa disso mesmo, seria um acréscimo de qualidade, mesmo que as características de ambos os jogadores sejam diferentes. Ambos são alas, mas Divanei é mais jogador de equipa, tem mais capacidade defensiva, os dois têm capacidade goleadora, mas Ricardinho poderia criar (ainda) mais oportunidades de concretização, graças à sua espontaneidade.
Resta saber se o Benfica estará na disposição de facilitar este regresso a Portugal pois, como é sabido, tem direito de opção e não gostaria de ver o seu principal rival reforçar-se, com o seu consentimento, para chegar aos seus objectivos.
Com certeza haverá alguns adeptos leoninos que não verão com bons olhos esta possibilidade, pois são preconceituosos relativamente a atletas que já vestiram determinadas camisolas.
É que esta possibilidade (temos que a continuar a considerar simplesmente assim) poderá fazer muitos manifestar-se como quando, por exemplo, João Pereira se tornou jogador da nossa equipa de futebol profissional. Muitos houve que se revoltaram, pelo passado do jogador, relativamente ao seu comportamento e formação desportiva.
Pela minha parte, se esta aquisição dependesse de mim, daria a minha anuência imediata.
Curioso é verificar que, o caminho que esta possibilidade abre é inédita na nossa secção. Enquanto a consolidação da secção de Futsal do Benfica foi feita à custa de ex-atletas nossos, e para isso podemos recordar nomes como João Marçal, Gonçalo Alves, Bebé, Costinha, Zé Carlos, Vitinha, Drula ou Davi, já no sentido inverso não temos um único atleta que tenha vestido a camisola dos rivais.
Geralmente costumo dizer que não me importa quem nos representa, pois estou mais preocupado com o sucesso da nossa equipa e só me interessa que, quem vista aquela camisola, a honre.
Faço, contudo, uma "honrosa" excepção a atletas que, tendo sido formados no clube, maltrataram mais as nossas cores que muitos que usaram outros símbolos ao peito. Refiro-me a atletas do calibre de Moutinho ou Simão, que envergonham quem os idolatrou.
Ricardinho é portista de coração, benfiquista por habituação, e espero que venha a ser sportinguista campeão.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Promoções de Natal


O jornal O jogo faz hoje eco da curiosidade do Sporting ter 26 M € na enfermaria. 
Segundo a referida publicação, os agentes FIFA Jorge Miguel Brandão, Jaime Costa e Adriano Fernandes fizeram a sua avaliação particular dos cinco jogadores em questão: Alberto Rodriguez, Fito Rinaudo, Matías Fernández, Izmailov e Jeffrén, e chegaram a um valor de mercado entre os 22 e os 30 milhões de euros.
Sempre me fez confusão as negociatas em que o Sporting esteve envolvido, subavaliando os seus activos de uma forma assustadora. Também os adeptos ajudam à festa, e lançam foguetes a cada venda tresloucada.
Transaccionar Moutinho por 11 milhões,Veloso por 9 milhões, Djaló por 4,5 milhões, Deivid por 4,5 milhões e Custódio por 1,8 milhões ou....noutro pacote, vender Ronaldo por 17 milhões, Quaresma por 8 milhões, Liedson por 2,1 milhões e Figo por 2 milhões dá, cada pacote made in Sporting, um valor a rondar os 30 milhões de euros.
Com isto, podemos então dizer que com o pacote 1 podíamos trazer Pepe, que foi comprado ao Porto por 30 milhões ou, pelo mesmo valor, com o pacote 2 podíamos ir buscar Ricardo Carvalho, um defesa impingido aos ingleses.
Quem diz estes, poderá também dizer qualquer outro da loja dos 30 milhões (Coentrão,  Anderson...) ou até os craques Paulo Ferreira e Bosingwa, que custaram mais que Nani.
Claro está que teríamos que fazer uma quermesse se quiséssemos adquirir Falcão, pois esse já anda na casa dos 40 M€.
Não sei se estes nossos jogadores estão desvalorizados pelas lesões ou se são as promoções de Natal, mas vamos esperar que, lá mais para o Verão, já haja uma percepção mais racional do valor das nossas jóias. Poderá também ser sinal que os resultados fizeram subir a cotação dos jogadores.


O duro


Schaars diz hoje, em entrevista, que "... admite estar a viver “uma boa adaptação a um futebol diferente”, reconhecendo algum incómodo com uma imagem de “duro” que começa a persegui-lo. “Não sou duro, mas a verdade é que já vi 5 amarelos e não estava habituado a isso. É, seguramente, por diferente hábito dos árbitros em relação à forma como gosto de jogar. ”

Pois é, amigo Schaars, tens que te habituar a essa rotina, e não é certamente pela forma de jogar. Que o digam Elias, Carrillo ou Carriço, que não foi por dureza que foram amarelados no último jogo.
Espero que te tornes maduro, e percebas quem são os duros.
Comparar Schaars a Javi ou Fernando já não seria justo, porque o holandês nem sequer é médio defensivo, mas estes dois jogadores rivais figuram, respectivamente, no lugar 45º e 136º , enquanto Schaars é o 7º jogador em termos disciplinares.
Aliás, nessa lista, não aparece nenhum jogador encarnado nos 40 primeiros, pelo que percebemos logo de que lado estão os duros.
É óbvio que as equipas mais representadas são as da parte baixa da tabela classificativa, mais vocacionadas para defender ...e o Sporting.
Rinaudo deve estar blindado no departamento médico, pois se calha passar algum árbitro por lá, certamente não escaparia a mais algum cartão...nem que fosse o da ADSE.



