segunda-feira, 20 de maio de 2013

Uns flutuam e outros não

Finalmente acabou o pesadelo.
Tudo o que havia para dizer acerca desta penosa época foi sendo apontado, desde a longínqua pré-época espanhola, quando já se adivinhava um cataclismo de enormes dimensões.
No entanto, creio que nem o mais pessimista iria acreditar que chegaríamos ao final do campeonato em 7º lugar, a 36 pontos do campeão, fora das competições europeias, com um goal average que só saiu do negativo na última jornada e nas mãos do 4º técnico da época.  
Muitos dirão que a época não é para esquecer, mas sim para recordar, de modo a não cometer este tipo de erros no futuro.
Pela minha parte, prefiro pôr um pedregulho sobre o assunto, e fazer de conta que estive em coma induzido durante este período de tempo.
O campeonato acabou por cair nas mãos dos do costume, e fazer de cabeçudos os do costume, mas  os segundos continuam a virar agulhas a quem nem sequer belisca o seu orgulho.
O seu timoneiro, inclusive, disse que:

 "Estivemos em todas as decisões este ano, chegámos ao último jogo do campeonato com possibilidades e há quem diga que morremos na praia. Não morremos na praia: há quem chegue afogado ao meio e não consiga lá chegar."

Ou seja, JJ  considera que foi óptimo ser o primeiro dos últimos porque houve quem se tivesse afogado a meio da travessia.
Pois é, não o podemos negar.
O Sporting afogou-se, e começou logo a esbracejar de modo desarticulado no longínquo mês de Julho, quando estava a banhos nas cálidas águas da Baía de Cádiz. 
Já outros conseguiram pôr-se a salvo, mesmo nas turbulentas águas de Inverno.
Para lá de dominarem as melhores técnicas, também praticaram natação sincronizada com parceiros de eleição.
Além disso, qualquer salto para a piscina foi sempre muito bem pontuado.
Assim, vá-se lá saber porque é que uns flutuam e outros não.