quinta-feira, 27 de março de 2014

Dinastia do Pneu

Em Novembro,  Bruno de Carvalho dizia em modo humorístico-sarcástico:

"Há uma solução simples (para os problemas que o país enfrenta) que as pessoas ainda não descobriram. Quando quiserem começar a resolver os problemas de Portugal, é fácil: tiramos o vermelho da bandeira e isto é tudo nosso".

Ao invés da sua sugestão, parece que o próximo passo será retirar o verde da bandeira, do mesmo modo que o Sporting foi apagado há muito das zonas de influência.
Se a cor do equipamento principal da selecção nacional está cada vez mais vermelho, em harmonia com o poder vigente do futebol português, já o alternativo ganhou novos tons.
É o espelho do nosso futebol actual, onde o vermelho surge como opção prioritária e, em alternativa, surge o azul.

O azul e branco que irá pintar a selecção poderá ter três interpretações.
Ou denota muito mau gosto, ou pode ser uma alusão monárquica ou, por fim, apareceu para fazer a vontade ao clube de um dos patrocinadores da selecção de todos vós, e também com vocação para longos reinados.

O mau gosto não tem cura. Não há transplantes para essas afecções.
Já costela monárquica faz algum sentido, pois assistimos no futebol português a sucessivas dinastias.
No início da portugalidade tivemos a Dinastia Afonsina,  depois tivemos a de Aviz, a terceira foi a Filipina, a quarta a de Bragança e a dos últimos 35 anos é a dos Pintos, de onde se destacaram Pinto da Costa, Pinto de Sousa , Lourenço Pinto ou o Apinto Dourado.
No entanto, alguns casamentos de conveniência estão uma vez mais a mudar a história, e o reinado vigente poderá dar mesmo origem a outra duradoura Dinastia.  Como tenho a bola de cristal sem pilhas não sei se ficará conhecida como a Dinastia do Pneu ou da Lã, mas tem todo o aspecto de ter vindo para ficar muitos e proveitosos anos…para a sua corte.

p.s. Quero ainda "acarditar" que esta imagem não passa de uma brincadeira de mau gosto