terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mandaretes

Li hoje uma notícia que me agradou sobremaneira.
O ex-presidente Dias da Cunha saiu da sombra e, provavelmente, da zona de conforto, para vir a terreiro dizer que: "Tem havido equipas escandalosamente protegidas e outras escandalosamente prejudicadas", dando como exemplo o penálti mal marcado na última jornada, que deu a vitória ao Porto.
Estava na hora de notáveis, ex-notáveis ou notáveis de ocasião surgirem para algo mais que dinamitar o clube. 
É muito importante, a meu ver, que esta direcção e os sportinguistas comecem a sentir o apoio onde antes parecia haver uma trincheira.
Parece-me relevante que alguém que fez parte da travessia do deserto (apesar de alguns oásis que encontrámos com ele) venha também dizer que: "Bruno de Carvalho é muito envolvido como o futebol. O mérito principal do que se está a passar é dele. Independentemente de não ter sido o candidato que apoiei, reconheço que na gestão do futebol tem mostrado muito acerto".
Relativamente ao futebol, dado que nos programas de debate dos canais noticiosos somos muito mal defendiddos, é bom que, ciclicamente, apareça na comunicação social este tipo de apoio, até para reforçar aquilo que é visível não apenas esta época, mas quase desde que me conheço.
O ex-presidente, que ficou conhecido por dar nomes aos bois e desmascarar o famoso sistema, que até então não passava de uma sombra que pairava sobre o futebol nacional, também escolheu bem o modo de adjectivar a presente época.
Se é verdade que os áribtros têm direito a errar, como qualquer outro agente desportivo, o certo é que a PROTECÇÃO de que beneficiam (nomeadamente  o Porto) ultrapassa toda a lógica e bom-senso.
Os cinco anos sem perder no Dragão são disso prova, e as situações ridículas envolvendo esse clube, como outro que este ano acordou para as críticas... depois de várias épocas em que também beneficiou de uma protecção absurda, parecem não ter fim.
Espero que o Sporting encontre outras vozes que, finalmente, se recordem que é necessário falar em uníssono, e não contribuir para gerar um burburinho.

Quem também falou hoje foi Rui Costa.
Não, não foi o ciclista, que deu uma tremenda alegria a todos os portugueses.
Foi aquele assalariado do Benfica, mas que ninguém sabe muito bem qual a sua função.
Já teve papel de relevo na estrutura do clube mas, tal como na sua carreira, alterna os momentos de ocaso com os de brilho.
O actual administrador da SAD, também ele, veio juntar a sua à voz do presidente encarnado, a Jejuns e a um rol de mandaretes, nas críticas à arbitragem.
Ora, lá está, os que se habituaram a ser beneficiados em épocas recentes estão a sentir falta dos penalties e expulsões de anos passados.
Com seis jornadas decorridas, o normal seria terem já beneficiado de uma mão cheia de grandes-penalidades e, claro, sentem falta de jogar contra equipas em inferioridade numérica.
A táctica de Jejuns, parece sustentar-se nesta variante táctica, e no jogo 11x11 estão a denotar algumas dificuldades.
Mas Rui Costa também apontou baterias ao Sporting, nomeadamente às declarações de BdC que, em tempo oportuno, disse que "há treinadores que se deviam preocupar em treinar"em alusão ao rei da táctica, também ele com uma língua muito activa quando a equipa não ganha.
Rui Costa veio dizer que "Se o treinador do Benfica é para treinar, o presidente do Sporting tem de presidir, e eu já o vi a treinar-se com a equipa".

Acontece que BdC fez o que lhe competia, pois a intervenção pública de Jorge Jejuns visou influenciar a arbitragem, da qual tirou benefícios na jornada seguinte.
Tal como Paulo Fonseca, que abriu a goela e na jornada seguinte amealhou 2 pontos indevidamente.
Por este motivo, BdC tentou defender os interesses do Sporting.
Presidiu...e bem!!

Já estamos habituados a todo o tipo de dislates vindos dos dirigentes desportivos.
Se há uns que são verdadeiros especialistas no pingue-pongue de declarações, outros preferem atirar bolas à parede.
Já Rui Costa atirou desajeitadamente uns pedregulhos para cima, e vai ficar à espera que lhe caiam em cima.