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O porco

Esta crónica já tem 4 dias, mas é sempre curioso ler algumas ...opiniões que se escrevem.
Assim, partilho com os leitores do blog esta crónica com a chancela do Record.
"Este ano calhou ter ido a Alvalade para a apresentação do Sporting.
Por apenas 35 euros pude ver o Sporting ser goleado e um leão branco chamado "Sonho", originário do circo Vítor Hugo Cardinal, ser apresentado como grande atração.
O leão entrou em campo dentro de uma jaula e esta foi puxada por um trator.
O leão, tal como a equipa leonina, esteve muito passivo e o único rugido que se ouviu foi produzido pela instalação sonora.
De então para cá, o sonho virou pesadelo e agora volta a ser sonho. Os sportinguistas acreditam.
Mas também estão indignados. Não gostam de ser colocados numa "jaula" de fibra de vidro no Estádio da Luz, onde voa a nova águia Vitória.
Não percebo a revolta leonina.
Quem passeia no seu estádio um leão dentro de uma jaula não pode deixar-se surpreender.
A não ser que, claro, antes do apito inicial do clássico que também é dérbi apareça por aí um porco a andar de bicicleta.
Estamos a caminho do Natal e se assim for também não será propriamente uma surpresa.
Falta apenas saber o nome do porco."

                                Eugénio Queirós

O facto do nome do autor da crónica estar por debaixo do nome do porco é pura coincidência!!

O bicho da fruta


Têm sido pródigos os episódios de jogadores com ligação ao Sporting a proclamar publicamente a sua paixão por outro clube.
O mais recente caso deu-se com Arilton Ebo, jogador de ascendência guineense, ainda com idade de iniciado e que o Sporting foi buscar para esta época ao Real Massamá.




Depois de Rúben Semedo ter utilizado o Facebook para anunciar a sua paixão, mais este caso dá a entender que o trabalho na Academia está a desvalorizar certos comportamentos.
Já eram do conhecimento público algumas atitudes semelhantes, como por exemplo a de um ex-jogador que tinha o cachecol dos rivais da 2ª circular pendurado no quarto da Academia, ou a de Paulo Sérgio que, segundo ele próprio conta, a primeira coisa que fazia quando chegava ao balneário, era perguntar o resultado do Benfica. Diz também que os dirigentes não se chateavam, porque sabiam por quem o coração dele batia.
Claro está que toda a gente tem direito a gostar de quem bem entender, mas quando se representa uma instituição com o peso do Sporting, certas atitudes são condenáveis e penso que deveria haver (se é que não existe) um regulamento interno que precavesse estas situações.
Se o Sporting tem interesse nos jogadores, estes têm MUITO mais interesse em representá-lo pois, como o próprio Arilton diz " quis o Sporting porque é a que tem melhor formação". Então, se quer lá estar, tem que respeitar quem o promove enquanto jogador (já que não o faz enquanto homem).
Curioso é que não me lembro de UM único jogador, enquanto atleta de Porto ou Benfica, a anunciar a sua paixão pelo Sporting, e não tenho a mínima dúvida que existem ( e não serão tão poucos quanto isso).
O último jogo europeu do Benfica foi paradigmático. O único jogador português em campo era Nani, na equipa do Man.United. O Porto actual não tem sequer um jogador da sua formação, no plantel principal. No entanto, e mesmo tendo em atenção o facto de sermos (por razões estruturais) a equipa que mais aposta na formação, deixo o desafio de procurarem nos plantéis das equipas juniores do Sporting, desde a implementação da Academia até hoje, atletas que tenham singrado com as nossas cores. É claro que a triagem é óbvia, e uma minoria chega a sénior no Sporting. Quero com isto dizer que, se abdicarmos de uma "maçã podre", talvez não tenhamos tanto assim a perder, pois o mais certo é que o próprio se perca, no percurso natural até sénior.
Do ano de Nani, Moutinho e Djaló alguém se lembra de Mário Felgueiras, Sabino, Jorge Teixeira, Paulo Renato, Tiago Pires, Fernando Ferreira, Riera, Tomané, Bruninho...entre outros?
Desta mais recente, dos quais chegaram e permanecem Patrício, Carriço ou André Santos, eclipsaram-se David Santos, Jorge Abreu, Marco Lança, André Pires, Pupo, Alison, Cacito, Vivaldo...e mais uma dúzia de nomes.
O Sporting tem que saber fazer-se respeitar, e não esperar que o tempo faça a selecção. A probabilidade de errar é muito baixa.

