terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Molhar a sopa

Héldon e Slimani já molharam a sopa na CAN.
É sempre agradável ver os nossos jogadores a ter sucesso nas suas selecções, mesmo que isso possa ser visto como um pau de dois bicos.
Por um lado as suas exibições vêem o nome do Sporting associado, enchem os adeptos de orgulho e aumentam a sua cotação para uma futura transacção.
No pólo oposto os jogadores podem ficar mais reivindicativos, mais sujeitos à gula de equipas com alguma bagagem negocial e, por fim, podemos ficar privados dos jogadores por mais tempo, caso as suas boas exibições configurem vitórias.
Ontem, quando Slimani marcou o 3º golo da Argélia, foi possível ver nas bancadas um homem com uma bandeira portuguesa, um cartaz com o símbolo do Sporting ostentado por uma rapariga com uma camisola às riscas verdes, e pelo menos mais uma pessoa com a camisola listada e com o leão ao peito.
Já eu não estava assim tão feliz, porque prefiro que o argelino venha o mais rápido possível.
E já agora Héldon, que acho que ainda pode dar algo ao clube.
Se Slimani não fez uma exibição de encher o olho, já o cabo-verdiano foi considerado o homem do jogo no empate com a Tunísia, e até a BBC questionou porque é tão pouco utilizado no Sporting.
É difícil encontrar respostas, mas para muitos observadores mais ou menos leigos esta opção prende-se com a falta de qualidade para envergar a nossa camisola. O último jogo que fez pelo clube foi na vitória em Guimarães, para a Taça da Liga, e o golo marcado não disfarçou uma exibição condizente com a da retalhada equipa leonina. Esforçada mas pouco vistosa. Seria difícil pedir mais a uma equipa B.
No entanto, parece-me evidente que Héldon tem sido vítima da forma e qualidade evidenciada por Nani e Carrillo. Mané, por questões de vária ordem, tem aparecido como 3ª opção, e só não compreendo como o inconsequente Capel empurrou Héldon para o último lugar da hierarquia.
Fala-se que ambos estarão no mercado, mas eu não me importaria que se desse mais algumas oportunidades a Nhuck. O sportinguismo não faz de ninguém um bom jogador, mas pode ser um bom tónico para ter sucesso no clube do coração quando se tem qualidade nas pernas.