domingo, 1 de dezembro de 2013

Não acredito em bruxas, mas que as há...há!!

Ontem o país voltou a sorrir.
Dado que Portugal terá qualquer coisa como 3 milhões de sportinguistas e ( dizem eles) 6 milhões de benfiquistas (huahuahuahua....) sobrarão poucos que não tenham ficado satisfeitos com a derrota do porto.
No restaurante onde jantávamos com a equipa de futsal a celebração foi barulhenta, o que me levou a concluir que lá estivessem perto de 2 milhões de benfiquistas.
Sim, porque eles são mais efusivos no extravasar de emoções.

A derrota portista deveria ser encarada com normalidade, não fossem os números desmentir essa hipótese.
É normal que as hostes adversárias fiquem satisfeitas, nem que seja pelo repôr de alguma normalidade no futebol português.
As derrotas fazem parte do desporto, menos  naquelas latitudes, pois entre 28 de Fevereiro de 2010 e 31 de Novembro de 2013 o porto só tinha perdido uma vez para o campeonato.
Foi em Barcelos, em dia de um meu aniversário. 

29 de Janeiro de 2012.
Foi uma prenda simpática.


Até o Olympiakos grego, que venceu 14 dos últimos 16 campeonatos, fê-lo com muito mais derrotas, mas lá os deuses devem ter uma outra perspectiva do desporto.

Ontem, portanto, foi dia de celebração nacional e luto portista, pouco habituado à revolta dos pequeninos.
A Académica é um clube amigo do porto, e há largos anos recebe os excedentes do plantel azul-e-branco, bem como faz a formação de potenciais treinadores portistas.
De há cinco anos a esta parte estiveram ao leme da equipa conimbrincese, Domingos Paciência, André Villas-Boas, Jorge Costa, Pedro Emanuel e Sérgio Conceição.
Não acredito em bruxas, mas que as há...há.
Villas-Boas, recordo, terá mesmo ficado na memória de alguns sportinguistas, depois de uma reviravolta negocial onde a Académica também teve o seu papel, dando nega ao Sporting para depois permitir que o treinador fosse bater com o costado na sua cadeira de sonho.

Mas há quase meio século não deveria haver esta umbilical ligação entre os dois clubes, e em 1970 a Académica venceu o porto pela última vez, começando então o jejum que se prolongou até ontem.
Por essa altura, ainda eu não sabia que futebol português se escrevia com M.
No início da década de 70 nem sequer tinha nascido João Capela, que ontem ainda tentou minimizar a crise portista, mas Danilo foi indiferente à vontade alheia e fez, ele próprio, justiça.

Os adeptos portistas é que terão ficado confusos com este desaire, o 2º em 3 anos, e fizeram uma recepção calorosa aos seus bravos atletas.
Houve fogo-de-artifício, cânticos encorajadores, petardos de boas-vindas, palavras e palavrões de ordem e uma ou outra pedrada de incentivo.
Claro está que esta pequena manifestação de 200 S.D. deverá ter sido patrocinada por entidade superior, para fazer ver ao seu ainda treinador com quantos paus se faz uma canoa...e fazer-se ao Douro.

Quem pode lucrar com este desaire será o benfica, que pode subir ao primeiro lugar.
Sim, porque de acordo com o Record, em caso de igualdade pontual os encarnados estarão à frente do Sporting.
No entanto, nada disto preocupará uma franja de adeptos leoninos, que consideraram que a discussão é ridícula, e que estar em 2º ou 3º é indiferente.
Posto isto, também será indiferente estar em 1º ou 2º, mesmo que seja contra o que está estipulado nos factores de desempate.
Mas para esta questão se colocar, terá o Sporting que vencer o seu jogo.

Já o benfica venceu o Rio Ave antecipadamente.
Foi no dia em que se soube que Bruno Paixão foi o árbitro designado para, também ele, aliviar a crise benfiquista.
Só o Sporting é que tem de se valer pelos seus meios e encarar, com maior ou menor dificuldade, as longas crises desportivas que se vão cruzando pelo caminho.

Resta, pois, esperar pelo final da jornada e saber se o Sporting regressa ao topo da classificação.
Ou a 2º, de acordo com o Record.

Comité de boas-vindas