domingo, 27 de novembro de 2011

Orelhas a arder


Depois de uma semana de preparativos para o derbi espera-nos , no mínimo, outra semana de rescaldo do apaixonante duelo.
Desta vez, o Sporting-Benfica jogou-se com muito mais enfoque fora, do que dentro do terreno de jogo, por força das inúmeras tentativas de mexer com as emoções que este transmite.
Cada lado da barricada analisará e tirará as conclusões que lhe são mais próximas, mas penso que do nosso lado não restarão dúvidas em relação a muitas matérias.
Claro está que estas estarão sujeitas a diversas tendências e pontos de vista, dependentes da sensibilidade e conhecimento de cada um, mas gostaria de enfatizar alguns pontos.
A questão da já famosa gaiola de segurança, e os problemas que daí advieram, criaram uma cisão entre direcções que se diziam em sintonia ou, se quiserem, de harmonia institucional.
Porém, não me recordo de nenhum benefício que se tenha retirado, deste ou outro qualquer pacto ou cumplicidade com os outros chamados grandes. Nos últimos anos temos andado a reboque de um ou outro clube, mas acredito que o nosso verdadeiro caminho é o de trilhar o nosso próprio futuro.
Já tivemos anos de paz (podre) com o Porto, mas em que os resultados práticos foram a continuação da política expansionista dos portistas, tantas vezes a expensas nossas,  um aliado envergonhado, enfraquecido e esperançado em arrecadar algum dividendo. As raras aproximações ao rival de Lisboa também tiveram o mesmo fim, pois quando palmilhamos o caminho do sucesso, passamos de aliados a potenciais inimigos.
Porto e Benfica também coabitam sem ter relações institucionais porque ambos querem o poder, e porque a zona de interesse é comum... e esse poleiro só dá para um.
Penso que o jogo deste fim-de-semana serviu para clarificar, uma vez mais, que tudo é permitido para alcançar o sucesso, nem que para isso se tenha de enfraquecer ou arrefecer as alianças.
Não estive na controversa gaiola, mas desde já condeno as cenas que deram por encerrado o derbi. Acredito também nas declarações de Paulo Pereira Cristovão (pois ele esteve lá, ao contrário de muitos que comentam, no conforto dos seus postos) ao afirmar que as condições eram pré-históricas e sub-humanas. Pagar 22 euros para não aceder a alguns dos serviços básicos, para lá de deficientes condições de conforto e visibilidade, deveria dar direito a serem ressarcidos pelo clube da Luz. 
Convém também recordar que alguns dos adeptos sportinguistas chegaram aos seus lugares (para o caso de existirem) próximo do intervalo, o que denota que também a entrada dos apoiantes leoninos foi rodeada de incidentes. Resta saber se foram ou não intencionados, por forma a reduzir o já enfraquecido apoio previsto. Foi enfraquecido (com total legitimidade) pelo número de apoiantes a quem foi permitida a entrada  mas também nas condições e localização onde foram instalados, longe do campo e das câmaras de tv, o que acabou por conferir uma única cor a um espectáculo que deveria ser multicolor.
Até alguns comentadores que não podem ser conotados com o Sporting referiram a pouca sensibilidade (ou premeditação) de tal medida, mas nada disto, repito, justifica que tivéssemos dado ainda mais motivos para transformar o "réu" em vítima.
A escalada verbal era inevitável e, perante as acusações do Sporting, um dos assalariados do Benfica aprestou-se a fazer a defesa da honra, mas com evitáveis alusões ao fosso de Alvalade. É que isto de brincar com o que poderia ter sido uma tragédia está a tornar-se moda, para aqueles lados. Não se ter referido, em tom jocoso, ao very-light que matou um adepto sportinguista  já terá sido uma vitória.
Ao Sporting não interessa descer a este nível (mesmo que já tenha entrado no jogo) porque o Benfica está nas suas sete quintas, no que se refere a contra-informação, jogos de bastidores e comunicados.
O clube da Luz leva anos de avanço em relação ao Sporting, pois para lá dos frequentes conflitos com o Porto na troca de insultos, também no terreno optaram por atitudes mais frequentes a Norte, de que os célebres problemas no túnel, o apagão ou o súbito episódio do sistema de rega são exemplo e inovação. Por tudo isto, temos muito a aprender, ou talvez não, pois não quero ver o Sporting associado a este tipo de actos.

Resta saber o que a direcção do Sporting fará com todo este dossier mas, numa primeira abordagem, Paulo P. Cristóvão negou que estivesse em causa qualquer represália para a visita do Benfica a Alvalade, porque o Sporting se rege por normas diferentes, e tem por hábito saber bem receber.
Até esse encontro muita água passará por baixo da ponte, e sabemos como no futebol rapidamente se passa do 8 ao 80.
Para bem do futebol era bom que este episódio, assim como todas as réplicas associadas, rapidamente caíssem no esquecimento mas...os adeptos não sofrem da amnésia, conveniência ou alianças estratégicas pródigas nas direcções dos clubes.
Acredito que o ambiente em torno do próximo derbi será tão ou mais quentinho que este, mas espero que a tendência seja para a saudável rivalidade, que fazem deste o maior dos duelos históricos do nosso futebol.


Resultados da formação - SPORTING


Futebol  
Futebol 7- Campeonato Distrital  (Sub 9)             
Linda-a-Velha 1   SPORTING  13 

Futebol 7- Campeonato Distrital  (Sub 10)             
Linda-a-Velha 0  SPORTING 10
SPORTING  2  SL Olivais  1

Futebol 7- Campeonato Distrital  (Sub 12)             
SPORTING  Fonte Grada 3 
Futebol -Campeonato Distrital  (Sub 13)
SPORTING  Estoril  0


Futebol - Campeonato Distrital(Sub 14)
Benfica  2  SPORTING C  1

Futebol - Campeonato Distrital  (Sub 15)
Real B  0 SPORTING sub14 5  

Futebol - Campeonato Distrital  (Sub 17)
SPORTING sub16  Sacavenense 1   


 Futebol - Campeonato Nacional Juniores C (Sub 15)

SPORTING Oeiras  0 



 Futebol - Campeonato Nacional Juniores B (Sub 17)
SPORTING U.Leiria 0

 Futebol - Campeonato Nacional Juniores A (Sub 19)
Sanjoanense 1  SPORTING


Futsal
Futsal - Campeonato Distrital Juniores A
 SPORTING  11  Quinta dos Lombos 1 

