sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Uma questão de extrema importância

Telefonei esta manhã para o aeroporto do Cairo para saber se o cidadão Mahmoud Abdel Razek Fadlallah tinha embarcado com destino a Lisboa.

Não percebi nada do que disseram.

Ainda retorqui: "O Shikabala, pá!!", mas decididamente não nos entendemos.

Não telefonei para o aeroporto do Funchal porque perdi a paciência com este primeiro telefonema.
Uma coisa parece-me evidente, a confirmar-se o interesse do Sporting tanto no egípcio como nos jogadores do Marítimo.
O tempo de alguns dos extremos do nosso actual plantel pode ter chegado ao fim.

O Sporting fundamenta o seu futebol ofensivo pelas alas, com o imprescindível apoio dos laterais.
Quando uns ou outros estão abaixo do esperado, a intensidade e acutilância ofensiva diminuem drasticamente.
Temos tido Cédric e (principalmente) Jefferson em grande plano nas acções ofensivas, mas os extremos têm alternado o bom com o sofrível.
A melhor fábrica de extremos do mundo parece estar com escassez de matéria prima, depois de ter escoado todo o seu produto de qualidade.
A questão dos extremos é, pois, de extrema importância.
A chamada mais assídua do jovem Mané denota que as opções existentes não estão a dar conta do recado.
Wilson continua a denotar alguma inabilidade com a bola nos pés, e maior consistência quando joga mais perto do ponta-de-lança.
Capel vai perdendo preponderância de forma gradual, e as faltas conquistadas perto da área são a sua principal mais-valia. A entrega e dedicação à causa acabam por ir disfarçando as restantes carências.
Carrillo...
A melhor maneira de caracterizar o seu momento é dizer que até os seus mais   fiéis defensores perderam a paciência.
Eu sei que, de vez em quando, desencanta um lance de génio...uma assistência primorosa, um remate violento...mas o problema é o restante tempo de jogo que sobra destes lampejos.
Apesar de ter feito doze jogos como titular, só acabou o jogo dentro de campo por quatro vezes, porque lá para os 65/70 minutos é tempo de ir tomar duche, geralmente com os adeptos numa pilha de nervos.

Os mais pacientes com atletas com este perfil costumam socorrer-se da idade do jogador para ir desculpando a sua inépcia...mas acabam por desistir quando as eternas promessas se reformam ou desaparecem do radar do seu clube.
Djaló, por exemplo, é eternamente jovem, mesmo que esteja à beira de fazer 28 anos, e ainda bem a tempo de pode vir a tornar-se num jogador de futebol. 

Feita esta pequena divagação, vou pegar de novo no telefone e ligar para o aeroporto de Lisboa, pois parece que Shikabala já chegou.
Quero saber que camioneta vai apanhar, pois pode ainda ter outro destino, que não Alvalade.