sexta-feira, 14 de setembro de 2012

C.A.R.P.E. diem

Enquanto esperamos pelo jogo do próximo Domingo, o tempo é para nos entretemos com pequenas grandes decisões no seio do clube ou, para quem gosta de alargar os seus horizontes, estar atentos a outras decisões que marcam a actualidade do dia.
O dia de ontem marcou a divulgação de lotes de capitães para a corrente época.
À falta do Capitão América... do Capitão Gancho ou até do Capitão Roby, sobraram  Carriço, André Martins, Rinaudo, Patrício,e Elias.(C.A.R.P.E.)
Não será por falta de matéria prima e qualidade que nos poderemos queixar, mesmo que, eventualmente, possamos questionar algumas destas escolhas.
Claro está que vários devem ter sido os factores e parâmetros que orientaram a escolha, desde a longevidade no clube, passando pela capacidade de liderança ou até, quem sabe, pelo tamanho do pé (para ser politicamente correcto).
Quer-me parecer que Rui Patrício será, por todos os motivos e mais alguns, aquele que parte à frente nesta "luta fratricida", mas alguns poderão interrogar-se pelas outras escolhas, mesmo que não fosse muita a margem de manobra.
Quanto a Patrício, alguns acham que a posição de guarda-redes é pouco indicada para essas funções, por passarem grande parte do jogo longe dos locais de decisão e onde a acção do capitão pode ser importante. Claro está que muitos foram e muitos são os g.r. com esse cargo por isso, fica ao critério de quem escolhe.
Já Carriço e André Martins, dificilmente farão parte das escolhas habituais de Sá Pinto para o onze inicial mas poderão, nas suas esperadas presenças no banco de suplentes, alargar a sua influência e transmitir, aos muitos estrangeiros do plantel, as linhas com que se devia coser o clube.
Entretanto, Rinaudo e Elias têm algo em comum. São sul-americanos e estão no clube há pouco mais de um ano.
Já abordámos esta questão noutra ocasião, e apesar de ser algo que tem uma importância relativa, não deixa de ser curiosa alguma perda de identidade que o Sporting (bem como os seus rivais) perde gradualmente.
Longe vão os tempos dos capitães com larga experiência e vivência no clube, para lá das capacidades futebolísticas e humanas.
Se Rinaudo tem aquele carisma que muitos achamos importante para qualquer atleta colocar em campo, de preferência com a nossa camisola, já a sua reincidente propensão para entradas despropositadas e estar, de algum modo, marcado pelos árbitros nacionais, parecem desaconselhar a sua escolha.
Se Rinaudo correr para um árbitro com a mesma vontade com que aborda um adversário com bola, semelhante a um rottweiller há 3 semanas sem comer, então é quase garantido que o vira do avesso, se porventura apanhar a relva molhada. O que vale é que a agressão de Luisão poderá servir de atenuante.
Elias, o último dos visados e que também gozará do estatuto de titular, tem em Alvalade uma legião de defensores, e outra de detractores.
Pode também ter sido escolhido por ser o atleta mais caro alguma vez contratado e, neste caso, à promoção devia ser adicionada uma taxa paga pelo próprio para ajudar a abater a dívida contraída.
Muitos admiram a sua entrega e polivalência, enquanto outros consideram que a entrega esvai-se em muitos momentos e, além disso, que nunca joga na posição onde mais pode render. Ok, mas esta segunda razão não será culpa dele, digo eu.
Não quero tecer grandes  considerações a Elias mesmo que me pareça (numa análise meramente superficial) que é um atleta que facilmente fugirá de Alvalade, assim que surgir uma proposta que preencha os seus requisitos.
Até lá, espero que ainda vá a tempo de conquistar algo, de leão ao peito.