domingo, 4 de janeiro de 2015

Depois da tempestade...

E, de repente, a tempestade perfeita parece uma tempestade num copo d’água.
Uma declaração de intenções, uma vitória convincente, um aperto de mão, adeptos e equipa em comunhão, uma flash interview pacificadora…e tudo parece dissipar-se por entre os dedos.
Claro está que muitos de nós já passámos a idade da inocência, muitos nem sequer temos um espírito naïf, e imaginamos que esta suave brisa que agora sentimos na nossa pele se deva a uma mudança de rumo.  
Simplesmente deixámos de apanhar de frente o forte vento que já se fazia sentir.

Mas se sentimos no corpo e na alma esta aparente bonança, no terreno de jogo o Sporting pareceu jogar sempre a favor do vento.
Exageraria se dissesse que foi um vendaval ofensivo, mas o domínio exercido sobre a habitualmente equilibrada e letal equipa estorilista prolongou-se quase durante os 90 minutos.
Terá sido uma das exibições mais conseguidas da época, e o resultado acaba por se manifestar curto, face ao que se passou em campo. Claro está que o treinador canarinho discorda desta tese, e até considera o resultado exagerado, mas este tipo de apreciações levianas já não me apanham desprevenido.
Quando quase tudo corre bem torna-se pernicioso apontar um ou outro ponto negativo que possa ter existido. Já bastou tudo o que se disse nas últimas semanas.
Por isso, apenas referiria que Adrien foi de novo o pêndulo do meio campo leonino, que Jefferson voltou a fazer o jogo fluir pela esquerda e que Carrillo…está em ponto-de-rebuçado.

Para este Sábado ganhar uma tonalidade ainda mais verde, foi com grande emoção e sofrimento que assistimos a mais uma vitória arrancada a ferros pela equipa de hóquei em patins.
O triunfo por 7-6 perante a Juventude de Viana ganha contornos quase épicos por ter sido nos instantes finais do jogo, depois de uma recuperação notável, superando até uma dupla de arbitragem que tudo fez para que hoje não fossemos felizes. Mas fomos.

Também a equipa de futsal se juntou à festa, e num pavilhão lotado e com um ambiente fantástico venceu o Burinhosa por 2-4.
Apesar da curta diferença, os comandados de Nuno Dias mereciam ter passado por menos apuros, mas o objectivo principal foi conseguido para gáudio dos muitos sportinguistas que se deslocaram ao pavilhão da Nazaré, e dos milhares que acompanharam pela Tv.

Os sportinguistas já mereciam um fim-de-semana assim.