Futsal - Campeonato Distrital Juniores B
ACO  SPORTING   8   

Futsal - Campeonato Distrital Juniores C
Leões Porto Salvo 2  SPORTING  10

Futsal - Campeonato Distrital 2ª divisão Juniores D
SPORTING  12  PSAAC 0



Hóquei em Patins


Campeonato Distrital (juvenis) 
SPORTING  2  HC Sintra 0

Campeonato Distrital- 2ª fase (Juniores)
BenficaSPORTING  2  




Andebol


Campeonato Nacional (Iniciados)
SPORTING  33  G A Portalegre 30

Campeonato Nacional (juvenis) 
SPORTING  24  Lagoa AC  21   

Challenge Cup - Andebol

O dia de ontem direccionou as paixões para o futebol, mas outras secções disputaram jogos relevantes e de acrescida dificuldade.
Foi o caso do Andebol, que se deslocou à Turquia para defrontar o Trabzonspor para a 3ª eliminatória da Challenge Cup, competição que conquistámos na época 2009/2010. Na temporada passada defendíamos o título de campeão, mas somente passámos a mesma 3ª eliminatória que está nesta fase em disputa.
Com um depauperado plantel, dispusemos somente de 10 jogadores ( 8 jogadores de campo) para o encontro, e tal facto ter-se-à feito ressentir na habitual postura defensiva da equipa, pois não é muito normal sofrerem 29 golos, para mais de uma equipa sem palmarés.
Ao intervalo, inclusivamente, o resultado era desfavorável (15-12) mas a 2ª parte veio repor, mesmo com todas as condicionantes, o nosso papel de favorito, e tornar a recepção aos turcos menos problemática.
Esperemos que no próximo Sábado a equipa tenha o apoio que merece, por forma a ultrapassar este obstáculo e seguir para os 1/8 de final da competição.

A erva é sempre mais verde do outro lado do monte


Tal como era previsível, tal como tinha prognosticado, aconteceu um dos três resultados possíveis. 
Estranho, verdade?
Não que esse resultado seja condizente com o que se passou em campo mas, nem sempre ganha a equipa que melhor joga.
Claro que dói um pouco assistir e analisar um jogo que perdemos ingloriamente, mas pior seria se perdêssemos e tivéssemos ficado com uma sensação de vazio.
Jorge Jesus veio, uma vez mais, vangloriar-se das qualidades intrínsecas da sua equipa, do futebol praticado e de um sem-fim de predicados. Então, por esta ordem de ideias devemos estar eufóricos, pois perante um adversário de tal valia,  sermos superiores em todos os capítulos do jogo, deverá fazer aumentar ainda mais os nossos índices de confiança.
O jogo começou, ao contrário do que prognosticara o treinador encarnado, quase com um só sentido, e a primeira ocasião de golo viria mesmo a pertencer-nos, com um bom remate de cabeça de Wolsfwinkel.
É que mesmo contra 11, o Sporting foi quase sempre superior.
Poucos minutos depois, na cobrança de um canto, Gaitán tem um espectacular remate ao poste para, ainda com os ecos dessa oportunidade a soar, Schaars também estar perto de inaugurar o marcador. Numa fase morna e de domínio repartido, viria a ser o Benfica a fazer o único golo do jogo, à imagem da primeira ocasião que desfrutaram e ...de outros anos, fruto de um pontapé de canto.
Foi o canto do cisne...para o Sporting.
Para piorar o cenário, Matias tinha-se lesionado, que perante o actual contexto toma proporções acrescidas. Carrillo, supostamente na forja para massacrar a defesa encarnada quando esta estivesse mais debilitada, teve que antecipar a sua entrada, e alterou radicalmente os planos de Domingos, pois também limitou drasticamente  as variantes tácticas para o segundo tempo.
A 2ª parte voltou a proporcionar boas ocasiões para o Sporting, a mais evidente um remate de Elias que chegou a dar a sensação de golo, após boa recuperação de bola de Wolfswinkel, para lá de uma outra do médio brasileiro, de cabeça, a corresponder a cruzamento de Carrillo.
Curiosamente, foi no período posterior à expulsão de Cardozo, e à troca de Carriço por André Santos, que o Sporting, estranhamente, deixou de se aproximar com perigo à área do Benfica.
Essa readaptação táctica demorou uma eternidade a acontecer,  e só nos últimos minutos se tornou asfixiante a pressão leonina, com mais umas oportunidades para dar justiça ao resultado, interrompida por uma ocasião de Rodrigo que ainda conferiria um resultado mais enganador.
Tal não foi possível, mas ficou vincada a capacidade de uma equipa em construção, depauperada das suas unidades mais influentes, no terreno da equipa que se pode gabar de ainda não ter perdido em competições oficiais, e treinada pelo rei da táctica.
Penso que devemos estar orgulhosos da postura e exibição conseguidas.
Quanto à sempre ambígua questão da arbitragem,  começou praticamente com uma decisão inacreditável de João Capela, que talvez na intenção de segurar o jogo a nível disciplinar,  fê-lo da maneira mais injusta possível, ao punir um corte limpo de Elias com cartão amarelo. Mérito para Garay, que cedo aprendeu a mergulhar na piscina da Luz, talvez fruto de excelentes professores de saltos. Aliás, foi recorrente o recurso a esse estratagema, em que João Capela foi caindo sucessivamente, até meio da segunda parte, em que finalmente deixou de sancionar os mergulhos sucessivos de Rodrigo, Aimar, Gaitán & Cª.
Carriço também sofreu do excesso de zelo, ao ser admoestado após um corte limpo sobre o maior piscineiro que há memória, e Carrillo também foi amarelado por empurrar uma bola para fora...mas Jesus só se refere ao lance de Cardozo para ilustrar o prejuízo que a sua equipa sofreu. 
Também no capitulo dos fora-de-jogo fomos prejudicados, felizmente sem incidências de maior. É que Elias e Capel fizeram justiça, ao falhar claras ocasiões de golo. Teria sido um grande problema se alguma dessas ocasiões entrasse, pois foram indevidamente anuladas pelo fiscal de linha que acompanhou o ataque do Sporting na 2ª parte.
É por demais evidente o jogo de bastidores contra o Sporting , tendo Jesus aproveitado a flash interview para realçar os jogos que o Sporting tem jogado contra equipas em inferioridade. Denota alguma preocupação, mas eles sabem que uma mentira reiterada e repetida, talvez alcance os seus propósitos.
Basta ver os comentários de adeptos à saída do estádio, para percebermos como se faz passar essa mentira de boca em boca.
A verdade é que, após o tal jogo de P.Ferreira que os adversários advogam como ponto de viragem (para mal dos seus pecados) o Sporting "beneficiou" justamente, de uma expulsão no jogo com o Rio Ave...na 5ª jornada,  voltou a acontecer à 9ª jornada, contra o Feirense e na 10ª o jogador do Leiria é expulso ao minuto 92. Pelo meio ficámos sem Rinaudo em Guimarães, em mais uma apreciação descabida.
Domingos, mesmo perante a derrota, soube ou quis retirar protagonismo ao trio de arbitragem. Jesus, fruto da sua personalidade controversa, ou a mando de neurónios mais habilitados, preferiu destacar as pretensas ajudas que o Sporting está a usufruir
Querem fazer crer que há modelos a seguir, há quem se deixe iludir e acredite que a erva do outro lado do monte é mais verde, mas a verdade ficou patente do derbi.
Para a história fica o resultado, imune a pormenores ou a vencedores morais, mas a história deste campeonato ainda tem muitas linhas para ser escrita.

