quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Que se cuidem

Baixou o pano de mais um Torneio do Guadiana e, infelizmente, o Sporting teve que se contentar com o último lugar.
Dirão os mais optimistas que é precipitado tirar grandes conclusões, e poderá ser pernicioso criticar nesta fase ainda embrionária, e poderão ter alguma razão.
Claro está que todos nós, equipa técnica, jogadores e direcção, pretenderíamos que a equipa tivesse conquistado o troféu mas, em determinados momentos, é preferível conquistar uma equipa.
Não foi possível conquistar nenhuma das duas mas, ao invés da pré-época passada e do primeiro jogo desta competição, hoje foi possível ver um pouco de futebol, e fizeram-nos acreditar que o trabalho está a ser criterioso.
Contudo, houve algumas lacunas que levantam interrogações.
Logo à partida, a valia de alguns dos "reforços", que depois de alguns jogos tardam em demonstrar qualidade, mesmo que outros tenham deixado indicações positivas.
Também a ausência de golos neste segundo jogo pode preocupar os espíritos mais inquietos, ainda não totalmente refeitos de épocas passadas com paupérrima capacidade concretizadora.
Foi o primeiro jogo em que a equipa ficou em branco, mas as oportunidades criadas (essencialmente na primeira parte) justificavam outro resultado.
Além disto, foi curioso constatar que, apesar do campo continuar impróprio para consumo, a equipa foi capaz de criar oportunidades e mandar completamente no jogo, durante toda a primeira parte.
Afinal, a incapacidade demonstrada perante o West Ham foi só isso mesmo...incapacidade.

Por falar em West Ham, se Leonardo Jardim dizia, após a derrota com os ingleses, que " É importante a derrota como simbologia numa pré-temporada.", eu diria que já chega de simbologia.
É que os jogadores já se devem ter apercebido de toda a carga simbólica, e agora seria interessante habituarem-se a uma cultura ganhadora.
No entanto, estas duas derrotas consecutivas podem ter uma outra carga simbólica de cariz positivo.
Ao recordar-me das palavras do Presidente da MAG, Jaime M. Soares, após alguns resultados que entusiasmaram os adeptos e a ele próprio, penso que estes resultados talvez possam esfriar as suas intervenções, algo deslocadas da nova realidade.

"Os adversários que se cuidem"

"Apetece-me dizer que se cuidem. A vida está diferente no Sporting e, por isso, estará mais complicada para os seus adversários. Este é um novo Sporting e estou absolutamente convencido de vamos ter o Sporting à Sporting, a dar que falar em todas as provas que formos disputar"
É que, num ano em que pela primeira vez não são colocadas fasquias para ultrapassar, onde não se pressiona a nossa jovem equipa, impondo metas muitas das vezes desfasadas da realidade, não faz muito sentido ter dirigentes a subverter o plano traçado,  iludidos por um par de vitórias animadoras.
Tal como se pede aos adeptos para terem tento nas palavras, quando as coisas não correm bem, seria coerente que algumas pessoas com responsabilidade acrescida também medissem as palavras, porque correm o risco de serem confrontadas com elas, passado pouco tempo.