quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Veel succes

Tal como ontem já era possível auscultar nas redes sociais, Franky Vercauteren vai mesmo ser o treinador do Sporting até final da época.
Não deixa de ser curioso, por isso, que uma vez mais o Sporting tenha sido incapaz de blindar a informação, o que pouco abona em favor dos seus dirigentes.
Claro está que a escolha irá suscitar algumas, ou mesmo muitas interrogações, pois muitos foram os nomes baralhados e distribuídos.
Afinal de contas, depois da comunicação social ter revirado todo o leque possível de treinadores holandeses, a escolha acabou por recair num nome do Benelux, talvez para não ficarem muito melindrados.
Com tudo isto, fico sem perceber alguns pormenores.
Foi publicamente referido pelo presidente leonino que o treinador estava identificado há muito, o que levanta interrogações acerca do timing da contratação e do esticar da corda com o anterior líder da equipa mas, pergunto-me (já que não posso perguntar a mais ninguém), porque é que o tal treinador identificado e alvo de uma criteriosa triagem, afinal, só irá ter um contrato por pouco mais de meia dúzia de meses (a ser verdade o que tem sido publicado na imprensa).
Além disso, também é curioso recordar que o treinador a contratar teria que ter um profundo conhecimento do futebol português, algo que ainda não consegui vislumbrar no nome que amanhã irá pintar as capas dos jornais.
Ao menos, penso eu, conseguirá comunicar num flamengo fluente com Boulahrouz, Schaars, Labyad e Wolfswinkel, mas o pior poderá ser com os restantes, a menos que se contrate um tradutor...ali para os lados de Setúbal.
Contudo, como nem tudo pode ser mau, e tal como quando escrevi relativamente à possibilidade Valverde, ao menos o homem tem currículo, mesmo que num campeonato com menos visibilidade que o português, ao invés de todos os seus antecessores mais recentes.
Seja como for, e a confirmar-se a sua vinda, só tenho a desejar as maiores felicidades (ou veel succes), mesmo que tenha consciência que a crise que o Sporting atravessa vai muito para lá do futebol que (não) se tem praticado, e que as últimas vassouradas e papagaiadas são a face menos visível.