sábado, 26 de novembro de 2011

Vitória no coração....tripla na razão


Será normal, nas horas que antecedem o importante jogo de hoje, que nos debrucemos sobre as variáveis do encontro...sobre as apostas tácticas, as qualidades individuais e colectivas ou a capacidade decisória do juiz da partida.
Apesar destes serem os ingredientes principais... o aperitivo para o jogo, penso que devemos também reflectir sobre as consequências que o mesmo acarretará.
Se é verdade que, pelos mais diversos motivos, se trata de um jogo muito importante, como diz Domingos, este nada decidirá.
É que convém recordar e reforçar que ainda só decorreu um terço do campeonato, e não devemos entrar em euforias nem em depressão, qualquer que seja o resultado, e os adeptos rapidamente passam de um a outro estado, consoante os resultados, às vezes dentro do próprio jogo.
Há jogos transcendentes, mas este de hoje poderá nem dar a liderança do campeonato, pois está dependente do resultado de um....ou dois outros candidatos.
Assim, a vitória poderá não só permitir ultrapassar o adversário de hoje como, definitivamente, reforçar os níveis de confiança da equipa e dos adeptos mais desconfiados.
O empate poderá ser uma meia vitória. Continuar à distância desse rival de um mero " tiro" , com a aparente vantagem de ainda ter de o receber em Alvalade, não deixará de ser considerado um resultado positivo, mesmo que não passe pela cabeça de nenhum adepto outro resultado que não a vitória.
Domingos sabe, e todos o deveríamos saber, que a derrota também pode acontecer, mas esse académico e indesejável resultado  não poderá abalar a estrutura nem o apoio que a equipa tanto necessita.
O rival sairá duplamente revitalizado, caso a vitória lhe sorria, mas tal como em caso de empate, uma simples vitória em casa perante este adversário, colocará de novo a diferença em valores residuais.
Sabe-se que nestes derbis o orgulho pode sair reforçado ou ferido, pois este jogo mexe com o adepto sportinguista (e benfiquista, mesmo que alguns o reneguem) como nenhum outro.
Espero que todos nós tenhamos um sorriso estampado no rosto, ao deitar, mas convém interiorizar que esta não é nenhuma final,mas sim mais um jogo do campeonato nacional. A acontecer, pode doer um pouco mais que a derrota com o Marítimo, mas o campeonato da 2ª Circular deve dar lugar a objectivos bem mais ambiciosos.
Que o Sporting vença é o único resultado que o meu coração manda, e espero que tenha razão.

Benfica 1 SPORTING 2


Disputou-se nesta manhã de Sábado, o jogo referente à segunda fase do campeonato regional de Hóquei em Patins, em Juniores.
O Sporting deslocou-se ao Pavilhão Império Bonança derrotar a equipa da casa por 2-1, mantendo-se na liderança (repartida) da competição.
Que seja um bom augúrio.

                                            Foto Facebook

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mais uma baixa


Está confirmado. Godinho Lopes não recuperou a tempo do embate de Sábado.
A vontade em apoiar a equipa era imensa, mas o "departamento médico" desaconselhou a sua presença.
Apesar de um começo pautado pelo signo da desconfiança por parte dos adeptos, o certo é que tem ganho a pulso o crédito actual, e foi com tristeza que foi acolhida a sua indisponibilidade para o jogo.
Serão muitas as ausências, se a esta juntarmos a de Rodriguez, as dos titulares Izmalilov, Rinaudo e Jeffrén e as de 6.000 adeptos
Afinal, parece que a provável ausência de Luisão equilibrará a balança, para estas pequenas lacunas.

