quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Allez les bleus

Ontem jogou o Porto, e perdeu...hoje joga o Benfica e, confesso, gostaria de ver um desfecho semelhante.
A rivalidade tem destas coisas.
A maioria das pessoas que conheço já perdeu a vergonha de dizer que gosta de ver perder o rival, mesmo quando este joga na Europa.
Há uns anos atrás a hipocrisia tomava conta do comum adepto, pois era politicamente correcto dizer que, nas competições internacionais, era o nome de Portugal que estava em jogo.
Nada mais errado.
Um chama-se Sport Lisboa e Benfica, o outro Futebol Clube do Porto.
O único que leva Portugal no nome é o Sporting.
Além disso, se olharmos para os seus plantéis, parece estarmos perante uma selecção dos Balcãs e outra, assemelha-se a um misto de sul-americanos.
Mesmo ostentando o nome do país e de ser a mais aportuguesada das equipas, muitas foram as manifestações de regozijo a que assisti, perante derrotas do Sporting Clube de Portugal, nas suas lides europeias.
Já expliquei os motivos que me levam a dar pontapés da atmosfera, cada vez que assisto a jogos dos rivais contra equipa estrangeiras.
Ontem, quase que desatarracho a perna quando Léo Baptistão se preparava para fazer um remate.
Sempre gostei do "Atleti", mas ontem ainda mais.
A hipocrisia deixou de fazer sentido há muito, e Mourinho foi um dos primeiros, que me recorde, a não desejar sorte ao Benfica para um jogo europeu.
O treinador do Chelsea treinava o Porto e, pela sua lógica, se o Benfica vencesse iria arrecadar dinheiro...esse dinheiro poderia fazê-lo mais forte e, deste modo, interferir no domínio que o Porto detinha.
São contas simples de fazer.
Mas, ainda há o simples prazer de ver perder o rival, como acontece em qualquer parte do Mundo.
Não acredito que nenhum adepto do Barça fique feliz por ver o Madrid vencer, onde quer que seja, e vice-versa.
Mas o fim da hipocrisia também fez escola no clube do costume, e o último moço de recados foi Kelvin, que veio há uns meses dizer que :"Sou Chelsea até à morte", nas vésperas da final da Liga Europa que, felizmente, os ingleses venceram.
É que não só a equipa encarnada iria ganhar uma pipa de massa como também arrecadar prestígio (que tem o seu valor sentimental mas também económico) e os seus adeptos ficariam tão inchados que o país pareceria mais pequeno.
Assim, Portugal ficou com cheiro a incenso, aroma de melão.

Hoje os encarnados voltam a jogar na Europa.
Confesso que sempre gostei do "Atleti" e, a partir desta manhã...até logo à noite, terei um fraquinho pelo PSG.
Espero que a equipa francesa jogue um pouco mais de futebol do que tem sido possível até à data, bem como espero que os gendarmes e as froças de segurança francesas estejam bem preparadas.
Jorge Jejuns vai estar de olho neles!!