sábado, 14 de janeiro de 2012

Os cavalos também se abatem


A edição deste Sábado do jornal Expresso faz referência a dois temas abordados recentemente nas crónicas do blog.
Um, que já começa a saturar, mesmo que ainda vá ter algumas réplicas, refere-se ao terramoto que causaram as imagens de Alvalade.
Segundo a referida publicação, as imagens resultaram de uma produção realizada com elementos das claques organizadas do Sporting. Segundo a investigação do Expresso, a sessão fotográfica decorreu em Junho e as fotografias já estariam expostas a 30 de Julho, no jogo de apresentação contra o Valência, e é este o único ponto que difere das alegações das entidades.
Uma das pessoas contactadas pelo jornal diz ainda que "deve haver um making off da produção porque foi feita num intuito diferente do que tem sido discutido". Diz também essa fonte que "a ideia passou por recordar velhas glórias do passado no túnel que dá acesso aos balneários...e mostrar o amor e paixão dos adeptos pelo clube no túnel dos visitantes...e por isso foram simulados festejos de golos e cânticos de apoio à equipa."
Esta notícia, com fontes que desconheço, a meu ver não muda nada relativamente ao que está em causa. Os responsáveis do Sporting continuarão a defender a iniciativa e que os ideais do clube não se revêm nas críticas e intenções que lhes são imputadas. Os responsáveis pelos órgãos que regulamentam o futebol, certamente não voltarão atrás na sua intenção de remoção ou ocultação das imagens, enquanto os responsáveis do jornal Púdico sentirão uma paz interior e um regozijo próprio de quem tem uma vitória moral. No entanto fica a curiosidade da iniciativa ter sido encenada e minuciosamente produzida, só que o remate saiu ao poste.
O outro tema que hoje atrai grande destaque no Expresso tem a ver com a derrota da Olivedesportos e de Joaquim Oliveira na eleição para a Federação Portuguesa de Futebol. O patrão do futebol, como é conhecido, apoiava Laranjo, em mais uma urdida teia de interesses, mas tal como ontem referi, um contra-ataque mortífero e inesperado de Figueiredo resultou numa inesperada derrota eleitoral. No entanto, mais do que estar a resumir a notícia, aconselho a leitura da reportagem, mas convém tomar antes um comprimido para o enjoo, tal a promiscuidade (para poupar em adjectivos).
O que salta à evidência na notícia publicada, é que o nome Porto, através do clube mais representativo da cidade, aparece em cada linha dessa reportagem.
Se por exemplo atentarmos em Fernando Gomes, recentemente eleito presidente da Liga, vemos que consta do seu currículo, entre outros, o de director do departamento de basquetebol do Porto, director-geral do FCP, vice-presidente do FCP, administrador do FCP-SAD, mas curiosamente também é referenciado como tendo exercido funções da famosa agência Cosmos (a tal das viagens do Calheiros).  Foi, portanto, asssalariado de Joaquim Oliveira, e desta forma era, como refere o Expresso, o ponta-de-lança da Olivedesportos no Porto. A agência de viagens de Oliveira tem também o monopólio das viagens dos clubes de futebol, entre outros, e realça-se a curiosidade de que um clube que, por motivos alheios, se atrase num voo por uma qualquer agência de viagens, é-lhe atribuída falta de comparência, enquanto se viajar pela Cosmos a FPF trata de reagendar o jogo.
Nesta caldeirada que se cozinha no futebol português (talvez por Adelino Caldeira, administrador da SAD do FCP ter sido o intermediário da amizade entre Oliveira e Gomes) são muitos os nomes que constam do cardápio, pelo que volto a aconselhar a leitura da referida peça jornalística, e que vem reforçar a ideia que o poderio instalado a Norte, mesmo que aqui ou ali o domínio absolutista vá de férias, está viçoso.
Entretanto outros tiraram-lhes as medidas, mas são ainda aprendizes de feiticeiro.
Tarefa árdua para os responsáveis do Sporting pois mesmo que, aparentemente, o sistema já não seja o de antigamente, este simplesmente adaptou-se a novas realidades, a novos meios de investigação, a novos modelos organizativos, mas continua de boa saúde, obrigado!!
Valha esta derrota, para não perdermos a esperança.