Mirones

Ricky van Wolfswinkel  vai ser observado no jogo do próximo Sábado.
Será observado por 60.000 mil pessoas no estádio, mais uns milhões por esse mundo fora, graças à transmissão televisiva.
Ah...dizem os jornais que também estarão creditados observadores dos maiores emblemas europeus, atentos às performances do holandês.
Espero que, a partir de Domingo, os media deixem o plantel do Sporting em paz.
Espero também que, a partir de Domingo, esse propalado interesse se torne real, fruto de uma grande exibição do avançado leonino.

Nem tudo o que Luz é ouro


Não é que faça muita diferença ao sentimento dos sportinguistas, pois as desculpas não se pedem, antes... evitam-se.
No entanto, como o blog do Núcleo é mais justo que certas palavras, acha por bem reproduzir as declarações do Pantera Negra, que hoje se podem encontrar no jornal "A Bola".

«Joguei no Benfica de 1960 a 1975 e o clube a quem queria sempre ganhar, mais do que a qualquer outro, era ao Sporting, o nosso rival histórico. Por isso, quando digo que não gosto do Sporting é só porque sentia em relação aos nossos rivais uma sede de triunfar especial. Ora, isso é respeito. E eu, que tenho tantos amigos sportinguistas, sempre tive o maior respeito por esse clube. O que não quer dizer que não lhes quisesse ganhar de forma especial. Porque os jogos entre Benfica e Sporting são, de facto, especiais.»


Diz ele que foi mal interpretado pelos adeptos do Sporting, ao proferir (vezes sem conta) que não gosta do Sporting. Eu até iria mais longe. Ele é que não se sabe fazer interpretar...isto a acreditar que esta não é simplesmente uma versão politicamente correcta, dos seus amores e desamores.
Em vésperas de derby, que se antevê bem quentinho dentro e fora de campo, ao menos uma atitude de mea-culpa, para desanuviar o cenário.
Na mesma entrevista, Hilário reafirmou as palavras do amigo, mas podiam, neste frente-a-frente, ter esclarecido de vez, quem tem razão na rocambolesca história da Rute.
Eis a versão do antigo lateral  concedida ao jornal Sporting, reproduzida no Expresso.

O ex-jogador do Sporting esclareceu também a história da chegada de Eusébio a Portugal, para ingressar no Benfica, porque "Eusébio conta mal a história". Hilário revela que tentou trazer o "Pantera Negra" para o clube de Alvalade mas o então presidente do Sporting, Brás de Medeiros, só aceitava que a "fera" - como lhe chamava Hilário - viesse primeiro fazer testes.
Eusébio queria vir já com contrato assinado, pelo que o negócio não se realizou. Mais tarde, "o Bella Guttman falou de Eusébio ao presidente do Benfica, que recomendou logo a vinda do Eusébio por qualquer preço. Então, o Benfica chegou ao pé do Eusébio, deu-lhe dinheiro e este comprou logo um prédio e uma vivenda. A mãe do Eusébio assinou os documentos e lá veio ele para Portugal."
Já em Portugal - depois de ter viajado com o nome de "Rute" -, Eusébio esteve a um passo de assinar pelo Sporting, contou Hilário. "O Sporting oferecia-lhe dez vez mais do que o Benfica, dava dinheiro à mãe, e o Eusébio, com esse dinheiro, podia devolver o dinheiro que o Benfica lhe deu e ainda ficaria com algum para viver. Depois de estar em Lisboa, falei com o Eusébio (para ser jogador do Sporting Clube de Portugal) e ele aceitou."

Hilário, segundo o relato feito ao jornal do Sporting, dirigiu-se ao lar do Benfica onde estava hospedado Eusébio e trouxe-o consigo, mas os responsáveis do Sporting não conseguiram contatar a filial moçambicana de Lourenço Marques para que autorizasse a transferência.
Por isso, Hilário voltou a levar Eusébio para o lar do Benfica, apenas para pernoitar. Grande "ingenuidade" minha, admitiu: "No Benfica, já tinham dado pela falta dele e quando ele apareceu esconderam-no no Algarve, numa casa de férias do Domingos Claudino (antigo dirigente 'encarnado'). O Benfica não queria que eu tivesse contactos com o Eusébio. O Benfica acaba por segurar o Eusébio pelo impasse do telefonema. Se tivéssemos conseguido entrar em contato com Moçambique, naquelas 24 horas ele teria sido jogador do Sporting." 


