terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Triângulo de Bermudas


A actualidade leonina está, ao contrário do que espero e desejo, repleta de casos que visam escurecer o horizonte.
Quando BdC iniciou o seu mandato, muitos disseram que o presidente leonino estava a abrir demasiadas guerras ao mesmo tempo.
A guerra com alguma comunicação social está aberta e de boa saúde, obrigado. Penso que qualquer adepto leonino se identifica com as queixas apresentadas e acredito até que alguns desejassem ver medidas mais eficientes, contra alguns desses bandalhos que diariamente atacam o clube.
A batalha com as instituições que gerem o futebol ainda vai no seu início, e terá que correr muito sangue até que se consigam extirpar os vermes que, teimosamente, sugam o que podem.
Já a longa batalha com o sector arbitral poderá fazer mais mossa, principalmente a nível desportivo.
Este penoso processo tem episódios quase todos os fins-de-semana, e algumas réplicas, durante a semana.
Esta época já fomos eliminados da Taça de Portugal, às mãos de Duarte Gomes. Não somos primeiros na classificação às mãos de Xistra, Mota e Proença. Estamos eliminados da Taça da Liga, uma vez mais, graças à combinação Gomes/Mota e, porque não, de Ferreira, que nos sonegou uma grande penalidade com o Penafiel.
Um autêntico Triângulo de Bermudas, de onde as Taças desaparecem, misteriosamente.






















Enquanto o Sporting queima valiosas calorias em todas estas frentes, os adversários vão gerindo as emoções e, provavelmente, rindo-se da incapacidade do nosso clube em livrar-se desta teia tão bem urdida.
Este novo Sporting vai esbracejando como pode, e lançando comunicados, ao invés dos seus antecessores, que se mantinham calados...que nem ratos. 
O Sporting reclama, finalmente, o lugar que lhe pertence no topo do futebol nacional, bem como um pouco de decoro na forma como é tratado.
Este Sporting não se cala e apresentou até medidas concretas para uma alteração legislativa, visando a melhoria do futebol português, mas logo aparecem vozes...como a de Vítor Pereira, a menosprezar o documento…talvez mais preocupado com o seu alqueire de terra.
No entanto, há opiniões e decisões que cada vez menos nos apanham desprevenidos.
Há campos enlameados, como o de Arouca, que nos colocam imensas dificuldades, mas são outros os lodaçais que nos prendem os movimentos.

A Taça Lucílio, tal como no passado, tem sido pródiga em casos e suspeições, a provar uma vez mais que é uma competição sem qualquer credibilidade.
No entanto, não me agrada a mais remota hipótese do Sporting ir jogar uma meia-final via secretaria…mesmo que acredite que o imbróglio se vá resolver com uma multa de sete euros e meio e a obrigação de rezar cinco Pai-Nosso e cinco Avé-Maria.
A ameaça do Sporting de jogar na próxima época com juvenis ou juniores, caso não esteja presente na meia-final da prova, deve ser encarada pelas entidades competentes com a do Gil Vicente em não comparecer no Restelo.
Como era previsível, a equipa apareceu…de orelhas em baixo e rabo entre as pernas.
Se o Sporting pretender tomar a medida que proclama, deve fazê-lo sem aviso prévio, para dar uma machadada certeira nesta prova, que nasceu torta e nunca se irá endireitar.

A última jornada da Taça Lucílio trouxe também efeitos nefastos ao Talho de Manuel Mota, o que originou um comunicado do Conselho de Arbitragem da FPF.
O documento classifica de actos ignóbeis e de vandalismo o apedrejamento da montra do estabelecimento.
Depois das distinções de Egas Moniz e José Saramago, diria eu que um acto desta natureza poderia até merecer um qualquer Prémio Ignóbil.

Mas algo que me deixou mais aliviado foi ver, nas fotografias que foram sendo publicadas, que o Lombo do Porco ficou intacto.
Mesmo que tenhas a cabeça a prémio e, por vezes, possas sentir borboletas na barriga, uma palmada no entrecosto valoriza-te…pá.