quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Poder de veto

O Correio da Manhã revela na sua edição de hoje que, no passado dia 14 de Setembro, o director-geral da SAD portista esteve em Lisboa numa reunião com o responsável pela arbitragem da FPF, Vítor Pereira.
Nada disto seria anormal (se é que existe alguma coisa normal no nosso futebol) se a reunião não tivesse sido (alegadamente) secreta e não tivessem havido uns pedidos bem fáceis de concretizar. 
De acordo com a referida publicação, o encontro realizou-se a pedido dos portistas e terão sido vários os  assuntos da arbitragem nacional em cima da mesa mas, last but not least,  também se registou um pedido para que Duarte Gomes e Bruno Paixão não fossem nomeados para os jogos do FC Porto. Este pedido visa vetar alguns árbitros que consideram terem prejudicado o clube em jogos anteriores.
Esta notícia, a ser verdade, deve merecer a nossa atenção, logo à partida por ser notável como alguns árbitros não pegam nem de empurrão. Pelos vistos, outros valores e paixão (literalmente) se levantam, quando os visados têm que julgar determinados clubes. 
Curioso é ser o Porto a ter esta iniciativa quando, historicamente, é o Sporting o grande lesado, por estes e outros, duma vasta palete a duas cores.
Claro está que os dirigentes portistas estão sempre na vanguarda na defesa do seu clube, e talvez ainda tenhamos algo a aprender com quem comanda os destinos do futebol nacional.
É evidente que, se formos nós a pedir, podemos preparar-nos para birras, boicotes e vinganças, enquanto as vénias ao Costa e seus pares fazem parte de quem quer singrar nestas turbulentas águas.
Há muito que perdemos a necessária "influência" nos corredores do poder e por vezes parece que nos damos melhor nas luzes da ribalta do que na obscuridão.

Se alguma vez o Sporting fizer um pedido semelhante, a triagem para nos livrarmos do entulho que é depositado nos nossos jogos seria deveras complicada, e o mais fácil era enviar a listagem de todos os árbitros que compõem a família da arbitragem. Eles estão por ordem alfabética, mas não seria descabido elaborar uma árvore genealógica (há famílias que parecem querer assentar arraiais) ou então ordená-los por erros graves que lesaram de forma irremediável o clube. Duvido que sobrasse algum nome, por isso era mais fácil rifá-los a todos.