domingo, 12 de janeiro de 2014

A doença regressou


Estoril 0 Sporting 0

Sejamos coerentes.
Estoril e Sporting pouco fizeram para merecer vencer o jogo.
Ambas as equipas foram uma quase total nulidade, e souberam controlar os pontos fortes do adversário.
Foram uma nulidade porque souberam anular-se mutuamente, e o jogo tornou-se enfadonho … mais lutado que jogado.
Os fantasmas do passado podem começar a esvoaçar sobre os adeptos e equipa porque, de acordo com a exigente imprensa, estamos há 3 jogos sem marcar.
…….Alto!!!  O Sporting marcou contra o Nacional, e daí para cá é que ficou em branco.
Claro, mas isso não invalida que esteja oficialmente há três jogos sem marcar.
Mas, apesar dos sportinguistas ficarem irritados com a ineficácia ofensiva, devem socorrer-se dos 7 jogos seguidos sem sofrer golos (6 para o campeonato) para aliviar essa dor.
Todos os adeptos são exigentes, e querem sempre o melhor para a equipa, e para si.
No entanto, os adeptos parecem andar num mar revolto. Para alguns, tínhamos no ano passado a pior equipa do mundo…mas subitamente transformou-se na melhor, capaz dos maiores feitos…e o Barcelona que se cuidasse. Agora, ao entrarmos numa fase menos positiva da época, parece que a qualidade colectiva já começa a merecer reparos, mesmo que continuemos a liderar a maior parte dos parâmetros, ao final da primeira volta.
Estes aspectos que devem ser realçados não invalidam que alguns dos nossos jogadores estejam longe de merecer a oportunidade de que desfrutam.
Refiro-me obviamente a Carrillo, capaz de fazer irritar um ovo cozido.
Continuo a considerar que o jogador peruano só poderá ser uma mais-valia se entrar a partir dos 60 minutos, mas a opção continua a ser a de sair por volta desse minuto, após mais uma exibição deprimente.
Mas ontem Carrillo teve companhia à altura, e a equipa não se apresentou coxa, mas sim paralítica, pois nenhum dos quatro extremos utilizados apresentou capacidade e habilidade para criar desequilíbrios.
Quem se ressentiu da pouca fluidez das alas foi, uma vez mais, Montero. É fácil apontar a mira ao avançado colombiano mas a realidade é que tem sido mais vítima que carrasco.
Por fim, porque não falar da arbitragem?
Tive oportunidade de ler que alguns adeptos se mostravam descansados por ter o melhor árbitro benfiquista do mundo a apitar o nosso jogo.
A mim deixou-me preocupado essa nomeação, como com quase todos os árbitros do espectro azul-encarnado.
O melhor árbitro benfiquista do mundo esteve ao seu melhor nível, e obrigou-nos a fazer marcha atrás na euforia.
Conseguiu uma vez mais irritar adeptos e jogadores, com o seu estilo altivo, resguardado pelo seu currículo imaculado.
Uma vez mais foi permissivo com o jogo viril do adversário, e o Sporting foi incapaz de jogar à bola, preso de movimentos por esta complacência.
Uma vez mais não jogámos muito, mas fomos vítimas de novo furto à mão desarmada.
Depois do penalti do Xistra e do golo anulado a Slimani, desta vez foi novo penalti descarado que ficou por marcar a roubar-nos 2 pontos.
Montero foi atropelado na área, e a autoridade deixou fugir o infractor.
É uma doença, este Proença...e voltou a atacar.
Se o melhor do mundo não consegue ver, já percebo quando dizem…”mal vai o mundo!!”.

Pior ainda é não haver um talho para escrever recados.