quinta-feira, 29 de maio de 2014

A cor do dinheiro

Foi divulgada esta semana, de forma algo tímida, uma publicação de Labyad nas redes sociais onde este se mostrava sarcástico para com os elogios/críticas dos adeptos.
Dizia o marroquino, mais coisa menos coisa, que numa semana são bestiais, na semana seguinte são bestas...mas em ambas não deixa de sentir o cheiro do dinheiro.
A publicação do Zacarias faz todo o sentido.
A realidade no desporto, e não só no futebol, é essa. Os resultados comandam o estado de espírito dos adeptos, e estes focalizam os elogios ou críticas na origem desse estado.
A maioria dos jogadores e agentes desportivos conhece a bipolaridade dos adeptos, mas não são muitos os que demonstram e exibem a sua indiferença, acenando com maços de notas.
Se já muito se tem falado e escrito acerca da prostituição a que muitos se submetem, em detrimento de outros valores, a verdade é que não é todos os dias que oiço as "putas" falarem.
A esta, como a muitas outras, não lhe interessa a cor do dinheiro, de onde vem ou se o cliente ficou satisfeito...desde que pague.
Parece-me é que esta campanha publicitária não será a ideal para os seus interesses, mesmo sabendo que só tem 21 anos e as carnes ainda não estão flácidas. Desconfio que daqui a algum tempo só o encontraremos nas páginas dos classificados.

O (relativo) sucesso da última época foi sustentado em algumas medidas drásticas, e a limpeza do balneário a nível de egos e personalidades dispendiosas e conflituosas também terá tido o seu peso.

Mesmo longe de Alvalade, por vezes acompanho o percurso de alguns destes ex-jogadores que, por este ou aquele motivo, saíram do clube.
O Labyad, por exemplo, chegou ao Vitesse em Janeiro, quando o clube era co-líder do campeonato holandês, com os mesmo 40 pontos do Ajax.
Como o marroquino deve ser pé-frio, a equipa acabou a 16 pontos do líder e só ganhou 4 dos 18 jogos seguintes.
Nem sequer conseguiu a classificação europeia.
Mas também segui com alguma curiosidade a experiência inglesa de Wolfswinkel.
Ganhou a distinção de um dos flops do ano, marcou um único golo...em Setembro, e viu a sua equipa descer de divisão. Um ano inolvidável.
Outro avançado em quem recaíram muitas esperanças, e a quem ainda oiço muitos sportinguistas reclamar um lugar no plantel, é Rubio.
Depois da experiência frustrada na Roménia, joga neste momento na Noruega, na equipa última classificada.
Marcou 4 golitos, algo que fará Wolkswinkel babar-se de inveja.
De Evaldo nem sei dele. Terá sido raptado por alliens.
Jeffrén também deu o seu contributo para a descida de divisão do Valladolid. Cinco joguitos a titular, uma média de 40 minutos por jogo. Pelos vistos, quem sabe nunca esquece.
Onyewu anda pela 2ª Liga inglesa, Bojinov ainda joga, Schaars mantém a regularidade mas voltou a ver o topo do campeonato bem longe, apesar de ter ambicionado outros vôos.
Sebastian Ribas andou pelo Equador, mas nem aí não marcou um golinho, para amostra.

De facto, compreende-se o poço em que o clube caiu, em determinada altura da sua longa e profícua vida.