quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cromos para a troca

Apesar das capas das publicações do dia estarem pintadas com um vermelho desbotado, é possível coscuvilhar o que se fala do Sporting, se nos adensarmos na selva de páginas mais ou menos inócuas.
Diz hoje um desses pasquins que o Sporting pode encontrar nos jogadores cedidos um meio de contornar o menor investimento previsível em contratações.
Direi eu que todos os dossiers estarão em aberto, mas o jornal chama à liça os nomes de Wilson Eduardo, André Santos e Diogo Salomão como sendo os nomes que agradam à estrutura leonina (mais uma vez terão fontes que transbordam água por todos os lados) mas também referem outros emprestados com situação indefinida, como Onyewu, Pranjic, Bojinov, Evaldo, Atila Turan ou Renato Neto.
Sem queres ferir susceptibilidades (de algum jogador que eventualmente tropece nesta página, ou de algum adepto/a com alguma paixoneta num dos supracitados) diria que a esmagadora maioria dos referidos não deveria contar nem para compor um banco de suplentes abarrotado de ex-juniores.
Claro está que um ou outro foram vítimas de uma equipa e um clube em crise profunda, o que arrasta também para o fundo tudo o que lhe está associado, mas outros tantos têm provado, em clubes de menores dimensões, que nem aí se conseguem impor por manifesta falta de qualidade.
Eu sei que as contingências financeiras obrigarão o Sporting a encontrar algumas soluções que mobilizem menos recursos, mas como o futebol não significa só cifrões, lembro-me que desportivamente alguns desses jogadores, para lá da manifesta falta de qualidade, também lhes falta a tal fibra que Bruno de Carvalho referiu recentemente.
Penso que os dois factores terão de ser pesados, na hora de fazer a chamada para a próxima época ou para dar-lhes a guia de marcha definitiva, mas já começo a ter pesadelos só de pensar que alguns destes cromos podem voltar a vestir a nossa camisola.
Alguns, nem para a troca.
É que uma vez, poderia ter sido um mero erro de casting, mas permitir-lhes que a vestissem novamente... só mesmo num acto de desespero.