quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Indigestão do tremoço

Já tinha feito o lançamento do jogo de Portugal e, um pouco ao contrário das expectativas, o encontro foi recheado de alternâncias e emoção, condimentos fantásticos para o comum adepto mas pouco ao gosto de Paulo Bento.
O treinador preferiria provavelmente ter ganho 1-0, mesmo que os adeptos bocejassem durante os 90 minutos, mas os vikings decidiram que o passeio luso estava demasiado tranquilo.

Do cocktail de emoções vividas, sobram muitos sorrisos, alguma euforia, e bastante azia.
Os sorrisos da maioria dos adeptos portugueses, mas também um sentimento especial dos sportinguistas.
Se a capa de hoje do jornal Roscoff dizia que a escola encarnada resolveu nos sub21, aguardo serenamente para ver a referência à escola que colocou a selecção, e todo o país, no Mundial do Brasil.
Mas os sportinguistas também estarão satisfeitos pela estreia e exibição de William Carvalho, que a continuar a este ritmo terá um lugar garantido no 11.
Patrício também se exibiu em bom plano, mesmo que lhe queiram assacar culpas no 2º golo.
Dizem, que se reagisse mais rápido poderia ter evitado o golo.
Mas ainda não vi nenhum comentário ao facto de Bruno Alves ter ficado ancorado, no golo do empate.

Tal como Isaksson teria evitado o 2º de Ronaldo, se tivesse esticado mais a perna, e o 3º, se tivesse levantado as mãos, em vez de ter tapado o ângulo inferior.

Já na parte das tristezas, imagino que tenha sido uma noite de algum sofrimento nos lares de perto de 10 milhões de suecos, mas não só.
Muitos argentinos não terão gostado dos golos de CR7, assim como a maioria dos catalães.
Já Joseph Blatter ainda estará a arrotar o almoço, e terá novamente aqueles espasmos com que tentou imitar o Comandante.
Mas em Portugal também haverá quem tenha tido azia.
A Suécia não é o Frankestein, mas estes 3 golos que colocam Ronaldo no topo da lista dos melhores marcadores de sempre, da selecção, terão provocado uma indigestão ao rei do tremoço.

Mas, porque gosto de saborear algumas vitórias de modo diferente, fui pesquisar o que dizia o Mundo de mais esta presença portuguesa numa grande competição.
Ronaldo, claro está, é a grande referência, e o jornal espanhol Marca, como mero exemplo, já  vai a caminho dos 2 mil comentários. 
Mas também me dei ao trabalho de rever os golos do melhor marcador da selecção em árabe, espanhol, português com açúcar, inglês, francês, romeno ou russo.
Até os argentinos reclamavam a bola de ouro, perante tão magistral exibição de CR7.
O nome do jogador formado no Sporting é universal, e incontestado.
Foi óptimo ouvir gritar golo de Portgual em tantas línguas.

Entretanto, também a França carimbou o passaporte para o Mundial.
Os ucranianos devem ter ficado com azia, exponenciada por um golo de Benzema em claríssimo fora-de-jogo.
Deus (dizem)...e Platini, não dormem em serviço.