sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Não se pode ir contra isso...



Na passada quarta-feira estive a ver a entrevista ao karateca Diogo Fernandes na Sporting Tv.

Para quem, como eu, gosta de estar por dentro de todas as modalidades do clube, decerto terá apreciado os minutos que lhe foram concedidos.

Para lá dos resultados que todos queremos celebrar, é reconfortante apercebermo-nos da dedicação e sportinguismo que está latente na maioria dos nossos milhares de atletas.

No entanto, retive uma pequena passagem da entrevista a este nosso campeão.



“…

Sporting tv - O que significa representar o Sporting…como é que vocês lidam com isto diariamente. De que forma, nas competições, isso é assim tão importante?



Diogo Fernandes -Sou do Sporting…e é um grande orgulho para mim usar o símbolo no quimono. O que é que isso nos traz, sendo o Sporting um clube do tamanho que é? Responsabilidade acrescida. Há sempre alguém que está a olhar de lado…há sempre factores que se calhar, se não fossemos do Sporting,  teríamos….



Sporting tv - Por exemplo?



Diogo Fernandes -Pergunta difícil. O Sporting ou se ama ou se odeia, e as pessoas que não gostam do Sporting…muitas vezes tendem a não te beneficiar quando nós merecemos.



Sporting tv -Temos que concretizar isso melhor.



Diogo Fernandes -Às vezes há bandeiras que pesam mais por sermos do Sporting…que não sobem, que não dão ponto.

Não se pode ir contra isso. …“



Tentando fazer uma analogia com o futebol, as três décadas de superioridade portista foram sustentadas numa teia de interesses que, na maior parte das vezes, nem sequer tinha amor ao clube.
Tinham, isso sim, amor à sua carreira, à sua integridade física, à sua conta bancária...bem como amor ao café com leite e à fruta.

Já o actual panorama futebolístico parece-me estar alicerçado unicamente, através de uma teia igualmente bem urdida, no amor incondicional a um clube.

No futebol também há bandeiras que sobem…ou não sobem, e que vão dando pontos ao clube do coração.

Apitos que nos ensurdecem ou se calam sem qualquer pudor.

Cartões que saem…ou não saem, à vontade do freguês.



É triste saber que o ódio ao Sporting é transversal às modalidades, e que a nossa grandeza é desrespeitada onde quer que haja um árbitro ou um juiz. 
Não se pode ir contra isso...