Pensava não desenterrar mais este tema, mas as mais recentes palavras do embaixador das selecções levou-me a conceder-lhe um último suspiro.
R.I.P.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Caixa de segurança gera... desconfiança

Ainda não me "debrucei" sobre a polémica jaula, gaiola...caixa de segurança, ou o que quiserem chamar ao espaço destinado aos adeptos das equipas adversárias que visitarem o Estádio da Luz, mas não sou imune à questão.
Não o fiz até agora porque esperei que o assunto esmorecesse, que fosse menos falado na imprensa ou na blogosfera. Ao invés, cada dia tem sido apimentado com opiniões da mais diversa índole, e dos dois lados da "barricada".
Esse espaço controverso está reservado somente a jogos em que os adeptos da equipa visitante sejam em grande número pelo que, concisamente, o dispositivo de boas-vindas foi montado para os adeptos de Sporting e Porto. Para "azar" nosso, vão ser os adeptos sportinguistas a servir de cobaias já que, dizem, os bósnios não eram em número suficiente para justificar a sua utilização, aquando do último Portugal-Bósnia.
Enquanto os simpatizantes do Benfica poderão continuar a pavonear-se, a usufruir, a desfrutar das condições mais ou menos condignas que os estádios portugueses oferecem, os adeptos do Sporting (que é o que me interessa), terão que ser confinados a um espaço, com limitações visuais e acústicas, na próxima visita ao rival.
Posso estar enganado, ou a memória estar a atraiçoar-me, mas não me recordo de nenhum episódio com incidência no desenrolar normal do jogo, dentro do Estádio da Luz , se exceptuar um recente diabo que contornou calmamente as regras de segurança e agrediu um fiscal-de-linha.
Os incidentes entre adeptos rivais dentro dos recintos desportivos, felizmente, também têm sido autênticas miragens... se exceptuarmos a recente visita do Benfica a Braga, para as meias-finais da Liga Europa do ano transacto.
Aliás, será normal haver mais episódios com estes adeptos por, como proclamam, serem em muito maior número. Assim, a probabilidade aumenta exponencialmente.
Depois dos recentes apagões e regas, o Benfica também inova nesta matéria, sustentado em exemplos de uma mão cheia de clubes por essa Europa fora. Acontece que podiam ter-se apoiado no que é a regra de convivência, democracia e educação, que os responsáveis pelas centenas ou milhares de estádios por toda a Europa oferecem a quem os visita. 
Preferiram seguir o exemplo de uma minoria, e tratar os adeptos leoninos com honras de hooligans. Desconheço a origem de cada uma das 3.500 pessoas autorizadas a ir ao jogo, mas deverão estar representadas as mais variadas facções políticas, raça ou orientação sexual. A religião que proclamam é que é única. É o Sporting!!
Aos dirigentes do clube também fica o meu reconhecimento por saberem, literalmente, estar do lado dos adeptos.
Só espero que também saibam estar à altura, por ocasião da visita do rival a Alvalade ou se houver qualquer tipo de desrespeito por parte de qualquer outro adversário.

Capela


O árbitro João Capela
foi o que nos calhou em sorte
com as insígnias na lapela
e sem pronúncia do Norte.

Dizem que é encarnado
mas isso não é importante.
Espero é não ser fanado,
para não ser deselegante.

Nas alas teremos Capel
para alegrar a bancada,
mas terão que fazer rapel
para sair de lá, na debandada.

Espero que no final
o Capel esteja sorridente
e o Capela, afinal
tenha sido competente.


Eu, voltarei para comentar o jogo...Cápêla net.
Espero é durante essa noite, não ter de usar cotonete!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Anda Pacheco


Em vésperas de derby, muitas são as histórias e os intervenientes que são chamados a "depor" sobre o duelo histórico.
Haverá, com certeza, matéria suficiente para escrever e discutir durante tanto tempo quanto necessário, mas a antecâmara do jogo é propícia para vasculhar e esventrar pormenores de duelos passados.
Foi duma das mais negras noites de derby em Alvalade, que Pacheco, ex-jogador dos dois clubes, se pronunciou hoje.
Diz ele que Queiroz foi o principal responsável pela derrota por 3-6, nessa fatídica noite de Maio de 1994, que nos podia ter alavancado para o título nacional,  abreviando em 5 os anos de jejum.
Toda a gente se recorda da gaffe garrafal, de retirar Paulo Torres ao intervalo e colocar o próprio Pacheco, corredor por onde nasceram os 3 golos da segunda parte.
Só uma dúvida me assiste. Mas, Pacheco demorou 17 anos a descobrir isso??
Mais célere (e inconveniente) foi Ronaldo, na  ronda eliminatória do Mundial da África do Sul quando, questionado sobre a derrota contra a Espanha, respondeu de forma espontânea e directa. "Perguntem ao Queiroz".
É que, também aqui, a substituição de Hugo Almeida foi  a machadada definitiva nas aspirações da equipa de todos nós.

Já lá dizia a Amália...ANDA PACHECO!!

Mudam-se os tempos...


O seleccionador nacional de sub21 e ex-jogador do Sporting, Rui Jorge, dá hoje à agência Lusa uma entrevista onde aborda o Sporting actual e do seu tempo de jogador.
Se é agradável ler, vindo de qualquer quadrante, críticas positivas relativamente à prestação da equipa na presente época, nomeadamente na fantástica recuperação que fez, depois de um começo de época desastroso, já causa perplexidade, para ser simpático, a afirmação relativa aos seus tempos de jogador leonino:

"... nos primeiros tempos de "leão" ao peito, senti diferenças "na forma de treinar e de encarar a profissão".
"A partir de determinada altura, o Sporting aproximou-se muito daquilo que foi em tempos o FC Porto, onde estive. Mas não posso dizer que tenha sido essa a primeira ideia quando cheguei ao Sporting. Acho que senti um bocadinho a diferença na forma de treinar e de encarar a profissão. Mas depois, com um grupo de pessoas e jogadores que para lá foram, acho que se conseguiu alterar aquilo que me assustou".

