quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Nem tudo o que reluz é ouro


O desporto, no seu todo, mas em particular o futebol encerram histórias que saciariam a curiosidade até de uma pessoa em estado de coma.

Claro está que muitas dessas histórias carecem de contraditório, por forma a aferirmos da sua veracidade, mas é sempre enriquecedor termos conhecimento de algumas, para nos convencermos que nem tudo o que reluz é ouro. 

A propósito do jogo da Taça de Portugal, entre o Sp. Espinho e o Sporting, o jornal Rascoff entrevistou Manuel José, dado que serviu ambos os clubes.
Já o referi por diversas vezes, mas continuo sem saber para que lado pende a sua preferência clubística, o que poderia ajudar a explicar algum azedume.
Este meu conterrâneo, com o qual me cruzo todos os anos, no Verão, foi ainda júnior para o benfica, talvez com alguma mágoa do seu pai, um sportinguista fervoroso, e do qual me recordo sempre com o rádio colado ao ouvido, a sofrer com o nosso clube.

Manuel José sempre foi muito esquivo relativamente a esse lado mais emocional, mas já me garantiram que é sportinguista…com a mesma convicção com que me garantiram que é benfiquista.
A verdade é que nem sempre é simpático com o Sporting, tal como nem sempre é simpático com o outro clube, pelo que encaro com naturalidade quando leio passagens polémicas, como as que quase sempre profere.
Desta vez faz incursão pelos tempos de João Rocha, que foram também os seus, e revela pormenores dos bastidores de um clube que sempre teimou em se autoflagelar.
Dirão, os defensores intransigentes do melhor presidente da história do Sporting, que tudo não passa de intrigas...de mentiras de um ressabiado.
Eu, como não ponho as mãos no fogo por ninguém, e porque até os melhores erram, registo…apenas.

Sejam ou não intrigas relativas ao modo como o clube foi gerido numa das suas fases mais profícuas, e que provalvemente nunca venham a ser confirmadas ou desmentidas, o certo é que Manuel José também põe a nu o seu próprio trajecto, ao revelar os contornos de um relatório forjado para sacar mais umas coroas ao clube.
Os agentes ligados ao fenómeno futebolístico são, de facto, figuras ímpares.


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