quarta-feira, 23 de abril de 2014

A pressão de não haver pressão

Para quem esteve com alguma atenção, tornou-se evidente que o campeonato chegou ao fim.
O clube patrocinado pela APAF fez a festa, tal como se esperava desde o início, o que comprova o olho para os negócios de uns e outros.
Já o Sporting não passou, como se perspectivava, da pior para a melhor época de sempre, mas a verdade é que ultrapassou algumas das melhores expectativas.
Inclusivamente, teriam que correr muito mal as duas últimas jornadas para o Sporting não conseguir a melhor pontuação desde que o campeonato se voltou a disputar em 30 jornadas.

Só na época 2006/07 é que chegámos aos 68 pontos, graças a 20 vit., 8 emp. e 2 derrotas.

Com um plantel low cost, faltam-nos apenas 2 pontos para igualar essa marca em que tínhamos P. Bento ao leme e um orçamento bem mais generoso.
Essa mesma época, em que terminámos a um singelo ponto do título, a equipa também se destacou pela sua consistência defensiva. Apenas 15 golos sofridos, e duas derrotas no campeonato.
É preciso uma visão apurada para encontrar outras épocas em que tenhamos terminado com apenas duas derrotas. Foi no 2º lugar da época 1994/95, no 2º lugar da época 1984/85 e, finalmente, no título de 1979/80. Seria preciso recuar até à época 1969/70 para encontrar um campeonato em que terminámos apenas com uma derrota.
Mas para estas contas fazerem sentido, a equipa precisa de continuar com ambição e profissionalismo, mesmo com os seus objectivos mínimos garantidos, e tentar consolidar a pontuação e uma invejável de 9 vitórias e 1 empate nos últimos 10 jogos.
Se a pressão pareceu não pesar sobre os ombros dos jogadores nesta fase decisiva da época, veremos como a equipa reage à falta de pressão.  

Seria interessante que este ciclo positivo se mantivesse até final do campeonato também pela pressão que o 3º grande ainda nos pode colocar. Não sei se será possível recuperar 30 pontos em duas jornadas, mas o futebol já nos habituou a coisas bizarras.