quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Não há que lamentar

Que resumo posso fazer após esta última jornada da Champions?


Posso dizer que o Schalke terá tido perto de 6 milhões de adeptos em Portugal, que vibraram com a passagem aos 1/8 final da competição de um clube inferior ao Sporting.
Não levo a mal. Eu ontem também fui alemão durante 90 minutos, e hoje urcaniano.

A diferença é que o Schalke, tal como os seus apoiantes pontuais, beneficiou de factores externos para se superiorizar ao clube leonino. Talvez fosse por isso que muitos portugueses se tenham identificado com os métodos.
Mas a fase de grupos não se resumiu a um lance. Foi também a inépcia na Eslovénia, que nos roubou o tal ponto que nos faltou para hoje sermos felizes.

Faltou a sorte que protege não só os audazes. A sorte que fugiu a Nani.
Faltou a experiência que nos cavou a sepultura em momentos cruciais, como hoje…logo aos 7 minutos.
Faltou um Chelsea que nos facilitasse a vida, como um Barça que abriu as pernas ao benfica apresentando uma equipa de segundas e terceiras linhas.
Faltou um Maribor que cumprisse os serviços mínimos, mas a surpresa seria que conseguissem pontuar, como fui dizendo durante a semana.


Não há que lamentar. Infelizmente, é este o panorama do nosso futebol desde quase sempre.