sexta-feira, 24 de maio de 2013

A quem muito se abaixa o rabo lhe aparece

"A quem muito se abaixa o rabo lhe aparece."
 
Este provérbio parece adequar-se à mais recente sodomização que o Sporting foi alvo, por parte dos dirigentes portistas.
Os dirigentes leoninos há muito que se subjugaram aos ditames e vontades dos portistas, e o episódio da venda de Moutinho, que hoje ganha contornos oficiais, é só mais um na longa lista de atitudes vergonhosas por parte dos nortenhos que têm contribuído, de forma inapelável, para o definhar do nosso clube.
Pena é que seja o Sporting e não o responsável pelo negócio quem sinta no seu rabo a despudorada atitude, mas creio que nenhum adepto leonino esperaria outra coisa daqueles vermes.
Quando Bettencourt deu carta branca ao empresário para se livrar da maçã podre, e do vasto universo de equipas com capacidade para o levar só aparece o Porto (que já teria tudo acertado com o jogador, e que foi certamente o instigador para a irredutibilidade do jogador em voltar a vestir a nossa camisola) já se adivinhava que a coisa não iria ficar por aqui.
Creio que quando o presidente leonino divulgou a base do negócio, onde o Sporting poderia ver ampliado o valor da venda com uma percentagem sobre as mais-valias de uma futura venda portista, toda a gente terá pensado, no imediato, que o dono da Frutaria Costa iria arranjar o estratagema mais adequado quando essa transacção acontecesse.
Dizem que "Burro velho não aprende línguas", mas o velho tem pouco de burro, e a língua que ele fala é para nós difícil de traduzir.
Todos nós sabíamos que isso iria acontecer, mas todos estão estupefactos que tal tenha acontecido.
A venda de um pacote de jogadores, com a sobrevalorização de James e a subvalorização de Moutinho renderá ao Porto largos milhões de euros, mas o Sporting talvez não o fizesse por vários motivos.
Logo à partida, porque os nossos dirigentes olham mais para a imagem ímpia que o clube habituou a sociedade do que para os seus próprios interesses, mas essencialmente porque o Sporting seria incapaz de realizar negócios com esta envergadura.
O Sporting tem sido a maior vítima da política de crescimento do Porto, pois dos seus rivais era o elo mais fraco, graças a uma errada política de alianças e à incompetência dos seus dirigentes.
Depois do aliciamento a Futre, passando pela aquisição de variadíssimos jogadores que o Sporting estava interessado, até às trocas de jogadores em que sempre ficámos a perder e onde nos subjugámos às regras e à  vontade de quem tem uma posição privilegiada, este episódio será só mais um no desequilibrado jogo fora das quatro linhas entre dois clubes que há muito trocaram de posição.
Já para não falar daquilo que foi visível nos últimos 30 anos, dentro das quatro linhas.
 
Como "o homem é o único animal a tropeçar duas vezes na mesma pedra"....e três...e quatro...e as que forem necessárias, não me parece que ainda tenhamos aprendido que não pode haver negócios com rivais, vistam eles de azul ou encarnado.
Nem que seja por uma questão ideológica. 
Quando os rivais têm como objectivo aniquilar-nos ou, na melhor das hipóteses, reduzir-nos ao tamanho de uma barata, parece-me pouco sensato continuar a manter relações tão estreitas.
Resta esperar pelo próximo golpe na garupa.