sexta-feira, 4 de outubro de 2013

De costa a costa

As últimas horas não têm sido pródigas em notícias relacionadas com o Sporting.
Se os motores já estão em aquecimento para o jogo de amanhã, a atenção dos adeptos parece ter estado centrada na entrevista de Bruno de Carvalho ao programa "5 para a Meia Noite".
Muitos parecem ter gostado, enquanto uma minoria não gostou de ver o presidente da instituição num programa humorístico e que neste tenham, por um par de ocasiões, brincado com "matérias sagradas".
Eu já fui um seguidor assíduo do programa, mas há já algum tempo que deixei de o ser.
Vi hoje o programa para poder opinar e, sinceramente, até achei piada ao modo como abordaram a temática e, melhor ainda, a forma como o presidente soube brincar e foi dando umas alfintetadas...aqui e ali.
Apesar de tentar ser rigoroso e coerente, também este espaço foi muitas vezes palco de humor, ironia e sarcasmo.
Principalmente com os rivais mas, porque não, também com as nossas fraquezas, quando houve motivo para o fazer.
A brincar ser dizem as verdades mas, de igual modo, se descomprime quando a vida corre mal.

Também ontem, mas nas redes sociais, tive oportunidade de encontrar uma resposta  a Bruno de Carvalho de um tal Filipe Costa.
Pela prosa parece tratar-se do filho mais velho daquele que não é ciclista.
Pelo apelido podia também ser filho da Beatriz Costa, do recém-eleito António Costa ou do Iran Costa, que celebrizou "O bicho"...,mas não o Jorge Costa...o outro.
Pelos vistos, o jovem terá ficado intimidado por BdC ter dito que não conhecia Rui Costa, e tratou de fazer um currículo em três tempos.
Começou por dizer que o papá foi campeão do Mundo de sub21, mas logo aí teve uma ligeira falha. É que o campeonato foi de sub20, mas compreende-se porque, no teclado, o zero fica ao pé do um.
No entanto, apesar de reconhecer que o papá dele até teve algum jeito para o ofício, a conquista de um mundial de sub20 não é sinónimo de qualidade de um qualquer jogador.
Que o digam Cao, Gil, Tó Fereira, Luís Miguel, João Oliveira Pinto, Resende, Xavier ou Morgado, entre outros campeões do Mundo de sub20.
Ter sido uma vez campeão italiano também é motivo de destaque, e compreende-se.
Passar 12 anos em Itália e vencer um campeonato deve ter deixado toda a família em estado de pura euforia.
Já o título na Champignons não merece contestação, e tenho pena que outros jogadores portugueses não sejam aclamados em todo o mundo, como Paulo Sousa, que venceu duas em dois anos consecutivos.
De acordo com o jovem Filipe, Rui Costa "foi um dos maiores jogadores do mundo e de portugal" e...direi eu, até de Lisboa.

Bruno de Carvalho limitou-se a responder, à pergunta dos jornalistas, que não conhecia Rui Costa.
Eu também não, apesar de já o ter visto na televisão.
Lembro-me perfeitamente de marcar um golito em Alvalade e, depois de um vendaval leonino, ir para casa com 5 na mochila.