quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Azar é cair de costas...

Há dois temas que mal me deixam dormir.
O primeiro, inevitavelmente, é o perído de abstinência de Montero.
Não me interessa se a equipa continua a ganhar, nem se ele faz jogos onde demonstra outras competências.
É verdade que ele até marcou um no passado fim-de-semana, mas o trio de serviço achou que o rapaz poderia voltar a aguçar o apetite de clubes estrangeiros...e os bons executantes querem-se por cá.
Por isso, acharam por bem invalidar esse bonito e importante golo, até para Slimani não se ficar a rir sozinho.
Mas se a mim me preocupa esta luta contra o tempo e contra a baliza adversária, mais parece preocupar os jornalistas desta praça, pois não param de esmiuçar cada segundo que o colombiano acrescenta ao seu jejum.
Também eles parecem ter dificuldade em dormir. Se no início os seus golos deviam provocar-lhes insónias, agora terão dificuldade em concilar o sono...pela excitação do desconhecido.



Outro tema que me faz dar voltas na cama é a lesão de Shikabala.
Não a lesão em si, mas por ter ocorrido com a camisola 7.
Lesões qualquer um as pode ter, e contraídas em cenários insuspeitos.
Por exemplo, tenho um grande amigo e ferrenho adepto leonino que se lesionou a celebrar um golo.
Por sorte não teve que levar uma infiltração para ver o jogo seguinte.
Mas, como ele costuma dizer, "Azar é cair de costas e partir o...".

Sei também de um guarda-redes que falhou o Mundial por se ter cortado com um frasco de perfume.
Um outro jogador do Valência partiu a tíbia e o perónio atropelado pelo próprio carro, quando ia abastecer o carro no posto de combustível. 
Neste caso é o clube que dá azar, e não uma camisola em concreto.

Estes percalços deixam-me de pé atrás, mas lesões associadas a uma camisola do Sporting...provoca-me arrepios.
Sim, porque a entrada do jogador do Tondela não teve nada a ver com o traumatismo contraído pelo egípcio.
Se não fosse a carga negativa que aquela camisola traz consigo, nada disto teria acontecido.
Das duas uma:
Ou mandam tirar a electricidade estática à camisola....ou o quebranto.
Um fio de azeite e umas rezas, e ainda é possível recuperar a aura da mítica camisola.
Se a sorte e o azar não estivessem umbilicalmente associados ao futebol, como justificaríamos o azar de apanhar com o Duarte Gomes ou Bruno Paixão em determinados jogos.
Pior ainda, só o azar que temos de perder sempre que esses gatos pretos se cruzam no nosso caminho.
Eu não acredito em bruxas, mas que as há...há!!

A camisola 7 dá azar, isso é garantido.
Que o digam Delfim, Niculae, Iordanov, Izmailov, Sá Pinto ou Jeffrén.
As recentes lesões de Izma ou Jeffrén confirmaram que o mau-olhado pode continuar a perseguir alguém, mesmo depois de se despir a camisola.

Na época em que tivemos o azar de ter Domingos como treinador era Bojinov que detinha a camisola 7. Neste caso, foi  a camisola que teve azar.
No entanto, recordar as sucessivas lesões de Rodriguez faz pensar que o peruano pode ter-se chegado demasiado perto dela ou, quiçá...pensado em vesti-la.
Lesão rima com maldição, como a que Bela Gutman lançou ao benfica, e que o tem impedido de vencer a Liga dos Champignons (cruzes...canhoto!!).
Pode ser a prova que faltava para justificar que nada acontece por acaso.

No caso Apito Dourado, o porto teve muita sorte por as escutas não terem sido validadas, mas talvez tenham soltado uns galináceos e pendurado umas réstias de alhos na porta do tribunal que deliberou este caso.
Azar parecem ter tido alguns árbitros, porque é difícil escolher entre leite, café com leite e café...que podia ser com pauzinho de canela (truz, truz, truz, isola!!).

Entretanto, surgiram hoje notícias que não é Shikabala que gere a sua página no Facebook, local onde surgiu um desabafo a relacionar a lesão com a camisola.
Vou fazer figas para que isso seja verdade, até porque um supersticioso pode atrair mais azar que um céptico.
Imaginem os danos psicológicos que o egípcio poderia sofrer, caso imaginasse que tinha uma espada de Dâmocles sobre a sua cabeça?
Diabo seja cego, surdo e mudo!!

 
Eu gostava de não ter superstições, porque ser supersticioso dá azar...e vou fazer figas para que algo mude este paradigma.