quinta-feira, 18 de abril de 2013

Só mudam as moscas

Em semana de dérbi, é sempre assustador aparecer uma notícia com a cara de Duarte Gomes. 
Mesmo que as opções a este verdadeiro abono de família da equipa encarnada sejam muitas e de qualidade, qualquer hipótese deste árbitro dirigir um jogo do Sporting soa sempre a derrota antecipada.
No entanto, a notícia que o pôs na ordem do dia não foi a sua nomeação, mas umas singelas declarações suas no Facebook.
O desabafo do homem nas redes sociais estava relacionado com a dicotomia arbitragem vs policiamento.
Claro está que, lá por ser um árbitro miserável nos jogos que lhe convém, não deixa de emitir certas opiniões que merecem ser consideradas.


Nessas breves linhas, depois de uma breve análise à falta de policiamento, ele recorda que essa medida  já determinou, por parte da APAF e dos árbitros de 1.ª categoria, o pedido de dispensa das últimas duas jornadas dos campeonatos profissionais.

Não sei a que ambicionaremos no campeonato por essa altura, mas seria uma óptima notícia saber que, num qualquer período, estaríamos livres das aves de rapina.
Esta é, de facto, uma iniciativa louvável e merecedora dos nossos mais calorosos aplausos.
Eu sei que, nas vésperas, darão o dito por não dito, mas a esperança é a última a morrer.
Duarte Gomes disse também que:

"A inexistência de policiamento no espetáculo desportivo... mais não é do que um mero convite à violência. ...É o desvirtuar pleno duma sociedade que vive com regras mas que permite o caos aos animais mascarados de gente. E os animais têm de facto feito, semanalmente, aquilo que melhor os carateriza: comportarem-se de forma absolutamente selvagem, irracional e sem consciência".

Nesta passagem tão séria não quero entrar em sarcasmos porque, de facto, o que se tem assistido em alguns estádios é de facto lamentável.
Pronto, agora que falei sério um pouco, já posso voltar a ser irónico .
Se é fácil acusar a violência irracional, difícil é enquadrar o que por vezes gera alguma dessa violência.
É que, sem querer de algum modo branquear qualquer tipo de violência, algumas arbitragens também desvirtuam completamente as regras instituídas, e lançam no caos o futebol português.
A analogia que Duarte Gomes faz entre alguns adeptos e outros tantos animais obriga-me também a recorrer à zoologia para considerar o que, ciclicamente, vai acontecendo nos jogos do Sporting.

Passam os anos, o quadro de árbitros vai sofrendo a natural regeneração mas, como diria o provérbio...só mudam as moscas.