terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

I believe i can fly

A actualidade leonina, no que ao futebol diz respeito, parece girar em torno da improvável recuperação de Jefferson para o dérbi, bem como na procura do substituto de William para esse mesmo jogo.
Claro está que é impossível pensar na ida ao Estádio da Luz, olhar para os dois pontos de distância, e não nos voltarmos a recordar do penálti de Paulo Baptista, do de Proença, do de Xistra, até dos de Duarte Gomes que nos empurraram para fora da Taça ou, por que não, dos de Capela do ano passado.

A marca dos 9.15 metros parece estar na ordem do dia.

Enquanto os adeptos leoninos choram todos os dias por estes lances, analisados em campo por uma dezena de olhos diferentes, mas todos eles raiados de vermelho...talvez de cansaço, talvez de ira,  já as conversas dos responsáveis e adeptos do benfica, nosso próximo adversário, também giram à volta do mesmo tema.
Ora Jejuns diz que Lima e Cardozo é que decidem em campo quem marca o penálti, ora hoje já diz que afinal é Cardozo o máximo responsável por estes lances, ora o paraguaio a falhar penáltis não impediu título de 2010, ora Cardozo já falhou 11 penáltis em 51 tentativas...ora penáltis de cebolada, ora penáltis gratinados.
O que parece não faltar é o penálti da ordem.
Com tanta alusão a esta temática, quer-me parecer que a táctica do benfica passa por criar condições aos árbitros para assinalarem grande penalidade, sem que manchem a reputação.
Bruno Paixão e Duarte Gomes parecem ser os que menos se preocupam com questões de aparências.


São famosos os mergulhos para a área de verdadeiros artistas na arte de simular, desde o famoso Simulão Sabrosa, até Pablo Ao Mar, mas a escola benfiquista não pára de procurar novos talentos.
Alguns destes, apesar de não terem passado pelo Chapitô, não se inibem de o tentar, porque pode haver sempre quem seja pouco rigoroso na hora de apreciar acrobacias.
Ao invés, os do Sporting são demasiado credíveis para serem levados a sério.
Rasteiras, empurrões, agarrões, bola no braço, braço nas bola...que interessa.
Interessa é que a lei parece ter sido criada como instrumento para a equipa encarnada se aproximar da vitória, e é utilizada frequentemente para escrever torto por linhas direitas.


Aproxima-se o dia de um dos grandes jogos da época e, acredito, Jejuns tem toda a sua equipa a treinar pénaltis.
Pénaltis à chuva, pénaltis ao sol, pénaltis no sintético, pénaltis na lama...porque esta variante táctica parece ser uma das que pode decidir o campeonato, uma vez mais.
Basta recordar o vôo do mergulhão, num dos lances do título de 2005, à custa do Sporting, e compará-lo com o do último jogo, para perceber que algo os impele para aquela marca.




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