sexta-feira, 12 de abril de 2013

Um jogo para garotos

Os últimos dias têm sido de intenso sobressalto para os frágeis corações leoninos.
Se infelizmente nos fomos habituando a longos períodos de jejum no que respeita a títulos, nos tempos mais recentes tivemos que nos moldar a uma nova realidade, e até a habitual presença entre os melhores foi-nos retirada.
Após o último acto eleitoral, mesmo que (quase) todos nós estivessemos conscientes que a grave situação financeira não se resolveria com um simples estalar de dedos, acreditámos que um rumo diferente poderia ser traçado.
Os mais crentes pensam que esse rumo será melhor...outros acreditam que será pior, conforme a sua tendência de voto.
Os crentes decerto não estariam à espera que os pedregulhos deixados no caminho do Sporting ganhassem vida própria e, teimosos, tentassem obstruir, de qualquer modo, o caminho para o futuro.
Os cépticos (já que de qualquer maneira o Sporting não ganha) poderiam ficar com a vitória moral de achar que tinham razão, ao desconfiar do candidato/presidente.
Já ficou provado, há muito, que não é um mito urbano o facto de haver sportinguistas que desejam a derrota do seu clube.
Assim, no turbilhão de notícias dos últimos dias, foi possível ler e ouvir de tudo um pouco, quer dos notáveis, sócios, adeptos e jornalistas.
De alguns, ainda antes de começarem a falar, já sabemos ao que vêm.
São aqueles, sobejamente conhecidos, que de cada vez que abrem a boca...ou entra mosca ou sai asneira.
Foi assim que ficámos a saber que, com Bruno de Carvalho ao leme das negociações, não seria possível fintar o destino, porque a banca não iria negociar com um garoto. 
Carlos Barbosa disse, entre outras alarvidades, que:
"A liderança do Sporting está entregue a um garoto que anda muito excitado, aos pulos ao lado do treinador cada vez que o Sporting marca um golo, mas não tem capacidade para gerir um clube. Agora, vai ter de pedir a quem votou nele o dinheiro para tapar os buracos do Sporting, porque era evidente que não tinha capacidade nem para negociar com a banca nem para apresentar um plano".
Paulo Paiva dos Santos, ex-candidato na lista de Pedro Baltazar, nome que curiosamente também surge na recente entrevista de Daniel Sampaio (que raio de novelo, com tantas pontas soltas), também alinhou pelo mesmo diapasão, e não deu mais que um ou dois meses à frente dos destinos do clube.
Quinze dias já passaram.
Força Bruno, já só falta mais mês e meio!!
Entretanto, a SAD leonina enviou hoje um comunicado enviado à CMVM."A Sociedade informa que foram concluídas as negociações entre o Grupo Sporting e os Bancos financiadores, Banco Espírito Santo SA e Banco Comercial Português SA no âmbito das quais foram definidas as bases gerais do plano de reestruturação financeira", revela no documento.
A Sporting SAD adianta ainda que "a reestruturação financeira é crucial para o Grupo Sporting, e em concreto para a Sporting SAD, na medida em que permitirá à Sociedade, por um lado, elevar os seus capitais próprios, criar condições para assegurar o cumprimento dos requisitos do Fair Play financeiro exigidos pela UEFA para a participação nas competições europeias e, por outro lado, dotar a Sociedade dos meios necessários à gestão da sua atividade".
Claro está que, tal como ontem não escrevi uma linha acerca deste assunto, para evitar análises precipitadas, também terei que saber em que bases assenta este acordo, mas não deixa de ser curioso que o garoto tenha alcançado algo para o qual não estava capacitado.
É motivo para acreditar que, nos últimos dias antes do acto eleitoral, o garoto Bruno e o seu grupinho de amigos se tenham dedicado a jogar Monopólio, por forma a prepararem-se para a nova realidade.
De uma coisa tenho a certeza.
Quem deixou o Sporting no estado em que se encontra, merecia passar o resto do jogo na casa mais indesejada, que se encontra no canto inferior esquerdo.








































Mais uma vez reafirmo, para os mais distraídos, que não estou a fazer a apologia cega do nosso presidente, porque reitero a ideia que, acima de tudo, pretendo que o Sporting saia vencedor.
Chame-se ele Bruno ou José.
Não me agrada é que se faça uma campanha contra um presidente e (não esqueçamos) uma direcção, que ainda nem teve tempo de aquecer o lugar.