Já ouvimos, vezes sem conta, a comparação entre os métodos praticados entre-portas, com outros modelos  tidos como referência. Pena que a referência a esse nível não seja o Sporting, mas pior que os métodos de treino, é ficarmos a pensar a que se poderá referir quando fala em "falta de profissionalismo" (pois é isso que quer dizer, quando aborda esse tema de forma romanceada).
Não coloco Rui Jorge no mesmo patamar de outros profetas da desgraça, nem acredito que queira minar o trabalho que está a ser feito pois, enquanto vestiu as nossas cores, e mesmo tendo sido dispensado de uma forma pouco ortodoxa, sempre foi correcto e íntegro.
Espero que essa fase da vida do Sporting esteja, de uma vez por todas, atirada para o esquecimento, pois o clube e os seus adeptos merecem que a sua história e grandeza seja respeitada.

Esforço, dedicação e  devoção não devem só figurar no lema do clube, mas no dia-a-dia de quem o deve honrar.

Taça da Liga

Decorreu hoje o sorteio para a 3ª fase da Taça da Liga.
O Sporting, um dos cabeças de série da competição, calhou no Grupo A, juntamente com o Rio Ave, Gil Vicente e Moreirense.

Na 1ª jornada, o clube leonino desloca-se a Vila do Conde, no dia 2 de Janeiro. A 18 de Janeiro, o Sporting  recebe o Moreirense, sendo que, para a 3ª e última jornada desta fase de grupos, fica reservada a visita do Gil Vicente a Alvalade, dia 4 de Fevereiro.

O Sporting, caso consiga ultrapassar esta fase, irá defrontar o vencedor do Grupo C, nas meias-finais da competição.



Constituição dos grupos:

Grupo A

Sporting
Rio Ave
Gil Vicente 
Moreirense

Grupo B

Benfica
Marítimo
V.Guimarães
Santa Clara


Grupo C

Braga
Nacional
Penafiel
Portimonense


GrupoD

Porto
P.Ferreira
V.Setúbal
Estoril


Vão ou virão??

João Pereira junta-se, uma vez mais, ao lote de jogadores do Sporting pretendidos por essa Europa fora.
Hoje fala-se em AC Milan, Villarreal e Paris Saint-Germain entre outros como Tottenham e Schalke 04. Se João Pereira escolher a equipa parisiense, pode ser que já se junte a Mangala, que está mortinho para lá jogar.
Assim, talvez o lateral português não se sinta inferiorizado, relativamente a Elias, Carrillo, Patrício, Wolfswinkel...e todos os que estão na calha para sair.
Se juntarmos a debandada do Sporting com a guerra civil no Porto, talvez pudéssemos arranjar uma teoria da conspiração, relativa a alguns media portugueses, no intuito de fazer tremer as estruturas dos dois clubes em favor de outros (mesmo que eu esteja pouco preocupado que desestabilizem outras estruturas para além da nossa) mas...quero pensar que se trata da pré-época natalícia que se avizinha. Na pré-época estival tivemos perto de 60 jogadores contratados ou a contratar, agora...teremos meio plantel de saída, mais os que virão para colmatar estas saídas.
Lá está, a virem...talvez só nas férias de Virão!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Manta curta

Quando, pela nossa parte, já começámos a contagem decrescente para o derby, parece que restam poucas dúvidas quanto ao onze a apresentar na Luz, diante do Benfica. O onze base do Sporting tem flutuado, talvez até demais, mas por razões que são alheias à vontade de Domingos, fruto das inúmeras lesões que têm assolado o plantel. 
Seria normal a gestão a efectuar, quando defrontámos o Famalicão, para a Taça de Portugal, contra o Vaslui, já qualificados na Liga Europa, ou até nalguma posição específica que fosse necessário gerir fisicamente um jogador, mas a rotação mais se tem assemelhado a um carrossel descontrolado.
Para o jogo que se aproxima, a dúvida que nos assola e provavelmente ao treinador do Sporting, invariavelmente, prende-se em quem deve recair a (árdua) tarefa de substituir Rinaudo.
Já o disse repetidas vezes que Rinaudo é insubstituível, no actual plantel do Sporting, pelo que resta encontrar a solução que menos prejudique a acção ofensiva, ou, ao invés, encontrar o jogador que mais equilíbrio defensivo promova. É que as duas valências, que o médio argentino traduz em campo, comprovadamente não há quem as faça.
É a eterna questão da manta ser curta. Se puxa muito para cima, fica com os pés de fora...e vice-versa.
Domingos tem insistido em André Santos, mas este tem insistido em exibições que desmotivam mais apostas de risco.
O triângulo Elias-Schaars-Matias, tentado contra o Leiria, foi um fiasco no capítulo da recuperação de bola, e andámos completamente aos papéis, mesmo tendo um onze mais ofensivo.
Dar a bola ao Benfica constitui um risco grande mas, pior que essa inevitabilidade, em certos períodos do jogo, é não a conseguir recuperar.
As duas soluções apresentadas já deram provas que não são fiáveis nesse campo, restando, no meu entender, a opção de risco de lançar Carriço para essa posição. O problema maior reside na capacidade técnica do jogador português, incapaz de deixar a bola jogável, depois de pôr ao serviço da equipa a sua capacidade de pressão e desarme.
Esta dúvida será desfeita em poucos dias, quando Domingos lançar a equipa em que acredita, e ficaremos a saber se o treinador do Sporting tirará algum coelho da cartola, ou se optará por algum destes modelos.
Seja qual for a fórmula, será a melhor desde que a vitória sorria para as nossas cores, e nos mantenha na corrida para o título.