quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Está escrito nas estrelas...ou na testa

Não me apetece muito falar sobre a nossa derrota na Alemanha.
Ainda não li nada sobre o jogo e, deste modo, não sei como estão as tendências da moda, mas nada do que pude observar me surpreendeu.
É verdade que quando fiz a antevisão do adversário na página do Facebook logo me surgiram alguns sportinguistas indignados com alguns elogios que teci ao nosso adversário, pois a nossa grandeza seria mais que suficiente para fazer soçobrar qualquer adversário.
Sim, porque mesmo que um só jogador do Wolfsburgo pague a época toda do Sporting, o nosso rico palmarés português e europeu (uma Taça das Taças ganha há mais de 50 anos atrás) ridiculariza o único título oficial dos alemães.
Sim, porque mesmo que o Wolfsburgo ande a passear classe e eficácia no competitivo campeonato alemão, quem se pode comparar ao nosso clube?
Mas já pouca coisa me surpreende no desporto e no que gravita na sua esfera de influência.

É verdade que o Sporting fez uma primeira parte interessante, onde raras vezes foi surpreendido pelo ponto forte dos alemães, que são as rápidas transições.
E foi também na primeira parte que surgiu o lance que poderia dar outra cor à eliminatória. Uma grande penalidade do tamanho do Big Ben (parafraseando Mourinho) poderia ter dado vantagem ao Sporting e a história não seria a mesma.
No entanto, parece estar escrito nas estrelas que não temos sorte nenhuma com o gajo do apito, ou então parece que temos escrito na testa que somos uns otários, porque o erro cai sempre para o nosso lado.
A nossa sorte na Champions ficou marcada por uma bola na cara que foi transformada em grande penalidade, e a nossa sorte na Liga Europa pode ficar marcada por uma mão na bola que foi grotescamente ignorada.
O Sporting ainda terá muito que crescer enquanto instituição para que lhe seja feita justiça, como ontem aconteceu ao porto em Basileia. Não tenho dúvidas que se fossemos nós a vestir a pele de equipa visitante o árbitro teria considerado casual a mão de Walter Samuel que permite aos portistas outro desafogo na eliminatória.
Mas, se exceptuarmos o lance da grande penalidade que nos foi cirurgicamente extirpada, parece-me que até nos podemos dar por satisfeitos entre o deve e haver.
Para nos lamentarmos dos falhanços de Carrillo e João Mário teremos que pensar nos 4 ou 5 golos feitos que os alemães falharam ou Patrício defendeu.
Agora…é esperar um Sporting muito diferente na próxima semana, mas o cenário é muito sombrio.
É que basta um golo dos alemães em Alvalade e o Sporting terá que marcar quatro para passar a eliminatória. Se pensarmos que nos últimos 8 jogos só por uma vez não sofremos golos (contra a Académica) parece-me que só com um ataque demolidor poderemos acreditar na qualificação.
Mas, como até ao lavar dos cestos é vindima…