quinta-feira, 26 de abril de 2012

Parabéns, Atkinson


Acabou o sonho. 
Talvez nunca tenha passado disso mesmo, a julgar pela vergonhosa arbitragem que, convenhamos, já esperava.
O Sporting esteve longe do seu melhor. Esteve, aliás, perto do pior Sporting da era Sá Pinto mas, tudo o que se possa escrever fica condicionado por um árbitro que Villar deve ter sabido orquestrar.
Um primeiro golo basco, na sequência de um lance precedido de falta e respectivo cartão vermelho, é o que vai ficar para minha memória futura.
Notou-se em demasia, tal como também tinha perspectivado, a ausência de Izmailov, mas o homem de preto tratou de desequilibrar ainda mais o que já se afigurava complicado.
Sá Pinto disse, há segundos, que já sabiam que o árbitro inglês iria permitir os contactos, mas pelos vistos só viu, consecutiva e irritantemente, os nossos. As agressões passaram incólumes, às entradas dos espanhóis era feita vista grossa mas só Wolsfwinkel deve ter feito mais faltas ofensivas que toda a equipa adversária. Curioso que num lance em tudo idêntico, já perto do final do jogo, Llorente usou o corpo, como em todo o jogo, para ficar com a posse de bola mas a regra mudou nesse preciso momento.
A equipa, em suma, mostrou-se demasiado cansada, para quem tinha descansado no último fim de semana, e eu também estou muito cansado para comentar a nossa sina e a nossa pequenez, diante dos interesses que continuam a afastar-nos de grandes êxitos.
Esta crónica envergonhada mereceria uns quantos adjectivos a qualificar alguns agentes desportivos, mas vou resistir à ofensa fácil e seguir a linha que orienta este blogue.
Como a tristeza de uns é a alegria de outros, calculo que, mais que os bilbaínos, haverá uns milhões de portugueses com euforia incontida ou dissimulada.
Parabéns a esses.