quarta-feira, 11 de abril de 2012

Corrupção em jogo do Sporting?


Segundo é possível ler hoje no Expresso online, numa notícia também presente na primeira página do Diário de Notícias, o Sporting denunciou uma tentativa de corrupção, em vésperas do jogo para a Taça de Portugal, contra o Marítimo.
O corruptor, não é mencionado na notícia, pois o caso ainda está a ser investigado.
O corrompido, José Cardinal, árbitro auxiliar com um passado de autêntico pesadelo, nos jogos que intervém o Sporting.
Basta recuar à primeira jornada do presente campeonato e verificar que foi ele quem anulou a golo limpo a Postiga, que daria outro rumo ao jogo, e ao campeonato, porventura.
Pode ler-se no Expresso:

"A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar uma suspeita de corrupção do árbitro assistente José Cardinal, após uma denúncia do Sporting, de acordo com o "Diário de Notícias" de hoje.
Alguns dias antes do jogo dos quartos de final da Taça de Portugal entre os "leões" e o Marítimo (3-0), José Cardinal recebeu na sua conta bancária um depósito de 2000 euros em notas, num banco da Madeira, conta o jornal.
O árbitro auxiliar estava nomeado para o jogo em questão, mas o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) acabou por anunciar a sua substituição por "motivos pessoais". A situação, sabe-se agora, terá estado relacionada com este caso.

Denúncia anónima


A denúncia terá chegado ao Sporting através de um depoimento anónimo, datilografado, que se supõe ser de uma mulher, por enunciar assuntos do foro pessoal. O pacote também incluía uma cópia do talão de depósito dos 2000 euros em questão.
Depois de o Sporting remeter as informações para a FPF, o organismo liderado por Fernando Gomes reuniu-se com o diretor nacional da PJ, Almeida Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Pinto Monteiro. Foi aberto um inquérito pela Unidade Nacional contra a Corrupção, que ainda continua a investigar o caso."



Curioso é verificar o preçário  em vigor. Dois mil euros para um fiscal-de-linha é um preço bastante acessível a muitas carteiras, quase dos desvalidos. Sabendo-se da preponderância da actuação destes membros da equipa de arbitragem no desenrolar dos jogos, pois já há muito têm a autonomia para assinalar penalties, expulsões, estando também no seu critério as decisões mais importantes, como os foras-de-jogo ou as bolas que entram ou não entram, fica claro que é um investimento mais seguro que apostar no senhor do apito.
Ora, fazendo contas a 1 fiscal-de-linha por jogo, vezes 30 jornadas, dá 60 mil euros. Um investimento seguro. 
O maior problema seria convencer alguns, que andam lá por amor à camisola.
O preçário, anterior à intervenção de troika, manejava os seguintes valores:



Golo invalidado
2.500 €
Fora de jogo de conveniência
450 €
Bloqueios directos , tipo basquetebol
300 €
Penalti “à bulhão pato”
1.000 €
Expulsão de ocasião
800 €

Gasta-se mais dinheiro com o fogo de artifício para comemorar o título.
A crise instalou-se em todos os sectores de actividade, definitivamente!!