domingo, 9 de novembro de 2014

Entregar o ouro ao bandido


Sporting 1 Paços 1

O Sporting poderá ter dito adeus ao título, porque não conseguiu vencer o Paços de Ferreira...em 45 minutos.

Sim, porque a equipa leonina meteu férias na 1ª parte, um pouco à imagem do que vi e ouvi durante vários anos.
Nos tempos de Paulo Bento, mas não só, era frequente ouvir o treinador lamentar-se que "demos 45 minutos de avanço".
Mas o mais curioso é que os lamentos e a falta de atitude repetiam-se no jogo seguinte, com o mesmo diagnóstico.


Além disso, o jogo de hoje também encalhou numa falta de eficácia irritante, nos tais 45 minutos que os jogadores estiveram em campo.
Contudo, deixo para o final o que devia ser para o início.
É que as equipas de arbitragem de Alvalade e da Madeira deram mais um contributo decisivo para o embuste no campeonato.
Se ao Sporting foi usurpado mais um golo, marcado por Montero, que se encontrava em posição legal aquando do lance que faria o 2-1, na Choupana foi validado um golo em fora-de-jogo e invalidado um lance que daria o 2º golo ao Nacional, perante a lampionagem.

Claro está que devemos questionar a entrega da nossa equipa na 1ª parte, mas observando o que se está a cozinhar, desde a primeira jornada...confesso que me dá vontade de entregar o ouro ao bandido.

Digo isto porque sempre ouvi dizer que não se deve oferecer resistência, quando somos confrontados com assaltantes.





p.s. Não me choca minimamente que os adeptos dos clubes rivais venham tapar o sol com a peneira. É normal e compreensível. 
É lícito que façam coro com o que é veiculado pelo seu clube, e que defendam a sua dama.
Acho menos compreensível que sportinguistas não defendam o seu clube, principalmente quando este tem toda a razão do mundo.
Ora, porque tenho lido que a regra do fora-de-jogo é desconhecida por sportinguistas e adeptos de outros clubes, como é constatável pela caixa de comentários (e pela internet fora) coloco a imagem da regra em vigor, e que é uma fotocópia do que se passou em Alvalade.
Não, não interessa se Slimani se fez à bola.
Não, não interessa se estava a um metro ou meio metro.
O argelino estava em fora-de-jogo posicional, e não toca na bola.
Nem preciso de socorrer-me da unanimidade dos ex-árbitros que analisaram o lance, porque a regra é clara.