sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Unidos pelo (seu) futuro

Os benfeitores porto e benfica abrilhantam hoje o jornal A Bolha, numa bonita capa a duas cores.
Quer queiramos quer não, apesar do azul e vermelho não serem as cores da nossa bandeira, são as cores da nossa selecção. As cores do futuro do futebol português.
“Unidos pelo Futuro” é a mensagem que parece querer passar.
Os propósitos dos seus intervenientes passam por “liderar grande mudança no futebol português”.

Claro está que todos desconfiamos que porto e benfica estão a financiar o seu próprio futuro, a sua própria sobrevivência no pequeno quintal com vista para o Mundo.
É público e amplamente discutido que no depauperado futebol português não cabem três clubes grandes. Faz todo o sentido que estes intervenientes pensem “Dois é bom, três é multidão”.
Por isso lideram esta grande mudança, onde não existe programa ou projecto.
Simplesmente futuro.

Enquanto os líderes de benfica e porto tratam do seu destino, o presidente do Sporting pegou nos dossiers que o têm acompanhado, na sua quimera em prol da transparência e sustentabilidade do futebol, e foi bater a outras portas, dado que em Portugal não querem perder tempo com futilidades.
Foi à UEFA e à FIFA que, como se sabe, são entidades lideradas por pessoas sobre as quais não recaem nenhumas suspeitas e com uma grande abertura de espírito para a modernização do futebol mundial.
Veja-se, por exemplo, a implementação do famoso spray.
Sim, essa "nova tecnologia" tem trazido muito maior credibilidade ao desporto-rei. Penso, no entanto, que o árbitro de baliza no Schalke-Sporting terá ficado com a visão afectada por uma borrifadela mal direcionada.
No entanto acredito que haja abertura para, quem sabe, introduzir outras inovações.
Platini lançou a ideia do cartão branco, que dará ainda mais poder a um árbitro para condicionar um jogo, mas que poderá trazer vantagens caso seja associado a descontos em fruta e café com leite, como já acontece com o cartão Jumbo e outros similares.
Claro está que o futebol é muito mais que o que se joga nas 4 linhas, e poderá aí residir a esperança que alguma das propostas do presidente do Sporting encontre receptividade nos calcificadas e ferrugentas personagens.
...desde que não interfiram nos interesses instalados, claro!!