quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tá lá vento

Há coisas que não entendo.
Há virtudes que aprecio mais que outras, e há pessoas que não têm, definitivamente, o dom da generosidade, da justiça...da reciprocidade. 

Foi com alguma indignação que hoje li que Hulk está a torcer pelo Porto, no clássico do próximo Domingo, enquanto eu estive ontem a torcer por Hulk ( e Danny, e Luís Neto, e Kerzhakov, e Lodigin...e até pelo médico da equipa russa) com todas as minhas forças.
Ainda estava 0-0 e eu retorcia-me no sofá, a cada investida do Zenit.
Estiquei o pé 3 vezes, para tentar enfiar a bola na baliza portista.
Já o mérito do golo de Kerzhakov foi tripartido.
Hulk centrou, e Kerzhakov e eu próprio fizemos um gesto técnico perfeito.
Eu ainda fiquei com um torcicolo, pois rodei demais a cabeça, na tentativa de afastar o máximo possível a bola de Helton.
Enquanto o internacional russo correu para o canto do estádio que albergava os seus adeptos, para festejar, eu tive a tentação de deslisar de joelhos pelo piso da sala, até ao canto onde costumo celebrar, mas lembrei-me a tempo que ainda tenho os joelhos esfolados, desde o jogo PSG-Benfica.
Não é que seja um adepto fanático dos franceses, mas sempre gostei de Pauleta.
Ah...dizem-me agora que ele já não joga.

Resuminto, é por esta falta de solidariedade que me indigno.
É Incrível, Hulk!!

Apesar de ontem não ter visto o jogo de início, vi a melhor parte.
No entanto, tendo em conta o duelo do próximo fim-de-semana, devo dizer que apesar do resultado me ter entusiasmado, o que pude ver do jogo portista nem tanto.
É que, ao domínio quase inconsequente dos russos, respondeu o Porto com uma garra e determinação que lhes está na medula.
Ou isso, ou tomam um chá muito forte.
Além disso, a estatística dirá que é difícil que a equipa portista perca dois jogos seguidos...e ainda mais difícil será que tal aconteça em dois jogos caseiros.
Para tal acontecer, os nossos jogadores terão que correr até que lhes salte a tampa do peito ou, menos provável, que nos apite o jogo o italiano Paolo Tagliavento.
Tá lá vento...poderia ser a frase que mais me soava na cabeça, e não era pelas condições climatéricas. 
A verdade é que o homem limitou-se a cumprir as regras, só que o pessoal que frequenta aquele estádio está pouco habituado ao temperado clima mediterrânico e a tanta coerência.
No entanto, também fiquei a pensar se o cabaz que lhe tocava em sorte teria chegado com defeito.